domingo, 14 de abril de 2013

Make Me Pure - Capítulo 5


POV Julieta on


– Garoto, você é insistente! Mas nunca, nunca, nem que você nasça de novo, será mais teimoso que eu! – eu disse e ele riu. Os meninos começaram a rir.


– Tá bom, já entendi! Mas vai aceitar!? – ele disse de novo.


– Será!? – eu disse rindo discretamente.


Tinha deixado um bilhete junto do Georg dizendo que aceitava o trabalho.


POV Julieta off


POV Bill on


Eu tava muito curioso e queria muito que ela aceita – se o trabalho. De repente, eu vi o Georg sorrindo.


– Que foi!? Que papel é esse!? – eu disse curioso e ele simplesmente me entregou o bilhete.


Era da Julieta!


“ Quem disse que eu não ia aceitar, seus bobos!? E perder a oportunidade de trabalhar com uma banda com tanto estilo como a vossa, nunca! Bjs, e vê se fica menos curioso da próxima vez, Bill!”


Eu ri com o bilhete, e depois todos quiseram ler o bilhete.


O Tom primeiro deu um sorriso, mas depois ficou todo emburrado. Mas o que aconteceu!? Aquele bilhete não tem nada de mal! O que foi agora que deu nele!? Anda sempre variando de humor, coisa doida! O que será que o irmão tem!?


POV Bill off


No dia seguinte…


POV Tom on


Nós entramos no ônibus da turnê, eu tinha planos para aquela menina me dar mais valor! Qual é, me despreza daquele jeito!? Ninguém despreza Tom Kaulitz, ninguém! Quem ela pensa que é!? Ainda vai ficar aos meus pés, se rastejando e me pedindo para me ter!


Ela vai ficar louca com os meus planos, ela vai ver como é! Vai se arrepender de ter falado comigo daquele jeito! Essa Julieta, não pode ser normal! Não fica nem mexida comigo! Como isso é possível!? Mas vai ficar nem que seja por mal!


POV Tom off


POV Georg on


Não sei como o Tom podia dizer que ela era feia, com uns olhos verdes enormes daqueles. Os olhos dela até parecem iluminados. Ou então o Tom não quer admitir e fazer o Bill se desinteressar por ela! Será!?


No dia seguinte eu acordei com o Gus batendo na minha porta, dizendo que estavam todos prontos.


Eu peguei nas minhas malas e fui para baixo, na recpção estavam todos parados enquanto um dos empregados colocava as malas dentro do ônibus.


– A Julieta!?– eu disse sorrindo.


– Não sei dela, o Bill foi à cozinha procurá – la. – disse o Tom colocando os óculos escuros.


POV Georg off


POV Bill on


Eu fui até à cozinha e a encontrei arrumando umas roupas de costas para mim. Eu não fiz barulho nenhum e preguei um susto a ela. (visual da Julieta -http://www.polyvore.com/cgi/set?id=41044276)


– Credo, menino! Quer me matar!? – ela disse com a mão no peito.


– Não, desculpa. – eu disse sorrindo. – Você precisa de ajuda com as malas!? – eu disse sorrindo.


– Não, isso é tão leve! Não tem quase nada! – ela disse e eu me surpreendi.


– Ju, espera menina! A sua mãe me disse para te entregar isso! – disse uma das empregadas sorrindo.


POV Bill off


POV Julieta on


Eram umas cinco caixas enormes. Mas o que será!? A Ana me deu uma carta que tinha a letra linda da minha mãe. Eu não via a minha mãe, há mais de 5 anos, desde que eu me mudei para aqui, as saudades apertavam tanto. Eu sentia falta dela, muita, mas como o dinheiro era sempre curto, eu me esforçava assim como a minha mãe para poupar tudo, não dava para fazer a viagem.


– Julieta, tá tudo bem!? Nossa, você tá muito branca! Tá passando mal!? – o Bill disse sério segurando o meu rosto com as suas mãos.


– Hey, Bill! Vamos ou não!? – disse o Tom que entrou na cozinha rápidamente colocando os óculos escuros.


– Vou já! Ela não me parece muito bem! – o Bill disse me ajudando a sentar.


Eu abri a carta e comecei a ler, parecia que escutava a minha mãe. Saudades dela! Tantas saudades, não sabe, como o meu coração sente falta de te ver e de estar aí para cuidar mais perto de você e do meu irmão. Mesmo depois de tudo o que ele me disse, eu o amo tanto.


– Julieta, fala alguma coisa! Tou ficando preocupado! – o Bill disse sério.


– Tá, tudo bem! Pudemos ir! – eu disse pegando nas caixas enquanto o Bill segurava na minha mochila.


Ele e o Tom foram à frente e eu os segui calada. Assim que eles me mostraram todo o ônibus, eu me sentei numa poltrona pensando e fiquei relendo as palavras da minha mãe. A minha mãe é um amor, ele me mandou aquelas caixas cheias de roupa, de umas amigas dela que eram como umas tias emprestadas para mim, tinham comprado tudo para mim. Diziam que eu tinha que arrasar e provar que eu merecia estar ali!


– Julieta! Vai me contar o que tá acontecendo!? – disse o Bill segurando a minha mão.


Eu tirei a minha mão da dele e dei um curto sorriso.


– De quem era a carta!? – ele disse sério.


– Da minha mãe. – eu disse e ele sorriu.


– Tá com saudades!? – ele disse me encarando.


– Muitas, tantas que já não sei onde guardá – las. – eu disse olhando as árvores passando pela janela.


– Er…há quanto tempo vocês não se veem!? – ele disse curioso.


– Há mais de 5 anos, Bill! – eu disse sem o encarar.


– COMO!? – ele disse arregalando os olhos.


– Há mais de 5 anos! – eu disse agora o olhando.


– Hey, você tá esse tempo todo sem ir a casa!? Dormindo naquele saco de dormir!? E não me olha com essa cara, eu sei de tudo! – ele disse sorrindo envergonhado.


– Sim, não é tão ruim assim! Só não tive oportunidade de voltar a casa mais nada! – eu disse.


– Oh, garota! Você veio para conversar ou para trabalhar!? – o Tom disse gritando.


Esse garoto sabe como ser chato, um porre! Eu odeio, ódio mortal! Nunca odiei tanto alguém.


– Para trabalhar, afinal…. – eu ia dizer mas fui cortada.


– Afinal a sua nota final de curso depende de nós! É bom fazer tudo o que mandarmos. – ele disse cínicamente.


– Com certeza, Sr. Cínico Kaulitz! Ops! Disse a verdade! – eu disse irónica.


– Garota, se controla! Tá indo por um caminho perigoso! – ele disse irritado.


– Tem certeza que sou eu que tou indo por um caminho perigoso!? Não será você que tá indo por um caminho perigoso!? – eu perguntei rindo.


– Você! – ele disse fechando os punhos e depois num movimento rápido segurou os meus pulsos com força Ele tava com a respiração bem perto do meu rosto, ele ia se aproximando perigosamente de mim. Aquele piercing, a sua respiração, ele tem um olhos bonitos, nunca tinha notado! Ele tava me desconcentrado, quando ele tava quase tocando os meus lábios, eu o empurrei com força.


– Eu não tenho medo de nada nem de você. – eu disse o enfrentando.


– Deveria ter medo! Não deveria me enfrentar assim!– ele disse irritado com a respiração ofegante.


– Olha eu aqui, morrendo de medo de você! Se me conhece – se saberia que eu enfrento qualquer pessoa, nunca fico com nada entalado na minha garganta! Vai se catar, cresça e apareça! Seja homem, tenha caracter e maturidade para enfrentar as pessoas sériamente. Não seja apenas um projeto de homem, não é saindo com umas peruas que te faz mais homem, ou mais forte, apenas mais fraco, repugnante, nojento! – eu disse séria o encarando.


Ele acertou um tapa no meu rosto, os olhos dele pareciam que lançavam raiva, ódio.


– Não doeu, fique sabendo, nem cosquinha fez! – eu disse e saí para o quarto que o Bill me tinha indicado.


Eu me sentei naquela cama pequena, pensando em como os próximos tempos iriam ser muito difíceis, afinal conviver com aquela coisa. Coisa idiota, me irrita tanto aquele garoto, eu nunca reagi assim com ninguém. Nunca ninguém me tirou do sério assim!


POV Julieta off


POV Tom on


Mas o que deu em mim!? Eu nunca tratei nenhuma garota assim! Eu posso ser pegador, mas trato bem as meninas. Eu dei um tapa nela, como isso é possível!? Eu me sentia irritado, mexido com a presença dela, nunca fiz isso a ninguém! Era impossível não ter doído aquele tapa, a minha mão tá vermelha e doendo. Tava tão perto de beijar aqueles lábios carnudos, parecem de uma deusa, a boca dela fica me chamando, me pedindo para beijá – la. Aqueles olhos verdes, estão me enloquecendo. O que tá acontecendo comigo!? Tou ficando doido, ela me descontrola e eu faço o que não quero!


– Tom, ficou doido!? Tratar uma menina daquele jeito! Você enloqueceu!? – disse o Bill irritado comigo.


Porque ele consegue ficar perto dela e eu não!? Porque!? Que ódio! Eu já nem sei o que tou dizendo.


– Eu…não sei! Eu…não sei como fiz isso! Quando eu vi já tinha acontecido! Ela me provoca o tempo todo! O tempo todo! – eu disse e os meninos do nada começaram a rir.


– É parece que as coisas vão mudar por aqui! – o meu irmão disse rindo.

– Vão mudar realmente, há pessoas que ainda não perceberam isso! - disse o Georg.


POV Tom off


POV Bill on


É, o meu irmão, tá doidão, nunca vi ele ficar assim por nenhuma garota. Mas também nenhuma teve a coragem que ela teve de dizer tudo o que pensava. A Julieta é uma garota forte, com personalidade, ninguém nunca tinha o enfrentado assim, ainda mais dando um choque de realidade daqueles.


Assim que ela apareceu de novo junto de nós, o Tom começou logo a abusar dela. Ele deu uma lista com umas quarenta tarefas para ela fazer só naquele dia, ainda disse que queria ver uma série de desenhos de roupas para ele escolher. Ela não disse nada, assim que paramos na cidade seguinte ela foi fazer tudo o que ele pediu. Era impossível ela conseguir fazer aquilo tudo.


– Juli, é impossível você conseguir, fazer tudo o que ele pediu ainda hoje! – eu disse sério.


– Não é! Eu vou conseguir! – ela disse saindo do bus. – Ele pensa que é gente, mas não é! Ele que cresça e depois disso talvez ele consiga falar comigo! – ela disse séria me encarando.


Eu via muita dureza, rigidez nos olhos dela, sabe quando você olha tão fundo nos olhos de outra pessoa, que acha que aquela pessoa passou por tantos maus pedaços em sua vida que foi obrigada a ficar adulta depressa de mais. A crescer tão rápido que nem teve tempo para passar por outras fases na vida, fases de crescimento essenciais. Acho que foi isso que aconteceu com ela! Mas ela nos deixa sempre no escuro, mas as atitudes do Tom também não ajudam, ela nunca terá confiança suficiente para se abrir com algum de nós.


POV Bill off


POV Julieta on


Eu coloquei os meus patins e andei a cidade toda tentando fazer tudo o que aquele doido me mandou. Chato, chato, chato, mil vezes chato! Eu odeio aquele trancinhas, que se acha o gostosão! Aff! Já tava super tarde, quando eu consegui cumprir tudo. Eu vinha carregada como um burro, ainda trazia coisas nas mãos. Eu abri a porta do ônibus e vi todos sentados vendo tv, na maior tranquilidade.


– Tá aqui tudo o que você pediu! – eu disse séria. Coloquei tudo o que ele me pediu na mesa da salinha.


– Impossível! Você conseguiu. – o Gus disse sorrindo.


– Sim, eu vou tomar um banho. Nossa, tou toda suada. – eu disse e peguei na minha mochila agora vazia e assim que abro a porta do meu quarto um balde de tinta caí na minha cabeça. Eu fiquei toda verde. Eu só vi os garotos rindo, eu tava morta de cansaço e ainda tinha que aturar aquilo.


– É GUERRA QUE QUEREM!? É GUERRA QUE TERÃO! – eu gritei irritada.

POV Julieta off

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