segunda-feira, 29 de abril de 2013

Make Me Pure - Capítulo 8



POV Tom on



Como aquela garota consegue dizer tudo aquilo sem ter sequer medo do que possa acontecer!? Nunca ninguém falou assim comigo! Tenho que admitir, ela é coragosa, nunca vi ninguém assim. Ela me surpreende sempre, ela sempre me tira do sério de um jeito quase louco, completamente insano.

Mas tenho que reconhecer que ela defendeu o Gustav de mim como eu nunca vi ninguém fazer por um amigo. Ela se colocou na minha frente, sem medo, nem receio do que poderia acontecer.



Eu não consigo parar de machucá – la e nem sei porque! O que está acontecendo!? Isso está me agoniando. Não sei mais o que fazer, não quero mais machucá – la, só eu sei como me sinto depois de tudo o que eu faço. Eu me sinto arrependido, fico me odiando depois de a machucar com uma frieza que eu não sei de onde vem.



POV Tom off



POV Bill on



– Julieta!? Não vai responder à pergunta do Gustav!? – eu disse curioso.



– Bill, eu não sei te responder! Eu acho que quando você acaba vivendo sozinho tanto tempo como eu vivi, você acaba criando uma série de defesas contra tudo. Acaba não tendo medo de quase nada, enfrenta qualquer coisa. Ainda mais por amigos, eu não deixo que ninguém machuque os meus. Faço tudo por eles, um dia você pode perde – los e não ter tido tempo para dizer o quanto eles eram importantes para você. Eu acho que é isso. – ela disse continuando a caminhar.



– Nossa...tem certeza que é a Julieta que tá falando comigo!? Não roubaram você!? – eu disse e nós os três rimos enquanto entravamos na cafeteria.



– Não, não me roubaram. Eu sou assim, aquilo que você tá vendo agora, é uma imagem mais sincera de mim. Eu sou brava sim, mas não sou sempre assim. Você sabe disso. – ela disse e eu ri.



Todos escolhemos o que iriamos comer, mas ela ficou só com uma chávena de café.



– Hey, isso não é café da manhã! Vai comer mais alguma coisa, eu tou mandando. – o Gus disse sorrindo. Nunca o tinha visto tão animado.



– Gust, eu não tou com fome. Um café serve por agora, não se preocupa. – ela sorriu para ele.



Alguma coisa está me escapando! Eu senti uma pontada de ciúmes, mas não eram meus. Não sei explicar! Era como se o meu irmão senti – se ciúmes através de mim.



Eu tossi involuntáriamente, parecia que alguém tinha me mandado fazer isso.



– Bom, eu vou comprar uns tecidos afinal tenho que começar a tirar as vossas medidas para costurar todas as roupas. – ela disse sorrindo.



Nós retribuimos o sorriso para ela e ela saiu rápidamente da cafeteria. Era impossível não ver como os homens a comiam com os olhos, olhando para as pernas dela naqueles shorts. O meu irmão ainda diz que ela feia, como é possível!? Para mim aquilo não passa de uma mascara, mas tudo bem. Pior, é que ele acaba me confundindo com aquelas atitudes frias com ela.



POV Bill off

POV Julieta on



Eu comprei tudo o que ia precisar para fazer as roupas novas dos garotos e voltei para o onibus. Assim que entrei, o Gust correu para me ajudar com os sacos. Todos ficaram me olhando entrar sem dizer uma única palavra. Eu fui até ao quarto de costura.



Depois fui até ao meu quarto e troquei de roupa assim que acabei de tomar o meu banho. Quando voltei ao quarto de costura, todos estavam ali depois do Gusstav os chamar como eu havia pedido.



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– Bom, eu precisava de tirar as vossas medidas. Precisava que tirassem as camisetas e as calças Jeans. – eu disse séria.



– Oba, isso é um strip!? – disse o Bill rindo.



– Não. – eu disse e comecei a rir, ele também começou a gargalhar. – Só por causa disso, o senhor vai ser o primeiro a se despir. – eu disse rindo.



Ele tirou a roupa e retirei todas medidas que precisava. Depois veio o Georg, que ficou fazendo graça tentando me convencer que não tava mais naquelas brincadeiras com o Tom. Eu entendi que ele estava arrependido, era claro como a água. Depois de acabar o meu trabalho com os três, o Tom entrou sem dizer uma única palavra. Começou a tirar a roupa e eu peguei no meu caderno para o ter mais perto para poder anotar todas as medidas.



– Já tou pronto, pode me medir. – ele disse calmo.



Eu comecei a anotar tudo, de repente ele pegou o meu pulso e me puchou contra o peito dele.



– Eu sou assim tão indeferente a você!? – ele disse sério encarando bem fundo nos meus olhos.



– Você...é o meu patrão mais nada. Não é indeferente. – eu disse séria, sem perceber o que tava acontecendo.



Ele apertou a minha cintura com uma das mãos e com a outra mão puchou o meu rosto, começamos a nos beijar, parecia que estavamos com os nossos sentimentos reprimidos. Os nossos instintos estavam completamente descontrolados, era desejo, paixão, necessidade de ter o outro mais perto. As nossas bocas se encontravam num ritmo rápido, uma intensidade louca, sem explicação.



O que eu tou fazendo!? Eu tou beijando o Tom, mas ele....eu não consigo me separar dele. Parece que um íman fica me puchando para os braços dele. Ele me faz mal, me faz desejar não existir, ter um desejo tão intenso de desaparecer, de me transformar em pó. Quando parámos,
eu me virei de costas para ele.



– Desculpe. – eu disse baixo.



Ele saiu e me deixou sozinha. O que deu nele!?



O Gust tava na porta me olhando de um jeito estranho. O que foi agora!?



– Gust, o que foi!? Tá tudo bem com você!? – eu disse assustada.



Ele entrou e me encarou sério.



– COMO É POSSÍVEL!? VOCÊ GOSTA DELE!? – ele me perguntou sério.



– Não, claro que não! Porque está desse jeito comigo!? – eu perguntei preocupada.



– Ele não gosta de você! NÃO GOSTA, OK! – ele disse me encarando nervoso, com as mãos tremendo.



Ele saiu e bateu a porta, saindo de lá sem me dizer mais nada. Meu deus, maldita a hora que eu aceitei trabalhar aqui. Eu tava me sentindo triste e cansada de estar ali. O Bill entrou no quarto com uma cara de confusão. Pelo amor de deus, mais um que quer me enloquecer. Eu quero sair daqui, correr, desaparecer. Eu quero a minha solidão de novo, eu quero me esconder, que todos me apaguem da sua memória.



– Hey, está tudo bem!? O Gustav saiu daqui com uma cara. – ele disse sério.



– Bill, eu tou pensando em desistir. – eu disse olhando para os meus pés.



A minha vontade de não estar ali falava mais alto, muito mais alto, era como se uma voz grita – se dentro de mim para sair dali. Eu só queria desistir daquele trabalho, queria esquecer que alguma vez tinha estado ali naquele onibus, que um dia tinha conhecido aquelas pessoas. Parecia que a minha consciência dizia que essa era a minha vez de desistir, que essa era a minha deixa para sair dali de qualquer jeito.



– Como assim!? Do que voce tá falando!? – ele disse me encarando sério e puchando o meu rosto, me obrigando a olhá – lo nos olhos.



– Eu vou desistir desse estágio. – eu disse tentando não olhar nos olhos dele.



– Porque!? Por causa das brincadeiras do Tom!? Você não gosta de nada aqui!? Não há nada que te faça ficar!? E o contrato!? – ele disse nervoso.



– Eu não consigo mais estar aqui, não consigo. Eu não sou bem vinda aqui e você sabe disso. Não vale a pena insistir nisso. Eu posso perder o ano, mas será o melhor para todos. Eu vou pedir a troca de lugar de estágio e ainda hoje vou arrumar as minhas coisas. – eu disse e ele puchou o meu rosto com uma das mãos.



– Eu não quero que você vá, não faz isso! O que vamos fazer sem você!? – ele disse aflito.

– Bill, você pode me ligar quando sentir saudades. Sabe que eu vou te ajudar no que você precisar. – eu disse sorrindo.



Eu estava me esforçando para sorrir, mas parecia que não passava de um sorriso triste. Um espelho triste, da Julieta forte e determinada.



– Está se esforçando tanto, para me mostrar que não está acontecendo nada e que não está triste que não tá funcionando. – ele disse sério.



– Eu vou falar com o David! Assim que acabar de conversar com ele, eu vou embora. – eu disse e quis abraça – lo, mas ele não quis me abraçar.



– Não vou abraçar você! Não quero me despedir de você! – ele disse cruzando os braços.



Eu me levantei e respirei fundo. Eu ia falar com o David quando passei pela sala e o Tom e o Georg me encaram confusos.



– Onde você vai Julieta!? – disse o Georg sorrindo. – Vai dar um passeio!? Tem um jardim muito legal a uns 500 metros daqui! – ele disse e eu o olhei sorrindo.



Agora eu teria que ser forte de novo e contar a todos que iria embora! De onde eu iria tirar essa coragem!?



Pov Julieta off

sábado, 27 de abril de 2013

Strange - Capítulo 7



POV Letícia on


– Não se mexe, o cara vai enlouquecer. – ele disse e nós estávamos a centímetros um do outro.


– Porque!? O que você vai fazer, Mateus!? – eu disse. – Porque está fazendo isso!? – eu disse confusa.


Ele chegou bem perto da minha boca e me beijou pressionando os seus lábios contra os meus. Ele parecia ter cuidado ao me beijar, em poucos segundos ele começou a aumentar a velocidade do beijo. As suas mãos que seguravam o meu rosto com suavidade, mas com firmeza, percorreram os meus braços e pararam na minha cintura, me chegando cada vez mais perto dele. Eu sentia que deslizava pelo banco e ele me prender contra o seu corpo. Ele sugava suavemente os meus lábios, os puxando com ternura sem machucar, até que paramos quando o ar foi necessário. Ele me olhou e baixou o rosto.


– Porque fez isso!? – eu disse baixinho e morrendo de vergonha. Tinha a sensação que todos estavam nos olhando. – Mateus, olha para mim, por favor! – eu disse acariciando o seu rosto.


– Não diz, nada! Me abraça, vamos testa – lo! – ele disse me pegando de surpresa e pressionando o meu corpo contra o dele. Ele deu um beijo junto da minha orelha e passou o seu rosto contra o meu, como se fizesse um carinho. – Finge, que eu não sou seu amigo e que sou o homem da sua vida. Que você está apaixonada por mim, louca por mim! – ele disse e o fiz o que ele disse.


Eu fechei os olhos e o apertei nos meus braços como se mais nada me importasse.


– Você é como uma flor, precisa de ser levada pelas mãos certas, ser cuidada pela pessoa certa. – ele disse sussurrando no meu ouvido. – Olha agora! – ele disse e eu olhei discretamente para trás.


O Bill se levantou da mesa e derrubou o tabuleiro com a comida no chão, com uma fúria. O prato dele, se quebrou em mil pedaços, o suco e a comida se espalharam pelo chão. O rosto dele, a sua pele parecia ter passado de branco para vermelho vivo, meu deus. Ele parecia que ia explodir de raiva! Mas por mim!? Não, isso é simplesmente impossível! Ele sente pena, gosta de me humilhar e mais nada.


– Ele pode até não admitir, usando aquela imagem dele, como se fosse todo poderoso, mas está morrendo de ciúmes de você. E não está aguentando ver que perdeu o controle, ainda mais por você. – o Mateus disse.


Eu o abracei forte pelo pescoço.


– Mateus, eu só quero paz, eu estou tão cansada de ser motivo de brincadeiras e...e... – eu disse e ele me apertou contra o seu peito. – Eu não quero os ciúmes dele, eu só quero paz. – eu disse o olhando.


– Eu sei, minha linda. Eu sei, mas ele tem que entender que nem tudo pode ser do jeito que ele quer. – ele disse acariciando o meu rosto. – Você está com uma carinha de sono, precisa de descanso. O que aconteceu ontem!? Você quer me contar, agora!? Uma coisa que nunca vamos deixar de ser, é amigos. – ele disse, me abraçando apertado. – Você pode contar comigo sempre. – ele disse e eu sorri.


– Posso não falar disso, agora!? – eu perguntei.


– Pode, claro. Não vamos falar mais disso, mas é só hoje, ok! – ele disse e eu sorri.


Ele era meigo e carinhoso comigo. Essa história do Bill estar gostando de mim era tão estranha, poderia ser brincadeira e eu não tinha mais capacidade de sofrer. Poderia ser fingimento, só para me fazer acreditar numa coisa que não existe. Meu deus, eu estou tão confusa! O Bill era diferente do Mateus, mas eu não o conhecia bem, apesar dele parecia mais tranquilo e simpático quando falávamos só os dois, mas quando ele estava com o irmão e os outros, parecia outra pessoa. Os outros pareciam ter um efeito tão negativo sobre ele.


POV Letícia off


POV Bill on


Aquele cara não pode ter beijado ela, não pode. Quem ele pensa que é!? Que ódio!!! A única coisa que consegui fazer foi derrubar o tabuleiro de comida no chão. A raiva parecia me queimar por dentro, como se fossem chamas me queimando por dentro. Era estranho! Eu não estava apaixonado, só estava irritado com aquela cena. Era patético, completamente patético, os dois iriam ser motivos de risos em toda a faculdade. A Letícia não fazia o tipo de nenhum dos caras que andava nessa faculdade, ela não se encaixava com ninguém, eles iam ser o motivo de muitas piadas durante muito tempo. Essa garota também, parece ser burra! Não entende como as coisas são por aqui. Menina idiota!


– O que deu em você, Bill!? Tá gostando mesmo da nerd. Cara, se isso me acontecesse, eu teria vergonha! – o Tom disse e os outros riram.


– Eu não gosto dela, já disse isso! – eu disse irritado. – Você é burro, é!? Já disse que ela para mim, não é nada! É igual ao lixo que anda na rua. – eu disse e a Diana me olhou feio.


– Olhem aqui, os quatro. A Letícia não merece ser tratada desse jeito, não. Ahh, Bill ela mexeu sim com você. E você está mordido, porque não quer admitir, que ela fez aquilo que muitas nunca fizeram! – ela disse irritada me olhando. – Mexeu com você e você ficou morrendo de ciúmes. Tá aí, todo mordido. Tá sendo bobo, idiota, parece um cego. Acorda, antes que seja tarde demais. Você nem conhece a Letícia direito. Se fosse outra pessoa já teria se vingado de vocês, mas não! Ela tentou entender vocês, não fez nada. Ela é especial, como vocês ainda não perceberam isso!? Como podem estar todos tão cegos, só por conta dessa vossa famazinha aqui dentro. Que lá fora, no mundo real não vale nada! Nada! – ela disse séria.


Nós começamos a rir e ela fuzilou o Georg com os olhos. Com certeza, aquilo ia trazer problemas para eles. O Georg parou de rir e puxou a mão da Diana.


– Diana, espera. Amor, não fica brava comigo. – ele disse, correndo atrás dela.


O Tom me olhou e fez um sorriso vingativo.


– Então, prova! Se você não gosta dela como diz, então não irá ser um problema você jogar esse suco nela! – o Tom disse rindo.

Se eu não fizesse aquilo, eles iriam rir de mim até me deixar louco. Por outro lado, a Letícia iria se afastar ainda mais de mim, cada vez mais, ficar magoada. Eu senti um frio na minha espinha, aquilo não era um bom sinal.


– Nossa, não é que ele está preocupado mesmo com ela. – o Gustav disse rindo com o Tom.


– Me dá essa merda de suco! AGORA! – eu gritei irritado e eles me passaram a latinha do suco.


Eu me virei de costas, ela vai me odiar cada vez mais e aquele cara vai se aproximando cada vez mais e eu vou ficando cada vez mais longe. Aquele maldito beijo, parecia não querer sair dos meus pensamentos, a imagem dela beijando aquele cara, parecia rodar na minha cabeça sem parar. Eu caminhei até à mesa daqueles dois e a Letícia me olhou curiosa.


– Oi, Bill! Você está bem!? – ela perguntou de um jeito simpático, até carinhoso.


Aquilo me fez recuar um pouco, mas acabei jogando o suco sobre ela. Eu apenas vi ela ficando toda molhada na frente de todos, na cantina. Ela ficou imóvel, não disse mais nada, mas o peso na minha consciência era grande. Eu preferia que ela me xingasse, fizesse algo, mas ve – la ali de cabeça baixa, sem dizer nada, apenas escutando os risos de todos na cantina, era pior do que eu imaginava. Ela apertou ligeiramente a sua saia comprida branca, que estava toda manchada de suco de melancia.


– Pensei que isso tivesse terminado. – ela sussurrou.


– Eu tava com pena pela foto, mas nunca disse que as brincadeiras tinham acabado. – eu disse, mas ela nem me olhava nos olhos.


Os seus cabelos castanhos pingando de suco de melancia. Ela se levantou e saiu, enquanto todos na cantina não paravam de gargalhar.


POV Letícia off


POV Mateus on


– Cara, você é burro. Muito burro! A Letícia, ela é boa demais com vocês. Ela não merece nada disso. Você é ótimo em afastar as pessoas que você gosta, de você. Ótimo, parabéns! – eu disse. – Espero que esteja muito feliz, você e os seus amiguinhos idiotas. – eu disse sério.


Muito idiota esse cara, eu peguei na minha mochila e me levantei. Espera aí, esse cara vai ver o que é bom realmente, vai provar do próprio veneno. Tava com ciúmes do beijo, agora eu quero ver ele se controlar com o que eu vou dizer.


– Onde você vai!? – o Bill perguntou.


– Procura – la! Deve ter se escondido num canto qualquer aí. – eu disse frio e irritado. Respirei fundo e ganhei coragem. – Eu não consigo ficar calado. Nossa, você é tão idiota. Não sabe o que é ter uma menina como a Letícia. Ela tem um beijo que enlouquece, tem um beijo como eu nunca provei. Muito melhor do que essas garotas que vocês comem por aí. Ela tem um jeito de beijar e de deixar um homem maluco, sem você conseguir pensar em mais nada. Essas aí que vocês que vão para a cama, nem chegam aos pés da Letícia. Nem se elas quisesem, chegariam. – eu disse o empurrando com força. Eu quero ver esse cara aguentar essa. – O beijo dela é tão delicioso e só meu, nossa que pena que você a perdeu para mim. Sorte minha, obrigada cara! Pena que você nunca vai saber como é, é delicioso, carinhoso, nem sei descrever. É, mas fui eu quem a beijou, não você. Aposto que ainda vou beijar aquela boca, muitas e muitas vezes. Essa noite, ela vai para minha casa. Eu vou ter o tempo todo do mundo para ficar junto dela, sentir o cheiro dela, beijar aqueles lábios macios e delicados. Uma delícia! – eu disse baixo só para ele ouvir e saí com um sorriso vitorioso.


Eu só queria que ele se sentisse culpado, bem culpado e com muita raiva. Ele nem deve estar aguentando de tanta raiva. A Letícia vai me matar assim que souber o que eu disse. Agora teríamos que cumprir isso, levar isso adiante. Eu comecei a procurar, mas ela não estava nos corredores em lado nenhum. Até que esbarrei em alguém, quando eu olhei era a Diana.


– Desculpa Diana, não te vi. – eu disse. – Você viu a Letícia!? – eu perguntei.


– Não, tava voltando agora para a cantina. Nossa, que beijo hein! – ela disse sorrindo.


– É, mas agora isso não interessa. Eu tenho que acha – la. – eu disse e ela começou a procurar comigo, mas depois eu me lembrei de procuramos no banheiro.


– O banheiro, isso. – eu disse e nós fomos até lá. – Diana, é melhor você entrar sozinha.


– Tá bom! – ela disse e entrou dentro do banheiro.


POV Mateus off


POV Bill on


Como assim!? Aquele cara não pode ficar com ela! Ela não vai a lugar nenhum essa noite, não vai. Eu não vou deixar, eles não ficar juntos, não vão. Eu tenho que acha – la. E se ele estiver pensando em...ah, não...ah, não! Ele não vai rouba – la de mim, não vai. O meu irmão parou de rir quando de repente começou a me olhar com uma certa confusão. Aquelas palavras daquele cara, estavam me matando por dentro. Eu só acho que ela é muito inocente e ele vai se aproveitar. Só isso! Eu nem me importo tanto assim. Será mesmo!? Cara, eu tou cada vez mais confuso. Eu queria ve – la, ver como ela está e pedir desculpa. A culpa foi minha, eu também poderia não ter jogado o suco em cima dela, eu nem consegui ver o rosto dela depois disso. O meu coração apertou tão forte, cheio de culpa. Mesmo longe, ela tinha a capacidade de fazer sentir essas coisas estranhas. Ela tinha um cheiro delicioso de flores frescas, como se fosse sempre de manhã. Eu podia fechar os olhos e saber quando ela está por perto.


Eu tou ficando maluco só pode, essa menina não!!!! Ela não, nós somos tão diferentes, não temos nada em comum, seria impossível.


POV Bill off

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Make Me Pure - Capítulo 7



POV Bill on


Meu deus! O meu queixo caiu! Como assim o Tom e a Julieta se beijando!? Ela não gosta dele e ele também não gosta dela. Isso é estranho, mas quem vi – se o beijo, acharia completamente o contrário. Pareciam....não sei...duas pessoas apaixonadas! Mas não é possível! Impossível!

A Julieta o odeia, ela briga de mais com ele, não durariam mais de dois dias juntos, ela iria arrancar o pescoço dele! O Tom a trata tão mal, que as vezes até fico impressionado com aquilo que ele faz! Nem parece ele! O meu irmão não é assim, nunca foi, ainda mais com as garotas.


Eu deixei passar uns minutos e entrei na sala sem dizer nada. Mas o irmão estava ali super relaxado como se nem tivesse acontecido nada.


– Tom, o que você tá fazendo!? – eu disse olhando o meu irmão.


O meu irmão sorriu enquanto escrevia a lista dele para entregar à Julieta. Isso, só vai ser o começo, eu tou vendo. A Julieta algum tempo depois voltou a entrar na cozinha enquanto estavamos todos comendo, ela passou por nós sem dizer nada.


POVBill off


POV Julieta on


Assim que me viram, todos me passaram uma série de listas com coisas para eu fazer.


– Juli, vai ficar sem comer!? – disse o Ge me encarando.


– Tou sem fome. – eu disse e saí.


Eu peguei nalguns desenhos e joguei – os na mesa em frente ao Tom.


– Os seus desenhos, estão aí! Escolha e me diga depois o que quer. – eu disse séria e saí da sala indo para o quarto.


– Muito bem. – ele disse. – Julieta, eu...obrigada por me ter...ajudado! – ele disse.


O Tom me pedindo desculpas!? Esse garoto só pode estar doente! Agora me surpreendeu.


Eu me deitei pensando se tinha feito a escolha certa. Será que não teria sido melhor se eu tivesse ficado no hotel!? Pelo menos eu fiz amizade com algumas das pessoas da turné, a Natalie, o João e o Miguel da produção.


De repente, eu comecei a sentir um picar no meu corpo, coisa estranha. Eu começei a me coçar muito, parecia que ia arrancar a minha pele de tanto que eu tinha que me coçar. Droga, eles colocaram pó de mico na minha cama! Eu abri a porta. Mas eu vou matá – los! Eu
tou furiosa, os meus olhos só faltam lançar fogo.


– GENTE IDIOTA! – eu gritei irritada e eles riam sem parar.


O que mais me chocou foi ver o Bill metido naquilo também. Pensei que ele tivesse arrependido e queria que ficasemos amigos, mas me enganei. Quantas vezes vou ter que aprender que todas as pessoas acabam me traindo.


Também, se ele e o irmão tem uma ligação tão forte, eu nunca iria tentar quebrar isso. Irmãos são irmãos, saudades do meu. Sempre fazendo bobagem o tempo todo! E eu correndo atrás dele feito louca! Mas quando ele está por perto sem aquela gente importunando e fazendo a cabeça dele, ele é amoroso, doce, o melhor do mundo. Por isso eu não quero que ele se perca! As lágrimas já estavam descendo pelo rosto, eu peguei numa moldura com uma foto nossa, juntos. Saudades de você, seu
idiota! Meu irmão idiota! Meu Ti! Saudades do antigo Tiago, claro que
brigavamos, mas nos amamos.


Eu entrei dentro do chuveiro e a coçeira foi aliviando ligeiramente. Tive quase duas horas debaixo de água para isso passar. Eu tirei os meus lençois e coloquei tudo para lavar. De repente, sinto alguém apertar o meu braço, quando eu olhei...Ah, não! Esse garoto de novo! Ele tá me testando só pode.


– O que foi agora!? Vai me beijar para fazer mais alguma coisa!? Você é tão estúpido! – eu disse quase cuspindo as palavras.


– Hey, não precisa ofender! Só estamos brincando! – ele disse rindo.


– Só estão brincando!? Ai, é!? Então tá bom, eu também só estou brincando! – eu disse pegando a travessa com os restos do macarão e joguei na cara dele. – Gostou!? – eu disse debochada. – Não fica assim, eu também só estou brincando com você. Só para você se sentir enturmado comigo. – eu disse e ele me olhou furioso, enquando os outros arregalavam os olhos. O Tom puxou o meu braço com força e me encarou muito sério. Eu comecei a me debater.


– Me solta! ME SOLTA! – eu gritei irritada.


– NÃO! PEDE DESCULPAS! – ele gritou comigo.


– NUNCA! VOCÊ É QUE ME DEVE DESCULPAS! - eu gritei furiosa. Eu estava cada vez mais furiosa. Ele me apertou contra o corpo dele, apertando os meus braços e os machucando. Eu respirei fundo para
controlar as lágrimas, estava doendo, os meus braços estavam ficando dormentes.


– Tom, solta! Tá machucando! – o Gustav disse preocupado.


– NÃO, ELA TEM QUE PEDIR DESCULPAS! – ele disse nervoso, apertando cada vez mais os meus braços.


A minha pressão estava caindo, eu estava vendo tudo turvo, como se o mundo roda – se sem parar. O meu corpo estava suando muito, o rosto do Tom começava a sumir e eu estava tentando lutar para reagir, mas parecia que alguma coisa ficava me puchando para um buraco negro.


– Olha, só! Agora vai dar ataquezinho, para eu ter pena dela! – eu o escutei dizer.


POV Julieta


POV Tom on


Ela estava estranha, pelo que eu conheço dela, nunca foge de uma boa briga, mas o seu rosto de repente, passou do vermelho vivo de raiva para o branco. Eu começei a zoar dela, mas ela nem me respondeu. Os seus olhos ficaram turvos, sem brilho, parecia que ela estava numa luta interna para se manter ali. Os seus braços, eu senti – os suados, frios, sem qualquer resistência ao aperto que dava neles. Merda, ela não tá brincando.


– Julieta!? Julieta!? – eu a chamei para que ela se foca – se em mim, mas não adiantou, o seu corpo se curvou para trás, os seus joelhos amoleceram, eu vi os olhos dela perdendo o foco e se fechando. Eu e o Gustav a seguramos rápidamente. Deitámo – la no chão, já completamente inconsciente, o meu peito parecia que ia entrar em colapso, eu estava preocupado, acho que tava começando a ir longe de mais. O meu irmão e o Georg correram para junto de nós com expressões preocupadas.


– PARA QUE FOI EXAGERAR!? – o meu irmão gritou preocupado, o Bill começou por procurar um pano alguma coisa que pude – se passar na testa dela.


– EU NÃO SABIA QUE ISSO IA ACONTECER, TÁ BOM! – eu gritei nervoso.


– PORRA, TOM, BRINCAR É UMA COISA, HUMILHAR É OUTRA, AO PONTO DA PESSOA PASSAR MAL! - gritou o Gustav, que me
surpreendeu. Ele era sempre o mais calmo de todos. Agora eu o vi tão ou mais nervoso que todos nós.


– Juli!? Linda!? – o meu irmão sussurava no ouvido dela, tentando acordá – la. Não estava resultando. A palidez dela estava ficando forte, cada vez mais forte, tava me deixando assustado. Eu apertei a mão dela discretamente, sem ninguém notar. Estava gelada, a pele dela estava fria e suada.


– Gente, não será melhor chamar alguém!? Um médico!? Uma ambulância!? Ela pode estar doente e a gente não saber! Podemos estar perdendo tempo, isto pode ser sério! Ninguém desmaia por nada! – o Georg disse enquando levantava as pernas dela. O Bill tentava com que ela acorda – se de qualquer jeito, mas não estava resultando.


Será que esse desmaio é grave, mesmo!? Será que ela está doente!? Se está, porque não nos disse!? Obvio! Também não temos sido os melhores amigos dela, não é! Eu senti a mão dela ganhar alguma força e a soltei. Os olhos dela se abriram, o que fez com que todos suspira – se – mos de alivio. O rosto dela estava ganhando cor de novo, o que me deixou mais tranquilo.


– Você está bem!? – o meu irmão tocou na mão dela, mas ela o empurrou ligeiramente.


– Eu estou bem. – ela disse se levantando.


– Julieta, desculpa! Eu...- o meu irmão foi cortado pelo barulho do estrondo da porta se fechando.


– Julieta, abre! Não se fecha aí dentro! Está fraca, precisa que fiquemos de olho em você! Acabou de desmaiar! – ele gritou preocupado.


Ela não respondeu a nada. Apenas escutamos silêncio.


POV Tom off


POV Bill on


Como eu fui deixar isso acontecer!? Essas brincadeiras ainda vão terminar muito mal....ela desmaiou, isso começa a ser um aviso, que estamos ultapassando todos os limites! Mas se eu conheço o meu irmão, ele não vai parar, mesmo depois disso. O Tom é muito teimoso, ele vai continuar insistindo, até ela perder a paciência com ele.


– Nem acredito que isso aconteceu! – disse o Gus olhando para as próprias mãos. – Eu estou fora de quaisquer brincadeiras, não quero ter que ser responsável, por isso que está acontecendo. – ele disse sério.


– É, eu também tou saindo dessas brincadeiras. O Tom se quiser continuar, que continue sozinho! Isso tá indo longe de mais. – eu disse o olhando.


– Cara, eu fiquei com medo. Ela ficou muito tempo desacordada. O que me chocou mais foi ver o Tom fazendo graça enquanto a via passar mal na frente dele! Eu fiquei me sentindo culpado, não quero assistir a isso! Ele está doido, implicando com ela por nada. – ele disse me encarando. Ele está certo, mas como vou tirar essa idiotice da cabeça dele!?


Pior, é que eu tou começando a ver que isso vai por um caminho perigoso.


POV Bill off


Semanas depois…


POV Julieta on


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Eu já estava pronta para sair para mais uma maratona de coisas que tinha que resolver, quando me ofereçeram um suco. Achei estranho, mas insistiram tanto. Eu comecei a beber, aquilo era nojento, era uma mistura super esquisita. Assim que bebi os primeiros goles, corri para o banheiro para vomitar aquela eca. Quando voltei na sala e quase ia saindo quando um deles pucha o meu braço.


– Qual é!? Não tá bom não!? – eu disse encarando o Gustav.


– Nós liga para eles. Quer ir tomar o café da manhã comigo!? – ele disse sorrindo.


Eu fiquei surpresa, mas afinal não era tão estranho assim, eu e o Gustav estavamos cada mais amigos.


– Tá bom, eu aceito! Obrigada, Gust! – eu disse. – Me espera um pouco. – eu disse enquanto ia para o meu quarto pegar a minha bolsa.


– Julieta, eu posso ir com vocês!? – o Bill disse com uma carinha.


Nós também começamos a nos entender, ele tinha desistido daquelas bincadeiras.


– Claro, Bill! Gustav, você se importa!? – eu perguntei sorrindo ligeiramente.


– Não, vem Bill! Ninguém merece conviver com dois palhaços. – ele disse e o Tom se levantou furioso.


– Palhaços!? Quem você pensa que é!? Só é nosso baterista, porque tivemos pena! – ele disse irritado.


– Tom, pára! Pára de brigar, ele é seu amigo! Respeite - o! – eu disse irritada me metendo entre os dois.


– Cala a boca, vagabunda! – ele disse nervoso e me empurrou me fazendo desiquilibrar e cair em cima do Gustav.


– Garoto, você é um idiota! Pare de brigar com as pessoas que você ama, um dia elas podem não estar mais aqui com você! – eu disse irritada e sai do onibus. – IDIOTA!


O Bill e o Gustav sairam e ficaram calados.


– Hey, eu não mordo, não! Podem falar! – eu disse rindo.


Eles começaram a rir e relaxaram um pouco.


– Eu às vezes não sei como você o enfrenta assim, sem medo! O que você quis dizer com “um dia elas podem não estar mais aqui”!? – o Gus disse meio envergonhado.


POV Julieta off

terça-feira, 23 de abril de 2013

Strange - Capítulo 6



POV Letícia on


Aquilo me deixou surpresa. Como ele poderia estar preocupado comigo!? Não era possível! Eles todos pareciam ter um gosto especial em me humilhar.


– Preocupado!? Isso é um pouco estranho, parece brincadeira até piada. Logo vocês com pena, da nerdzinha, de óculos e sem graça! Ah, Bill! Nossa, essa piada foi ótima. – eu disse séria e puxando o meu braço. - Foi tão boa, que eu até esqueci de rir. – eu disse.


– Claro, que estávamos e não é piada. Tou falando sério. – ele disse.


– Eu confesso que até estou surpresa! Você preocupado de verdade!? Você leva tudo no deboche. Como eu posso acreditar!? – eu disse e ele nem me respondeu. – Vocês estão sempre debochando de tudo, o tempo todo! Especialmente você, que parece ter um gosto mórbido por humilhar e tirar os outros do sério! – eu disse. – Me responde a uma única pergunta! O que eu fiz!? O que eu fiz para você para merecer esse ódio todo!? Você não precisa me olhar, não precisa gostar de mim, eu nunca pedi por isso! Porque faz isso, é só isso que eu quero saber!? – eu disse com medo da resposta.


Ele me olhou surpreso. É, agora até eu me surpreendi. Eu não sabia de onde tinha saído toda aquela coragem, para enfrentar aquilo.


– Eu...eu não levo tudo no deboche. Você não me conhece bem! Só estava preocupado. Você é desse jeito, assim, não sei. Tímida, parece que está sempre pedindo desculpa por existir. Eu e os outros não resistimos em brincar um pouco com você. Além disso, você é muito diferente das outras garotas que anda por aqui na faculdade. Olha para a Diana e para você. São completamente diferentes, o jeito como você se veste, como fala com os outros, como olha para tudo e lida com isso. – ele disse.


– Obrigada por ter respondido à minha pergunta. Era só isso e não precisa mais ficar preocupado, eu estou bem. – eu disse e ele avançou um passo na minha direção.


– Como pode estar bem!? Porque não fala um pouco comigo, era só um pouco. Não precisa ser tão tímida! – ele ficou me olhando.


– Letícia, vamos embora! Esse cara nem merece que você olhe na cara dele. – o Mateus disse impaciente.


– Não, espera Mateus. Eu vou acabar de falar com ele. - eu disse e os dois me olharam. – Mateus, você não precisa esperar. Eu já te atrapalhei demais. – eu disse sorrindo para ele.


– Não tem importância. Eu espero. – ele disse e eu sorri. – Eu só vou sair daqui quando você acabar de falar com ele. – ele disse sorrindo e eu assenti.


Nós nos afastamos um pouco e eu esperei que ele continuasse.


– Obrigada! Eu juro que não era e nunca foi deboche, quando eu disse que estava preocupado. – ele disse. – Me desculpa. Eu queria pedir desculpas pelo que aconteceu.


– Bill, eu não vou falar disso. Me desculpe, mas mesmo que eu quisesse eu não confio em você. Como vou falar de coisas que fazem parte de mim, com uma pessoa que ainda ontem fez algo que me machucou muito!? – eu disse. - Tá desculpado, eu só não consigo confiar. – eu disse e ia me virar.


Ele me parou e me puxou pela mão.


– Porque você nunca fez nada, nada contra nós!? – ele disse confuso.


– Porque...porque eu respeito vocês. Eu vejo vocês como pessoas e não acho que se me vingar isso vá parar. Isso só iria irritar mais vocês e nunca nos vamos entender assim. Eu quero me entender com vocês. Não acho que vocês sejam assim, porque sim. Acho que devem ter uma razão muito forte. – eu disse e ele sorriu. - O que foi!? – eu disse curiosa.


– Você tem um jeito de ver as coisas tão diferente. Nunca conheci ninguém assim. – ele disse.


– BILL! BILL, ANDA ESTAMOS ATRASADOS! O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AÍ!? – era o Georg gritando.


– Vai, antes que eles tenham tempo de fazer alguma brincadeira comigo. – eu disse e ele riu.


– Tá bom. Tchau. – ele disse e eu saí em direção ao Mateus.


– Aí, não te entendo, às vezes! Como pode ser tão boazinha!? – o Mateus disse sério, parecia até um pouco chateado.


– Mateus, não fica chateado comigo! Por favor! Eu não quero que fique desse jeito, mas eu acho que brigar com eles não vai dar certo, só vai dar mais força para eles continuarem com isso. Eles também devem ter as suas razões para serem assim. – eu disse e ele riu.


– Com certeza, você é boazinha demais. Se fosse eu, já teria triturado os quatro. – ele disse e nós rimos.


– Nossa, que violento! – eu disse rindo.


POV Letícia on


POV Bill on


Eu me aproximei deles que estavam à minha espera, com umas caras de confusão.


– O que você estava falando com a Letícia!? Como ela ficou depois de ontem!? Ela te disse alguma coisa!? – a Diana perguntou com esperança no olhar.


– Nós conversamos um pouco, mas ela não contou muito. Ela tem um jeito diferente de olhar o mundo, é curioso. – eu disse e a Diana sorriu.


Roupa da Diana: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=42095513


– Hiiiii, você se interessou pela nerd. Não acredito! Bill, há coisa melhor nessa faculdade. – o meu irmão disse rindo.


O Georg e o Gustav não perderam tempo e começaram a rir também.


– Tom, eu não estou interessado nela. Olha o jeito como ela se arruma, como ela se veste. Você acha que eu ia ficar com uma pessoa assim!? Você me conhece melhor que ninguém! – eu disse irritado.


Assim que chegamos à faculdade, nos separamos para que cada um fosse para as suas aulas. Finalmente estava sozinho, com os meus pensamentos. Ela parecia simpática e tinha um toque tão especial no jeito como falou comigo. Era compreensiva, até chegava a ser um pouco carinhosa no meio de toda aquela timidez e ingenuidade. Era isso! Ela tinha uma ingenuidade que muitas garotas já não têm, dá vontade de proteger. O jeito calmo e doce como ela fala, chega a ser tão delicada. Ela parecia querer chegar na alma das pessoas, compreender e tentar entende – las. Mas de repente, alguém interrompeu os meus pensamentos.


– Senhor Kaulitz, posso saber para quem o senhor está sorrindo!? – o professor me chamou a atenção, me fazendo acordar assustado e sair do meu transe.


POV Bill off


POV Letícia on


O Mateus, começou a me mostrar parte da faculdade e depois me guiou até à sala de aula. Que sorte, que vamos estar juntos nessa primeira aula!


Nós fomos para as aulas, tava tudo maravilhoso, até eu perceber que o Mateus estava de boca aberta e quase dormitando em cima da mesa. Meu deus, ele não pode dormir aqui!


– Mateus, acorda. Não dorme, isso é super legal. – eu disse animada o chacoalhando de leve.


– Legal!? Cálculo!? – ele disse. – Acho que só você está gostando. Alias ninguém está entendendo nada, olha para a cara de todo o mundo. – ele disse ensonado. – Lezinha, eu tou morrendo de sono. Eu nem consigo ficar com os olhos abertos nessa aula, é impossível. – ele disse.


– Ah, poxa. Pensei que você gostasse!? – eu disse desanimada.


– Eu gosto, mas esse cara, ele é muito chato. – ele disse e o professor bateu no ombro dele nos assustando aos dois.


– Mateus, o que você disse!? Se importaria de resolver a segunda parte do problema!? – o professor disse sério e com uma cara nada boa.


– Ele não disse nada, professor. – eu disse baixo.


– Eu!? Mas professor, nós ainda nem demos essa matéria. Como quer que eu resolva isso!? – ele disse aflito.


Meu deus! E agora!?


– É, eu sei, eu ia explicar. Mas já que o senhor sabe tudo, pode ir resolver. – ele disse e todos não paravam de rir.


– Eu posso tentar!? – eu perguntei com medo.


– A senhorita, sabe resolver!? – o professor perguntou surpreso me olhando.


– Eu acho que sim. – eu disse e a sala ficou silenciosa.




– Muito bem, tente salvar a nota do seu amigo, já que ele não consegue fazer isso por ele mesmo. – o professor disse e eu fui descendo pelas escadas da sala.


A sala estava cheia de gente, meu deus. Todos me olhando, esperando que eu resolve – se. Eu senti as minhas mãos suarem, o meu corpo inteiro suando de tanto nervosismo.


Eu olhei para o problema e comecei a resolver, parecia que eu ficava em outro mundo, eu não escutava nada, nem ninguém. Era como se eu ficasse em transe apenas pensando em como resolver. O cérebro trabalhava a toda a velocidade, com o raciocínio acelerado, as minhas mãos pareciam que não conseguiam acompanhar a velocidade do meu pensamento, como ia resolvendo. Assim que eu parei de escrever, parecia que ninguém se movia ou dizia nada. O que foi que eu fiz!? Alguma coisa errada!? Eu me virei e verifiquei o que estava escrito, mas parecia tudo bem.


– Onde você aprendeu a fazer isso!? – o professor perguntou surpreso, ele não parava de me olhar com uma cara assustada.


Meu deus, foi tão horrível assim o que eu escrevi!?


– Está errado!? É por isso!? – eu perguntei baixinho.


– Não, claro que não, querida. Está certíssimo, alias em tantos anos que eu dei aulas, eu nunca vi ninguém resolver isso tão rápido, ainda mais uma aluna que acabou de chegar. – ele disse surpreso. - Parabéns! Está certo e com um raciocínio muito inteligente. – o professor disse. – Pode sentar. – ele disse e fui para o meu lugar.


– Ok, você é um gênio e vai me dar aulas particulares. – o Mateus disse de boca aberta e com os olhos arregalados. – Caraca, com certeza você deve ter inteligência acima da média. – ele disse me olhando assustado. – Como você resolveu aquilo!? – ele perguntou.


– Não, claro que não, Mateus. Eu sou normal! Igual a você, a todo o mundo. – eu disse envergonhada e sentindo as minhas bochechas começarem a ficar vermelhas. – Eu só gosto disso. – eu disse e ele sorriu.


A aula estava terminando até que o Mateus acariciou a minha mão, me chamando a atenção.


– Vem almoçar comigo, por favor!? – ele perguntou.


– Eu tava pensando almoçar em casa. Mateus, você sabe se estão precisando de alguém para trabalhar num café ou assim!? – eu perguntei envergonhada.


– Eu te ajudo com isso e você vem almoçar comigo. – ele disse e eu assenti.


– Tá bom, seu teimoso. Eu vou. – eu disse.


Nós saímos e entramos na cantina da faculdade, a Diana e os outros estavam sentados em uma mesa, eles riam animados. Aquilo me fez sorrir, eles pareciam felizes! O Bill me olhou e sorriu de canto para mim e eu retribui. Aquilo foi estranho!


O Mateus me puxou e começamos a escolher a coisas para o almoço, ele falava animado e me explicava como era tudo por ali. Ele ria e me fazia rir e muito. Nós fomos nos sentar numa mesa mais ao fundo e ele riu.


– O que foi!? – eu perguntei.


– O Bill não pára de te olhar. – ele disse rindo.


– Mateus! Claro que não! – eu disse e ele se aproximou de mim e segurou uma mexa do meu cabelo.


POV Letícia off

domingo, 21 de abril de 2013

Make Me Pure - Capítulo 6



Pov Julieta on



Eu entrei no quarto e tranquei a porta. Eu conseguia escutar as gargalhadas de todos na sala, mas se preparem que agora vão ter que lidar com a minha fúria! Sou um amor de pessoa, mas quando pucham pelo meu lado negro eu viro outra pessoa! O que mais me irritava era como o Tom conseguia virá – los todos contra mim, até o Bill! Pensei que ele era meu amigo, mas afinal não, era apenas uma falsa amizade, ou uma miragem no meu pensamento.



O meu celular começou a tocar era o Jamie, meu melhor amigo. As saudades começaram a apertar no meu coração, senti o meu estomâgo se revirar e uma vontade enorme de voltar correndo para casa, para a casa que não via há mais de 5 anos, que não sentia o seu cheiro, o cheiro das pessoas daquela casa, da comidinha da minha mãe. Até podia imaginar a minha mãe me dizendo “ Filha, como você está magrinha!”. Eu sorri com o pensamento e com imagem do rosto da minha mãe sorrindo naqueles fins de tarde tão quentes. Eu sai do pensamento e atendi o celular. Rápidamente limpei as pequenas lágrimas que se formaram no meu rosto.



– Jamie, tou com tantas saudades de você! – eu disse.



– Amor, o que foi!? Que vozinha é essa!? – ele disse preocupado.



– Nada, só saudades. E você!? Como está!? – eu disse rindo baixo, enquanto me sentava no chão do banheiro.



– Eu tou bem e você!? Não me parece, que você esteja gostando do seu novo trabalho!



O que aconteceu!? – ele era a pessoa que mais me conhecia. Que só de escutar a minha voz sabia tudo o que estava acontecendo.



– Eu tou gostando, sim! Alías se prepara porque eles vão conhecer a minha fúria! E você sabe como eu posso ser implacável! – eu disse e ele riu.



– Agora, até eu tou com medo de você! – ele disse rindo.



Nós estivemos mais algum tempo conversando e depois eu desliguei! Aquele silêncio me fazia bem, aos poucos fui – me deitando no chão. Eu escutei baterem na porta do quarto, mas acham que eu ficar com medo de enfrentá – los!? Claro que não, eu queria olhar na cara de cada um deles, nos olhos, e mostrar que não estava nem aí para aquelas palhaças! Nunca fui de fugir das coisas, não era agora que iria fazer isso!



Eu abri a porta rápidamente e olhei para o rosto do Bill que estava na minha frente com a mão levantada, preparada para bater de novo na porta do quarto.



– Então como é!? Vão ficar aí plantados na minha porta ou vão dizer o que querem!? Não tenho tempo para brincadeiras de gente palhaça! Se enchem de ar para se acharem grandes homens, e agora estão aí plantados sem dizer nada! Façam - me um favor! – eu disse fria em tom de deboche, encarando os quatro. Eles pareciam bastantes desconfortáveis com as minhas afirmações.



– Juli...foi só... – o Bill ia dizer mas eu o cortei.



– Uma... – eu comecei a gargalhar – brincadeira!? Juli!? Alguma vez eu disse que você podia me chamar assim!? Disse!? – eu disse quase gritando.



– Não! – ele disse envergonhado.



– Não finga ser meu amigo, quando não é! Não é, escutou bem!? – eu disse e virei as costas a eles.



Eu fechei a porta violentamente, eu sempre me deixava levar, sempre acabava me arrependendo de fazer amizade com alguém, porque acabava sofrendo. Eu me sentei no chão e passei as mãos na minha pele tentando tirar toda aquela tinta nojenta do meu corpo, eu queria arrancar a minha pele de qualquer jeito. Eu pensei que com esse novo trabalho tudo fosse simplificar, melhorar, mas só piorou e eu acho que ainda vai piorar mais, muito mais.



Eu tomei o meu banho e limpei o quarto. Abri a porta novamente, já com o meu pijama vestido e preparei o jantar deles sem dirigir uma única palavra.

Pijama: http://www.polyvore.com/pijama_da_juli/set?id=41275836



– Vai ficar sem falar com a gente!? – disse o Tom num tom debochado.



– Julieta, eu queria falar com você. Será que... – o Bill disse baixo querendo tocar nos meus cabelos, eu me desviei antes que ele me toca – se.



– Sobre trabalho!? – eu perguntei o encarando.



– Não. Sobre o que aconteceu! – ele disse sério.



– Então, não! Não vou falar com você, me desculpe! – eu disse olhando nos olhos dele séria.



– Porque é tão dura comigo!? Foi só uma brincadeira! – ele disse irritado.



– Olha aqui, você fixa bem estas palavras” É Guerra!”. Eu não vou perdoar fácilmente, nem pensar, além disso não havia nenhuma clausula no meu contrato que me obriga – se a falar com você, sem ser sobre trabalho! Você acha o que!? Que pode fazer essas brincadeiras, que ninguém vai ficar bravo!? – eu disse séria colocando as mãos na cintura. - Pronto, o jantar está feito. – eu disse colocando as últimas coisas na mesa.



– Vai, Juli! Não fica assim! Foi só uma brincadeirinha! Só para dar boas vindas! – disse o Gus sorrindo para mim.



Agora esse gordinho de óculos também tá querendo me tirar do sério!? Affffffff!!!! Tá fazendo de propósito, eu odeio quando fazem isso de propósito.



– Nossa, que brincadeira legal! – eu disse sorrindo diabólicamente. – Me chamem na próxima para participar ou fazer uma participação especial! – eu disse gargalhando.



– Me dá uma cerveja agora! – disse o Tom em tom de ordem. – E vê se cala essa boca, eu tou cheio de você, da sua voz Julieta! – ele disse me encarando e se aproximando de mim.



– Tá cheio!? Eu que tou cheia! Cheia de você, da sua prepotência, arrogância! Se acha superior mas não é! NÃO É! – eu disse irritada.



– Você quer ter a vida que a gente tem, mas nunca terá! Tá se roendo de inveja e não admite! – ele disse quase com o rosto a centímetros de mim.



– Inveja!? Você não é amado por ninguém! Você tem uma imagem falsa na frente das suas fãs, elas amam um cara que não existe! Você quer que eu tenha inveja de você!? Eu sou autêntica, verdadeira, eu digo o que penso! Eu sou assim, não me escondo e não tento fingir o que eu não sou! Os meus amigos são verdadeiros, as pessoas que me amam, me amam pelo o que eu sou, não por uma pessoa que eu criei. – eu disse irritada.



– CALADA, AGORA! ME DÁ ESSA CERVEJA AGORA! – ele gritou completamente vermelho de raiva de mim.



Ah, garoto, é agora! Se prepara para conhecer a doce vingança da Julieta, ou será mais salgada!? Ahahahahah, se preparem que agora eu vou me vingar.



Eu peguei um copo e coloquei a cerveja, depois coloquei uma quantidade de sal misturada. Querem infantilidade, eu também sei ser infantil! Eu dei a cerveja a ele e ele sorriu satisfeito.



– Muito melhor agora! Tá vendo como você fica muito mais bonitinha assim, caladinha! Ainda bem que você entendeu como as coisas funcionam por aqui! – ele disse sorrindo vitorioso.



Eu rolei os olhos, e sorri por dentro. Eu tava morrendo de curiosidade para saber como ele reagir. Tadinho, ele tá achando que venceu essa parada, bem pode ficar esperando sentado. Acho que vou comprar um banquinho para ele se sentar.



– É, Tom! Eu entendi perfeitamente! – eu disse e os outros me olharam surpresos. Assim, que ele começou a beber cuspiu tudo na cara do Georg e eu comecei a rir.



– Tava boa a cevejinha!? Fresquinha ou será mais salgadinha!? Quer alguma coisa para acompanhar!? – eu disse rindo sem parar.



– Eu posso sugerir, vadias para prato principal! Você gosta, né!? Seu prato favorito! – eu disse com a barriga doendo de tanto rir.



– Você não deveria ter feito isso! – ele disse irritado e indo à geladeira pegar água.



Só que a água também tava contaminada, tadinho! Contaminada com laxante! Aquele garoto vai morrer, hoje! Vai morrer no banheiro, eu coloquei um laxante super forte! Nunca, que esse garoto sonhou que encontraria uma adversária à altura dele. Ele bebeu e correu até ao banheiro que nem um louco.



– Nunca se meta comigo, vai perder sempre! – eu disse rindo.



O Bill me olhava furioso.



– Qual é, pensava o que!? Que eu era alguma garota boba, que caí aos vossos pés e fica implorando pela vossa atenção! Se olhem ao espelho primeiro! – eu disse e o Bill me olhou feio.



– Porque fez isso com ele!? – o Bill disse.



– Achou que a tinta e o tapa iam ficar sem troco!? – eu disse irónica.



– Não gosto desse seu lado! – ele disse surpreso.



– Bill, você tava do lado deles! Não fez nada, quando o seu irmão começou com essas idiotices. Agora, eu é que sou a culpada!? – eu disse o encarando.



– Mas... – ele disse baixando a cabeça.



– Não pense que você tá perdoado, porque não está! Eu pensava que era meu amigo, mas agora, pode esquecer. Ficou do lado deles, vai se ferrar igualzinho a eles. – eu disse cínica.



– Julieta, não! Isso não pode ficar nesse clima! – ele disse segurando o meu braço quase implorando com o olhar. Eu tirei a mão do meu braço.



– Pode e vai ficar! Se prepare, porque ninguém me humilha e fica por isso mesmo! Eu sou muito boa, mas não tragam a minha raiva à flor da pele, porque sempre se arrependem. Quando é guerra, é guerra! – eu disse saindo e indo para o meu quarto.



Antes de eu entrar no meu quarto, o Bill voltou a segurar o meu braço muito forte.



– Me solta! – eu disse me debatento.



– Não faz isso, nós tavamos ficando amigos. – ele disse me olhando. – Eu não quero perder a sua amizade.



– Exato, passado, estavamos, não estamos mais. Melhor, não somos mais amigos! – eu disse e ele começou a segurar o meu rosto forte com as suas mãos.



– Somos, sim! Porque você mudou de repente!? Ficou fria, vingativa. – ele disse me encarando.



– Me deixa em paz, eu não tenho que responder a nada para você. Eu sou desse jeito mesmo, se não gosta não posso fazer nada. – eu disse olhando nos olhos
dele.



– Não é, você mudou por causa dessas brincadeiras. – ele disse me olhando sério.



O Tom entrou na sala, com uma cara de agonia, ele não parecia muito bem. Ok, agora eu fiquei preocupada com aquele idiota ambulante.



– Tom, está tudo bem!? – o Bill perguntou preocupado.



– Eu tou um pouco agoniado. – ele disse baixando a cabeça.



O pior de tudo, eu tenho coração de manteiga e me arrependo logo. Eu até posso querer me vingar, mas tenho um defeito gigante, me preocupo mesmo com os idiotas. O Bill sorriu para mim.



– O que foi!? – eu disse.



– Eu sei que vai ajudá - lo – ele disse sorrindo.



Eu dei de ombros e fui pegar um remédio. Preparei o remédio e fui até ao Tom.



– Você não merece, mas toma isso! Você vai melhorar, eu prometo! – eu disse e ele me olhou desconfiado. – Pode tomar, eu juro! – eu disse passando o copo com o remédio para ele.



Ele tomou devagar. Eu fiz uma sopa de galinha, para ele melhorar. Assim que terminei, eu servi e dei a ele. Ele comeu, parecia que tava melhorando.



– Obrigada, eu tou me sentindo melhor! – ele disse um pouco abatido. – Desculpa, eu exagerei muito.



– Que bom! – eu disse. – Você tá com frio!? Quer alguma coberta!? – eu disse e ele sorriu.



– Se você não se importar! Gostei da sua pantufa de pinguim! – ele disse sorrindo e eu retribui.



– Sabia que você não era assim! – o Bill disse querendo me abraçar.



– Não quero abraços, me solta! – eu disse.



– Não fica zangada comigo, vai! Você é muito bravinha! – ele disse me seguindo até ao quarto. – Quem usa pantufa de pinguim, não pode ser tão bravo assim! – ele disse rindo.



– Uff, você não vai desistir pois não!? - eu perguntei enquanto procurava algumas cobertas num armário.



– Não, nunca! Nunca tinha visto ninguém assim, tão sincero! Tão expontânea nas suas reacções que não fica rindo das nossas piadas porque sim! Que é tão autêntica! Que reage, tudo no minuto, com uma intensidade assustadora! – ele disse e eu ri.



– Você é mau! Tá me amolecendo e sabe disso! Sorte sua de ser bom com as palavras tou quase, quase amolecendo! – eu disse e ele riu.



Nós voltamos à sala, e eu cobri o Tom carinhosamente, ele frágil daquele jeito me fazia amolecer um pouco apesar de tudo o que ele tava fazendo.



Ele segurou a minha mão e ficou me olhando nos olhos de um jeito estranho, eu não conseguia decifrar o olhar dele. Era diferente de todos os olhares que já tinhamos trocado, não era ódio nem nada semelhante.



POV Julieta off



POV Tom on



Assim que eu toquei a mão dela, mil e uma sensações percorreram o meu corpo, os meus pêlos se arrepiaram por completo. Quando eu vi, os nossos rostos estavam muito próximos, quase colados, eu eliminei os poucos milímetros que nos separavam. Eu cedi, cedi ao desejo que estava me consumindo como se fosse um fogo. O perfume dela era como um fogo para os meus sentidos, ele me queimava de desejo, mas o mais complicado era admiti – lo para mim mesmo e nunca iria conseguir admitir
isso para ninguém.



Os nossos lábios se movimentavam loucamente, as nossas línguas batalhavam por espaço na boca um do outro, era uma batalha louca. Não havia como parar, o gosto dela tava me enloquecendo, era diferente, era um vício que eu não podia deter, era como se o meu sangue, as minhas veias, todo o meu corpo grita - se por mais uns minutos daquele beijo maravilhoso. As minhas mãos puchavam a nuca dela para perto enquanto as mãos dela apertavam a minha camiseta e a coberta que ela tinha colocado sobre o meu corpo.



Quando nos separamos por falta de ar, ela me encarou nervosa e confusa. Parecia que tava com medo do que viria depois.



– Você tá melhorando, eu vou para o meu quarto! – ela disse me virando as costas.



Como!? Ela tava me deixando ali sozinho!? Isso nunca aconteceu! Sempre fui eu, que deixei as garotas, não eram elas que me deixavam. Isso tá tudo errado! Eu tou esquesito, as coisas que estão acontecendo desde que essa garota entrou na minha vida, os meus sentimentos, as minhas prioridades estão todas trocadas.

POV Tom off

quinta-feira, 18 de abril de 2013

terça-feira, 16 de abril de 2013

Strange - Capítulo 5

Horas depois...

 POV Letícia on


Eu estava cansada, mas não conseguia dormir, mas uma cama macia era tão bom. Aqueles dias perdida no meio daquela floresta foi horrível. Eu resolvi me levantar para pegar um copo de água, todo o corpo parecia reclamar de dor. Eu desci as escadas lentamente e eu fui caminhando até sentir o cheiro de queimado. Que coisa estranha! Tão queimando coisas!? Será!?


– Olha, a nossa convidada chegou. – o Gustav disse rindo.


– Estávamos esperando você. – o Tom disse, enquanto mostrava a única foto que eu tinha dos meus pais presa entre os seus dedos. Era a única coisa que eu tinha, a única coisa que ainda me mantinha de pé, foi a única coisa que eu trouxe comigo. Eu não tinha mais nada, nada mesmo! Aquilo me deu um aperto forte no peito, eu sabia que eles iam fazer algo.


– Me dá isso! – eu disse.


– Nossa, vem pegar. – o Gustav disse passando a foto para o Bill que começou a abana - la e a passa – la por cima das chamas, sem a deixar queimar.


Eu não conseguia correr, mas eu tentei andar mais rápido, os meus tornozelos estavam doendo, a minha cabeça também estava doendo. Eu acabei caindo no chão, me atrapalhando para ir buscar a foto. Eu fiquei tentando pegar a foto várias vezes e estava ficando muito cansada, de tanto tentar pegar a foto. Até o Bill a jogou nas chamas.


– Ops, caíu. – ele disse rindo alto.


Eu caí sobre os meus joelhos e comecei a chorar, a chorar sem parar. Foi uma sensação de desespero, de dor, de tudo misturado. Eu chorava alto e compulsivamente, eu não conseguia parar. Eu coloquei a mão na frente da minha boca para tentar parar os soluços, mas eles não paravam de sair pela minha boca. Eles ficavam me olhando sem entender nada.


– O que vocês fizeram!? – a Diana perguntou surpresa entrando dentro de casa.


– Essa garota, é que gosta de fazer show. – o Gustav disse. – Nós só queimamos uma foto. – ele disse. – Uma foto com os pais dela, mais nada. Também não é para tanto.


– Vocês não podiam ter feito isso, era a única coisa que ela tinha deles. Parem de fazer isso! Parem! Chega! - ela disse irritada.


– Única!? – o Bill perguntou. – Letícia, nós não sabíamos que...isso era assim tão importante. – ele disse.


Eu não conseguia parar de chorar. A Diana me abraçava de lado, mas nada do que ela disse - se iria me acalmar.


– Desculpa! – o Georg disse. – Eles não sabiam, não fizeram com a intenção.


– Chega! Georg, isso já foi longe de mais. – a Diana disse. – Cara, esses seus amigos, são uns idiotas. Não sei como podem ser assim. Ela não fez nada para vocês.


– Diana, deixa. – eu disse me levantando e saí do jardim caminhando o mais rápido que conseguia.


– Letícia, espera! Onde você vai!? – ela me perguntou, mas parecia que eu não conseguia mais escutar uma única palavra.


As lembranças inundavam a minha mente e eu não podia mais suportar estar ali. Aquela foto, sendo queimada, eu não tinha mais nada para perder, mais nada. Eu vim para uma república, deixei tudo para vir estudar.


– Porque? Porque você disse que ia estar aqui sempre comigo!? Você mentiu! – eu sussurrei para mim mesma.


Eu estava completamente desesperada, cansada, cansada de ninguém entender que eu ainda estava sofrendo. Que eu estava me sentindo um lixo humano!! Eu precisava colar os pedacinhos do meu coração, mas ninguém conseguia me dar um momento de paz. Eu só queria entender porque eu tinha que sofrer daquele jeito!? Eu estava sofrendo quando a minha mãe estava doente. Eu já estava tão desesperada para tudo ser mentira e me convencer que ela ia ficar bem, que ela ia sempre ficar do meu lado. Que iria me ver entrar na faculdade, que iria festejar comigo, que iria me ver casar, ter filhos. Ela ia cuidar dos netinhos, ela ia sempre estar do meu lado.


Agora, parece que levei um banho de água gelada, não tinha a quem ligar para contar o que estava acontecendo. A minha última ligação com ela e o meu pai era aquela foto! A minha vontade era sumir, desaparecer para sempre. Eu estava ficando sem mais forças.


POV Letícia off


POV Bill on


E agora!? Nós não sabíamos que era a única coisa que ela tinha dos pais.


– Diana, nós não sabíamos que era a única coisa que ela tinha! Nós só queríamos nos divertir com ela, por ela ser nova na faculdade. – o Tom disse se sentindo culpado.


– Divertir!? Tom, isso não é diversão! Vocês sempre acham que estão brincando! Não custava respeitar a morte da mãe dela. Vocês imaginam o quanto deve estar sendo difícil!? Ela não tem mais ninguém! Custa ajudar!? Custa entender!? Como vocês se sentiriam se fosse com vocês, na vossa mãe!? Se vocês não tivessem mais ninguém! Sabem o que não é ter mais ninguém!? Se coloquem no lugar dela!!! Eu nem quero imaginar se fosse com a minha! A mãe dela estava com uma doença terminal, vocês sabem que quando o familiar fica doente, o resto da família também fica. Eu nem quero pensar como deve estar sendo duro demais para ela!! Ela cuidou da mãe dela, isso não foi brincadeira, não. Ela viu a mãe morrendo aos poucos, a esperança de cura desaparecer por entre os dedos dela. – a Diana disse séria.


Me custou escutar aquelas palavras dela e ver as dimensões que tudo isso começa a ter. Agora tínhamos mexido em algo grave, muito sério. A foto estava feita em cinzas, não restava nada. Me arrepiou quando ela falou que podia ser com a minha mãe. Se fosse com ela nas condições que a Letícia enfrentou, não sei como teria reagido. Eu senti que o meu irmão ficou com medo do que a Diana disse.


– Nós não sabíamos disso. – o Gustav disse.


– Deveriam pedir desculpas e ter vergonha do que fizeram! – ela disse. – Cara a Letícia é boa demais com vocês! Se fosse eu já teria armado o maior escândalo! – a Diana disse irritada.


A Diana entrou e nós ficamos ali nos olhando, eu não conseguia dizer nada. As palavras pareciam ter sumido, eu estava arrependido e me sentindo culpado. Os outros foram dormir, mas eu estava preocupado.


Eu entrei no quarto dela e me arrependi umas mil vezes de ter aceite aquele plano idiota. Ela não estava e nem conhecia bem a cidade. Será que está tudo bem!? Estava começando a ficar preocupado, ela nunca mais dava sinal de vida. Acabei pegando no sono na sofá.


No dia seguinte...


– Bill, Bill! Bill, acorda! – era alguém me chamando.


Eu abri os olhos pesados de sono e vi a Diana com uma expressão preocupada e aflita.


– Bom dia! O que foi!? Estou atrasado!? – eu perguntei confuso.


– Você tem que me ajudar! – ela disse. – A Letícia não voltou, eu estou preocupada. – ela disse.


– COMO!? Como não voltou!? Mas ela vai voltar certo!? Diana, ela já deve ter saído! – eu disse tentando parecer calmo e até um pouco indiferente.


– Não, Bill! Você não está entendendo, ela não está no quarto. O quarto está igualzinho desde que ela saiu daqui ontem de noite! Tá vendo o que vocês fizeram!? – ela disse nervosa.


De repente escutamos o barulho da porta do jardim sendo aberta, era ela. O que aconteceu com ela!? Ela vinha com a roupa de ontem e simplesmente não abriu a boca para nada.


– Letícia, estávamos tão preocupados! – a Diana disse, mas ela simplesmente não disse nada e subiu as escadas sem abrir a boca.


A Diana ficou a olhando sem entender nada.


– Eu vou falar com ela. – ela disse e eu fiquei a olhando subir as escadas.


A Letícia não era como as outras garotas, produzidas, que usavam aquelas micro saias e blusas que eu e os outros gostávamos. Tirando o Georg que de tão fiel, nem olhava! Era até engraçado. Nós apenas zoávamos as meninas como a Letícia, porque ela era nerd, tinha um jeito intelectual e era por diversão. Nunca pensamos que isso pudesse mesmo machucar. Nós tínhamos fama e éramos temidos na faculdade por isso. O meu irmão nem os outros iriam parar, era uma questão de continuarmos a provocar medo nos outros e o terror. Aquilo nos fazia sentir importantes e de certa maneira poderosos. Não iríamos parar porque iríamos destruir toda a nossa popularidade por causa dela. Mas aquela conversa de ontem mexeu comigo, de um jeito estranho. Eu fiquei incomodado e me sentindo culpado mesmo. O mais estranho foi ela não abrir a boca desde que entrou.


Ela desceu as escadas e a Diana vinha reclamando pelas escadas preocupada. Eu nunca tinha visto a Diana assim, a situação era tensa, mas a Letícia simplesmente nem reagia a nada do que ela dizia por mais que ela se esforçasse.


– Letícia! Letícia, você não pode sair de casa sem comer. Não pode ir para as aulas toda machucada, sem dormir, sem comer! Não é por mais um dia! – ela disse brava.


A Letícia saiu e a Diana se sentou do meu lado, nervosa.


– Diana! O que aconteceu!? – eu perguntei.


– Eu não sei. Bill, isso deve ter mexido tanto com ela. Agora, ainda vai ser pior do que antes. – ela disse preocupada.


– O que você quer dizer com isso!? – eu disse, agora aquilo estava começando a me preocupar mesmo.


– Bill, você não viu o jeito que ela está mesmo. – ela disse.


– Ela não te contou nada!? Nada mesmo!? – eu perguntei curioso.


– Não, ela agora ainda se fechou mais. Isso me dá medo, Bill! – ela disse.


Não era só ela que estava medo, eu também estava.


POV Bill off


POV Letícia on


Aquela noite apenas me ajudou a pensar, a pensar o que fazer. Eu estava mergulhada nos meus pensamentos, quando sem querer bati em alguém e os meus cadernos caíram no chão.


– Letícia, desculpa. Eu não tinha te visto, eu estava distraído. – era o Mateus.


– Me desculpa, você. Eu também estava distraída. – eu disse e ele sorriu.


Eu tentei fazer um sorriso, mas acho que não resultou.


– Nossa, foi assim tão ruim!? Que carinha é essa!? O que aconteceu!? A Diana me ligou hoje, ela está preocupada com você. Você não quer me contar o que está acontecendo!? – ele disse.


– Me desculpa, mas hoje não! Eu não quero. – eu disse desviando o olhar.




– Porque!? Não precisa se fechar assim! Pode falar comigo, guardar para você não faz nada bem. – ele disse.


– Você é teimoso. – eu disse e ele riu.


– Nossa, sou muito! Ainda bem que você descobriu já, vai que se arrepende de virar amiga de um teimoso, como eu! – ele disse e eu ri.


Eu não ria fazia meses, eu consegui voltar a rir. Eu já não sabia o que era isso há tanto tempo, que até me surpreendi.


– O que foi!? - ele perguntou.


– Nada, eu já não ria faz muito tempo! – eu disse com vergonha.


Senti o meu braço ser puxado e o Mateus fechar a cara.


– Porque saiu de casa daquele jeito!? Eu sei que exageramos, mas não precisava ficar fora de casa a noite toda. Nós estávamos preocupados. – era o Bill e não parecia nada feliz.


Preocupados!? Essa deve ser outra piadinha ou brincadeirinha daqueles quatro. Cara, ele nunca se cansa!? Meu deus, o que fiz para esse garoto!?


POV Letícia off

Oasis - Stop Crying your Heart Out


segunda-feira, 15 de abril de 2013

Express your love - Capítulo 25



POV Regina on



Eu não sabia o que fazer e decidi cortar o silêncio constrangedor.



– Obrigada, eu podia ter caído! –Disse corada, morrendo de vergonha.



– Ah, sem problema, Re! – Disse ele tímido.



Saímos da cozinha com o jantar pronto, enquanto o Tom foi buscar o suco e caiu o queixo dele quando viu o estado da cozinha.



– Mas vocês estiveram em guerra? – Perguntou rindo.



– É mais ou menos. – Respondi envergonhada.



– Foi mais guerra de comida, não foi Re? – Disse Ge sorrindo cúmplice para mim.



– Foi. – eu retribui o sorriso carinhosa.



O Bill se aproximou de mim desconfiado.



– Estão mais próximos que o normal, não? Não estou gostando. – Disse baixinho no meu ouvido.



– Ah, mano não é nada. Só somos amigos, descobrimos que temos mais em comum do que pensávamos. Não precisa ficar com ciúmes. – Disse baixinho e ele sorriu.



Comemos animados e depois nos juntamos para ver um filme, eu fiquei sentada ao lado do Georg no chão e eles ficaram no sofá. Enquanto víamos o filme, eu comecei a ficar muito cansada e morrendo de sono, acabei por adormecer no meio do filme.



POV Regina off



Pov Georg on



Nós estávamos assistindo um filme depois do jantar. Quando o filme estava no meio, os olhos dela pareciam cansados e cheios de sono. Ela parecia querer lutar contra o sono, mas quando aguentou mais, ela adormeceu encostada no meu ombro, e mais tarde se aconchegou no meu peito como se fosse um travesseiro. Eu fiquei a olhando, e um sorriso tímido nasceu nos meus lábios.



– Eu vou leva – la para cima. – Disse Bill rapidamente.



– Não, eu levo! Depois do que ela fez por mim hoje, é o minimo. – Disse retirando com cuidado os braços dela de volta de mim e a pegando ao colo.



Subi as escadas e entrei no quarto dela. Fui – me aproximando da cama e a deitei, colocando as cobertas sobre o corpo dela, e depois dei um beijo na testa dela. O Tom e o Bill estavam na porta vendo desconfiados tudo aquilo. Assim que sai, me encheram de perguntas.



– Isto é por causa da aposta, não é? – Disse Tom num tom irritado.



– Não, claro que não! Ela é minha amiga, está me ajudando muito. – eu disse com sinceridade.



– Cuidado com o que você faz com ela! Nós não te vamos perdoar se você a fizer sofrer, apesar de sermos seus amigos! –Disse Bill num tom ameaçador.



– Não vou machucá - la. – eu disse.



Eu não queria machucá - la, aquela aposta já não tinha sentido para mim.



– Ok, chega, vamos dormir. – Disse Bill.



POV Georg off



No dia seguinte…



Pov Regina on



Já era tarde, cerca das 14.00 da tarde, e eu ainda não tinha feito o tratamento, já tremia por todos os lados, tinha deixado a insulina no carro. Não tinha forças para me levantar, e fui gatinhando pelo corredor, tentando achar alguem. Mas parecia que a casa estava vazia.



– Bill, Tom, Ge? – Gritei com as forças que tinha.



Não escutei ninguém me respondendo, e me deitei no chão, eu tava agoniada, e a minha cabeça estava ficando pesada de mais. Os meus olhos pediam para se fechar, mas eu não queria.



– Sim! Está tudo bem? O que você tem? Você está bem? – disse o Ge, que depois reparei que se ajoelhou ao meu lado.



– Me ajuda! – Disse baixinho.



– Princesa, o que foi? Você está tão branca e tremendo! - Disse ele me olhando preocupado.



– O açúcar do meu sangue tá baixando muito rápido, tou ficando agoniada e com sono! – eu disse, meio que arrastando as palavras.



– Não dorme, tenta se manter acordada! Você já fez o tratamento? – ele disse firme.



– Não, eu esqueci a insulina no carro! Você pode ir buscar, por favor? – eu disse arrastando as frases.



– Vou buscar já! Onde estão as chaves do carro?



– Estão no quarto, na secretária! Ge, eu não tou aguentando, eu preciso dormir! – eu disse quase sussurrando.



– Já venho. – Disse e foi disparado buscar as chaves do meu carro e desceu correndo pelas escadas. Indo em direção ao meu carro.



Tava ficando cada vez mais tonta, vendo o tecto rodar sem parar, a agonia estava se tornando insuportável. Ele chegou rápido e se ajoelhou junto de mim.



– Está aqui! – Disse ele passando o estojo.



– Desculpa, mas não consigo segurar, vai ter que injetar você se não se importar! - Disse com os olhos quase se fechando.



– Eu injecto, mas pelo o amor de deus, não dorme, não fecha os olhos, conversa comigo, ok! – Ele foi fazendo o que eu lhe dizia, e me deu a injeção. Ele estava com tanto cuidado com medo de me magoar.



– E agora? – Perguntou ele.



Eu senti as voz dele preocupada.



– Agora tenho que esperar um pouco, não se preocupa já vou melhorar. – Disse sorrindo tímida.



– Vou ficar aqui até você melhorar! – Disse ele que pegou a minha mão.



– Obrigada! – Disse e ele me puchou me fazendo sentar, e ficamos conversando os dois.



A minha cabeça ficava caindo para a frente, do remédio ainda não ter feito efeito, e de estar tonta. Ele estava a todo o custo tentar me manter acordada. Os minutos passaram e eu já estava me sentindo bem melhor.



– Já estou melhorando! Você quer ir comer? – Olhei nos olhos dele.



– Tem certeza? Deveríamos esperar, mais um pouquinho. – Disse ele ainda preocupado.



POV Regina off

Imagem - Troca de olhares


Quando uma troca de olhares significa mais do que palavras....

domingo, 14 de abril de 2013

Make Me Pure - Capítulo 5


POV Julieta on


– Garoto, você é insistente! Mas nunca, nunca, nem que você nasça de novo, será mais teimoso que eu! – eu disse e ele riu. Os meninos começaram a rir.


– Tá bom, já entendi! Mas vai aceitar!? – ele disse de novo.


– Será!? – eu disse rindo discretamente.


Tinha deixado um bilhete junto do Georg dizendo que aceitava o trabalho.


POV Julieta off


POV Bill on


Eu tava muito curioso e queria muito que ela aceita – se o trabalho. De repente, eu vi o Georg sorrindo.


– Que foi!? Que papel é esse!? – eu disse curioso e ele simplesmente me entregou o bilhete.


Era da Julieta!


“ Quem disse que eu não ia aceitar, seus bobos!? E perder a oportunidade de trabalhar com uma banda com tanto estilo como a vossa, nunca! Bjs, e vê se fica menos curioso da próxima vez, Bill!”


Eu ri com o bilhete, e depois todos quiseram ler o bilhete.


O Tom primeiro deu um sorriso, mas depois ficou todo emburrado. Mas o que aconteceu!? Aquele bilhete não tem nada de mal! O que foi agora que deu nele!? Anda sempre variando de humor, coisa doida! O que será que o irmão tem!?


POV Bill off


No dia seguinte…


POV Tom on


Nós entramos no ônibus da turnê, eu tinha planos para aquela menina me dar mais valor! Qual é, me despreza daquele jeito!? Ninguém despreza Tom Kaulitz, ninguém! Quem ela pensa que é!? Ainda vai ficar aos meus pés, se rastejando e me pedindo para me ter!


Ela vai ficar louca com os meus planos, ela vai ver como é! Vai se arrepender de ter falado comigo daquele jeito! Essa Julieta, não pode ser normal! Não fica nem mexida comigo! Como isso é possível!? Mas vai ficar nem que seja por mal!


POV Tom off


POV Georg on


Não sei como o Tom podia dizer que ela era feia, com uns olhos verdes enormes daqueles. Os olhos dela até parecem iluminados. Ou então o Tom não quer admitir e fazer o Bill se desinteressar por ela! Será!?


No dia seguinte eu acordei com o Gus batendo na minha porta, dizendo que estavam todos prontos.


Eu peguei nas minhas malas e fui para baixo, na recpção estavam todos parados enquanto um dos empregados colocava as malas dentro do ônibus.


– A Julieta!?– eu disse sorrindo.


– Não sei dela, o Bill foi à cozinha procurá – la. – disse o Tom colocando os óculos escuros.


POV Georg off


POV Bill on


Eu fui até à cozinha e a encontrei arrumando umas roupas de costas para mim. Eu não fiz barulho nenhum e preguei um susto a ela. (visual da Julieta -http://www.polyvore.com/cgi/set?id=41044276)


– Credo, menino! Quer me matar!? – ela disse com a mão no peito.


– Não, desculpa. – eu disse sorrindo. – Você precisa de ajuda com as malas!? – eu disse sorrindo.


– Não, isso é tão leve! Não tem quase nada! – ela disse e eu me surpreendi.


– Ju, espera menina! A sua mãe me disse para te entregar isso! – disse uma das empregadas sorrindo.


POV Bill off


POV Julieta on


Eram umas cinco caixas enormes. Mas o que será!? A Ana me deu uma carta que tinha a letra linda da minha mãe. Eu não via a minha mãe, há mais de 5 anos, desde que eu me mudei para aqui, as saudades apertavam tanto. Eu sentia falta dela, muita, mas como o dinheiro era sempre curto, eu me esforçava assim como a minha mãe para poupar tudo, não dava para fazer a viagem.


– Julieta, tá tudo bem!? Nossa, você tá muito branca! Tá passando mal!? – o Bill disse sério segurando o meu rosto com as suas mãos.


– Hey, Bill! Vamos ou não!? – disse o Tom que entrou na cozinha rápidamente colocando os óculos escuros.


– Vou já! Ela não me parece muito bem! – o Bill disse me ajudando a sentar.


Eu abri a carta e comecei a ler, parecia que escutava a minha mãe. Saudades dela! Tantas saudades, não sabe, como o meu coração sente falta de te ver e de estar aí para cuidar mais perto de você e do meu irmão. Mesmo depois de tudo o que ele me disse, eu o amo tanto.


– Julieta, fala alguma coisa! Tou ficando preocupado! – o Bill disse sério.


– Tá, tudo bem! Pudemos ir! – eu disse pegando nas caixas enquanto o Bill segurava na minha mochila.


Ele e o Tom foram à frente e eu os segui calada. Assim que eles me mostraram todo o ônibus, eu me sentei numa poltrona pensando e fiquei relendo as palavras da minha mãe. A minha mãe é um amor, ele me mandou aquelas caixas cheias de roupa, de umas amigas dela que eram como umas tias emprestadas para mim, tinham comprado tudo para mim. Diziam que eu tinha que arrasar e provar que eu merecia estar ali!


– Julieta! Vai me contar o que tá acontecendo!? – disse o Bill segurando a minha mão.


Eu tirei a minha mão da dele e dei um curto sorriso.


– De quem era a carta!? – ele disse sério.


– Da minha mãe. – eu disse e ele sorriu.


– Tá com saudades!? – ele disse me encarando.


– Muitas, tantas que já não sei onde guardá – las. – eu disse olhando as árvores passando pela janela.


– Er…há quanto tempo vocês não se veem!? – ele disse curioso.


– Há mais de 5 anos, Bill! – eu disse sem o encarar.


– COMO!? – ele disse arregalando os olhos.


– Há mais de 5 anos! – eu disse agora o olhando.


– Hey, você tá esse tempo todo sem ir a casa!? Dormindo naquele saco de dormir!? E não me olha com essa cara, eu sei de tudo! – ele disse sorrindo envergonhado.


– Sim, não é tão ruim assim! Só não tive oportunidade de voltar a casa mais nada! – eu disse.


– Oh, garota! Você veio para conversar ou para trabalhar!? – o Tom disse gritando.


Esse garoto sabe como ser chato, um porre! Eu odeio, ódio mortal! Nunca odiei tanto alguém.


– Para trabalhar, afinal…. – eu ia dizer mas fui cortada.


– Afinal a sua nota final de curso depende de nós! É bom fazer tudo o que mandarmos. – ele disse cínicamente.


– Com certeza, Sr. Cínico Kaulitz! Ops! Disse a verdade! – eu disse irónica.


– Garota, se controla! Tá indo por um caminho perigoso! – ele disse irritado.


– Tem certeza que sou eu que tou indo por um caminho perigoso!? Não será você que tá indo por um caminho perigoso!? – eu perguntei rindo.


– Você! – ele disse fechando os punhos e depois num movimento rápido segurou os meus pulsos com força Ele tava com a respiração bem perto do meu rosto, ele ia se aproximando perigosamente de mim. Aquele piercing, a sua respiração, ele tem um olhos bonitos, nunca tinha notado! Ele tava me desconcentrado, quando ele tava quase tocando os meus lábios, eu o empurrei com força.


– Eu não tenho medo de nada nem de você. – eu disse o enfrentando.


– Deveria ter medo! Não deveria me enfrentar assim!– ele disse irritado com a respiração ofegante.


– Olha eu aqui, morrendo de medo de você! Se me conhece – se saberia que eu enfrento qualquer pessoa, nunca fico com nada entalado na minha garganta! Vai se catar, cresça e apareça! Seja homem, tenha caracter e maturidade para enfrentar as pessoas sériamente. Não seja apenas um projeto de homem, não é saindo com umas peruas que te faz mais homem, ou mais forte, apenas mais fraco, repugnante, nojento! – eu disse séria o encarando.


Ele acertou um tapa no meu rosto, os olhos dele pareciam que lançavam raiva, ódio.


– Não doeu, fique sabendo, nem cosquinha fez! – eu disse e saí para o quarto que o Bill me tinha indicado.


Eu me sentei naquela cama pequena, pensando em como os próximos tempos iriam ser muito difíceis, afinal conviver com aquela coisa. Coisa idiota, me irrita tanto aquele garoto, eu nunca reagi assim com ninguém. Nunca ninguém me tirou do sério assim!


POV Julieta off


POV Tom on


Mas o que deu em mim!? Eu nunca tratei nenhuma garota assim! Eu posso ser pegador, mas trato bem as meninas. Eu dei um tapa nela, como isso é possível!? Eu me sentia irritado, mexido com a presença dela, nunca fiz isso a ninguém! Era impossível não ter doído aquele tapa, a minha mão tá vermelha e doendo. Tava tão perto de beijar aqueles lábios carnudos, parecem de uma deusa, a boca dela fica me chamando, me pedindo para beijá – la. Aqueles olhos verdes, estão me enloquecendo. O que tá acontecendo comigo!? Tou ficando doido, ela me descontrola e eu faço o que não quero!


– Tom, ficou doido!? Tratar uma menina daquele jeito! Você enloqueceu!? – disse o Bill irritado comigo.


Porque ele consegue ficar perto dela e eu não!? Porque!? Que ódio! Eu já nem sei o que tou dizendo.


– Eu…não sei! Eu…não sei como fiz isso! Quando eu vi já tinha acontecido! Ela me provoca o tempo todo! O tempo todo! – eu disse e os meninos do nada começaram a rir.


– É parece que as coisas vão mudar por aqui! – o meu irmão disse rindo.

– Vão mudar realmente, há pessoas que ainda não perceberam isso! - disse o Georg.


POV Tom off


POV Bill on


É, o meu irmão, tá doidão, nunca vi ele ficar assim por nenhuma garota. Mas também nenhuma teve a coragem que ela teve de dizer tudo o que pensava. A Julieta é uma garota forte, com personalidade, ninguém nunca tinha o enfrentado assim, ainda mais dando um choque de realidade daqueles.


Assim que ela apareceu de novo junto de nós, o Tom começou logo a abusar dela. Ele deu uma lista com umas quarenta tarefas para ela fazer só naquele dia, ainda disse que queria ver uma série de desenhos de roupas para ele escolher. Ela não disse nada, assim que paramos na cidade seguinte ela foi fazer tudo o que ele pediu. Era impossível ela conseguir fazer aquilo tudo.


– Juli, é impossível você conseguir, fazer tudo o que ele pediu ainda hoje! – eu disse sério.


– Não é! Eu vou conseguir! – ela disse saindo do bus. – Ele pensa que é gente, mas não é! Ele que cresça e depois disso talvez ele consiga falar comigo! – ela disse séria me encarando.


Eu via muita dureza, rigidez nos olhos dela, sabe quando você olha tão fundo nos olhos de outra pessoa, que acha que aquela pessoa passou por tantos maus pedaços em sua vida que foi obrigada a ficar adulta depressa de mais. A crescer tão rápido que nem teve tempo para passar por outras fases na vida, fases de crescimento essenciais. Acho que foi isso que aconteceu com ela! Mas ela nos deixa sempre no escuro, mas as atitudes do Tom também não ajudam, ela nunca terá confiança suficiente para se abrir com algum de nós.


POV Bill off


POV Julieta on


Eu coloquei os meus patins e andei a cidade toda tentando fazer tudo o que aquele doido me mandou. Chato, chato, chato, mil vezes chato! Eu odeio aquele trancinhas, que se acha o gostosão! Aff! Já tava super tarde, quando eu consegui cumprir tudo. Eu vinha carregada como um burro, ainda trazia coisas nas mãos. Eu abri a porta do ônibus e vi todos sentados vendo tv, na maior tranquilidade.


– Tá aqui tudo o que você pediu! – eu disse séria. Coloquei tudo o que ele me pediu na mesa da salinha.


– Impossível! Você conseguiu. – o Gus disse sorrindo.


– Sim, eu vou tomar um banho. Nossa, tou toda suada. – eu disse e peguei na minha mochila agora vazia e assim que abro a porta do meu quarto um balde de tinta caí na minha cabeça. Eu fiquei toda verde. Eu só vi os garotos rindo, eu tava morta de cansaço e ainda tinha que aturar aquilo.


– É GUERRA QUE QUEREM!? É GUERRA QUE TERÃO! – eu gritei irritada.

POV Julieta off

Coldplay - Fix you


Strange - Capítulo 4


POV Letícia on


Eu tentei me equilibrar nas minhas pernas, mas eu não conseguia. Eu não comia, não bebia água à mais de 3 dias. Eu estava cansada, com os tornozelos doendo, cada passo era como se o meu corpo pesasse toneladas. Eu fui caminhando lentamente e me apoiando nas árvores que tinham pelo caminho. Eu estava com muitas dores, eu mal conseguia caminhar. Sem permissão, as lágrimas saiam pelos meus olhos e molhavam o meu rosto. O que fiz, para merecer isso!? O que eu fiz!?


– Garota, você está bem!? – eu até estremeci quando ouvi aquela voz.


Eu estava morrendo de medo, que fosse mais alguém com alguma idéia maluca, os meus joelhos estremeceram e eu acabei caindo no chão. Eu baixei a cabeça e fechei os olhos morrendo de medo do que iria acontecer.


– Calma, eu não vou te fazer mal! Eu só quero te ajudar. – era a voz de um garoto. – Meu deus, como você está machucada! Calma, não precisa ter medo de mim. Você está tremendo, tadinha! – ele disse.


Ele se aproximou de mim, quando eu levantei a cabeça eu pude ver como ele era alto com os cabelos negros ligeiramente ondulados e com os olhos verdes.


– Você deve estar assustada. Eu vou te ajudar, pode confiar. Como você fez isso!? – ele me perguntou enquanto analisava os cortes dos meus pulsos e depois olhou chocado para os meus braços todos cortados e as minhas roupas também todas cortadas. Veste o meu casaco, você deve estar desconfortável com essa roupa. – ele disse cobrindo os meus ombros com o seu casaco.


– Obrigada, eu só estou um pouco cansada. – eu sussurrei, me encolhendo dentro do casaco dele envergonhada.


– Por favor, você me a-a-ajuda a chegar na república. Eu não s-sei como voltar. – eu disse com a voz por um fio.


– Claro que ajudo! – ele disse e me pegou no colo.


– Obrigada. – eu disse fechando um pouco os olhos.


– Pode ficar tranquila, eu te levo. – ele disse e eu me aconcheguei nos seus braços quentes e macios.


– Eu sou o Mateus! – ele disse baixinho.


– Letícia! – eu sussurrei.


Ele me carregou até à república e quando abriu a porta, ele me levou para dentro. Todos pareciam ter congelado e ficavam nos olhando sérios.


– Meu deus! Letícia! – era uma garota que chamava o meu nome. Como ela me conhece!? – Desculpa, você ainda não me conhece, eu sou a Diana. – ela disse.


Eu sorri de leve, mas até isso estava doendo.


– Você sabe onde é o quarto dela!? – o Mateus perguntou.


– Sei, sim. Anda, vem comigo! – ela disse.


– Nossa, que sorte! Arranjou alguém para te trazer! Cara, não sei como você toca nessa coisa! – o Bill disse gargalhando.


– Olha, cara eu já conheço como vocês tratam das garotas nessa república! Isso é caso de polícia! Sequestro, maus tratos! Eu sou testemunha, olha o estado como ela está. – ele disse.


– Mateus, não faz nada. – eu sussurrei para ele. – Eles vão começar a tornar a sua vida num inferno, eu não quero. – eu disse sussurrando.


– É sério!? Você não viu nada, não pode provar nada. – o Tom disse rindo e bebendo um gole da sua cerveja.


– Será que eu não sei de nada mesmo!? Porque não acreditariam em mim!? Ela é a vítima, o corpo dela do jeito como está é impossível não acreditarem no que aconteceu. – ele disse me aconchegando mais nos seus braços.


– Por favor, Mateus. Eu não quero você se meta nisso por mim, por favor. – eu sussurrei.


– Agora, eu vou cuidar de você. – ele disse e subiu comigo no colo.


Ele me pousou na minha cama, com muita delicadeza.


– Eu vou cuidar dela, eu tou fazendo faculdade de Medicina. Pode deixar! – a Diana disse.


– Ok! Letícia, vê se melhora rápido, para eu te mostrar tudo por aqui, ok! – ele disse sorrindo e tocando no meu rosto de leve. – Você vai ter que me dizer o que aconteceu para você ficar assim nesse estado! O que eles fizeram, eu quero saber. – ele disse e beijou a minha testa.


– Ok, obrigada Mateus. Você foi muito gentil, muito obrigada. – eu sussurrei e ele sorriu.


Ele saiu e a Diana ficou comigo. Será que ela estava fingindo e iria fazer o mesmo que eles me fizeram!? Ela era alta, magra, parecia uma modelo, a pele branquinha, olhos castanhos e cabelos castanhos bem longos.


– Calma, eu juro que não vou fazer nada, só cuidar dos seus machucados. – ela disse sorrindo. - Eu vou buscar só as minhas coisas para fazer os curativos. – ela disse.


Eu fechei um pouco os olhos e tentei respirar fundo. Eu estava cansada.


– Garota, abre os olhos! – o Bill disse me chacoalhando e me fazendo sentir dores insuportáveis. Eu engoli os gemidos de dor e as lágrimas e abri os olhos assustada. O que eles queriam dessa vez. Não chega!?


– Quem é ele!? O que ele veio fazer aqui!? Como ele te encontrou!? Se ele fizer algo, garota você vai se arrepender ainda mais de ter vindo para cá! – ele disse irritado.


– Deixa ele em paz, ele só me ajudou. Me deixa sozinha, por favor! Me deixa! – eu disse.


– Bill, o que você está fazendo com ela!? Deixem ela em paz! Vocês não acham que já foram longe demais, olha bem para esses machucados!!! Isso é muito sério! Vocês poderiam ser acusados de sequestro, se ela quisesse! Deixaram – na 3 dias no mato, sem comida, água, ao frio e sozinha. O Mateus tá certo, isso é caso de polícia! Saí! Fora! – ela disse o empurrando para fora do quarto.


Assim que ela fechou a porta, eu comecei a chorar, eu não conseguia nem respirar. Eu estava em pânico e tremendo sem parar. Eu tinha vontade voltar para casa, eu queria o meu vazio de novo. Eu sentia falta dos braços da minha mãe, do carinho dela, eu não podia contar nada para ninguém. Eu estava começando a ficar com muitas dificuldades para respirar.


– Você é asmática!? – ela me perguntou e eu assenti.


– Onde está o seu remédio, Letícia!? – ela perguntou e eu apontei para o meu armário.


Ela rapidamente me entregou o remédio e o colocou na minha boca, me obrigando a deitar e a respirar fundo. Só a minha mãe fazia aquilo por mim, algumas lágrimas solitárias começaram a descer pelo meu rosto.


– Pronto, passou, passou! Desculpa, querida, eles são uns idiotas. Você precisa descansar, comer e se hidratar. Primeiro, eu vou cuidar dos seus machucados. – ela disse e eu assenti.


– Obrigada, Diana. Obrigada, mesmo! – eu disse e ela sorriu.

– Eu estou do seu lado. Se o Georg fizer algo de novo, você me conta! – ela disse séria. – Mas por favor não chora, não chora! – ela disse. – Me conta então, algumas coisas sobre você e eu conto sobre mim. Para nos conhecermos melhor! – ela disse enquanto começava a limpar os meus machucados.


– Eu não sei o que contar. Eu não tenho nenhuma história especial. – eu disse.


– Ah, tem que ter. Você veio sozinha para aqui! Normalmente, as garotas vem sempre com os pais, mais as mães para ajudar a arrumar as coisas nos quartos. – ela disse e as lágrimas começaram a sair sem eu perceber.


– Calma! Desculpa, eu disse alguma coisa!? –ela disse confusa e eu neguei.


– Me conta, o que foi que eu disse para eu te deixar assim!? – ela disse preocupada.


– Eu já não tenho mãe. – eu disse baixo. – Sinto saudades, só isso. Muitas! É que eu só tinha ela e ela a mim. E agora não sobrou nada! Nada! – eu disse.


– Desculpa, sinto muito. Eu não sabia! – ela disse me abraçando de leve.


– Eu a perdi à 3 meses, no dia do meu aniversário de 18 anos. – eu disse e ela me olhou preocupada.


– Sinto muito mesmo, Letícia. Você ainda deve estar muito mal com isso! – ela disse.


– Desculpa, por tudo o que aqueles idiotas estão fazendo com você. Você deve estar precisando de alguém para te apoiar, te ajudar. Ainda agora chegou a um sítio estranho. Mas pode contar comigo! Sempre! – ela disse.


– Obrigada! – eu disse baixando a cabeça.


Ela limpou todos os meus machucados e depois me ajudou a trocar de roupa, a ficar mais confortável.


– Você só trouxe essas roupas!? – ela disse estanhando.


Eu não tinha muita coisa.


– Essas são as minhas roupas. – eu disse.


– Eu posso te ajudar com isso. – ela disse sorrindo.


– Diana, eu não quero nada. Só quero esquecer um pouco que existo. – eu disse.


Ela abriu a minha cama e me ajudou a deitar.


POV Letícia off


POV Bill on


Como assim!? Ela já não tem mãe, nem pai! Pelo que eu pude escutar ela perdeu a mãe há muito pouco tempo. Ela estava muito machucada quando chegou aqui em casa, o rosto mais magro, os olhos fundos inundados de olheiras, aqueles cortes nos braços, as roupas todas rasgadas. Aquele cara, achando que pode mandar alguma coisa! O jeito que ele olhou para ela, não gostei. Parecia que queria algo com ela!


– Então escutou algo de interessante!? - o Tom perguntou assim que cheguei na sala.


– Ela não tem família. Perdeu a mãe faz muito pouco tempo. Tom, eu acho melhor deixar essa garota em paz. Cara, ela tá sofrendo com a morte da mãe. – eu disse.


– Ah tadinha, tou morrendo de pena! – ele disse debochado.


– Tom, ela ainda está de luto, deixa isso. A gente pode brincar, sem usar isso. – eu disse.


– Não, eu tenho uma idéia e você vai me ajudar. – ele disse rindo.


POV Bill off