segunda-feira, 29 de abril de 2013
Make Me Pure - Capítulo 8
POV Tom on
Como aquela garota consegue dizer tudo aquilo sem ter sequer medo do que possa acontecer!? Nunca ninguém falou assim comigo! Tenho que admitir, ela é coragosa, nunca vi ninguém assim. Ela me surpreende sempre, ela sempre me tira do sério de um jeito quase louco, completamente insano.
Mas tenho que reconhecer que ela defendeu o Gustav de mim como eu nunca vi ninguém fazer por um amigo. Ela se colocou na minha frente, sem medo, nem receio do que poderia acontecer.
Eu não consigo parar de machucá – la e nem sei porque! O que está acontecendo!? Isso está me agoniando. Não sei mais o que fazer, não quero mais machucá – la, só eu sei como me sinto depois de tudo o que eu faço. Eu me sinto arrependido, fico me odiando depois de a machucar com uma frieza que eu não sei de onde vem.
POV Tom off
POV Bill on
– Julieta!? Não vai responder à pergunta do Gustav!? – eu disse curioso.
– Bill, eu não sei te responder! Eu acho que quando você acaba vivendo sozinho tanto tempo como eu vivi, você acaba criando uma série de defesas contra tudo. Acaba não tendo medo de quase nada, enfrenta qualquer coisa. Ainda mais por amigos, eu não deixo que ninguém machuque os meus. Faço tudo por eles, um dia você pode perde – los e não ter tido tempo para dizer o quanto eles eram importantes para você. Eu acho que é isso. – ela disse continuando a caminhar.
– Nossa...tem certeza que é a Julieta que tá falando comigo!? Não roubaram você!? – eu disse e nós os três rimos enquanto entravamos na cafeteria.
– Não, não me roubaram. Eu sou assim, aquilo que você tá vendo agora, é uma imagem mais sincera de mim. Eu sou brava sim, mas não sou sempre assim. Você sabe disso. – ela disse e eu ri.
Todos escolhemos o que iriamos comer, mas ela ficou só com uma chávena de café.
– Hey, isso não é café da manhã! Vai comer mais alguma coisa, eu tou mandando. – o Gus disse sorrindo. Nunca o tinha visto tão animado.
– Gust, eu não tou com fome. Um café serve por agora, não se preocupa. – ela sorriu para ele.
Alguma coisa está me escapando! Eu senti uma pontada de ciúmes, mas não eram meus. Não sei explicar! Era como se o meu irmão senti – se ciúmes através de mim.
Eu tossi involuntáriamente, parecia que alguém tinha me mandado fazer isso.
– Bom, eu vou comprar uns tecidos afinal tenho que começar a tirar as vossas medidas para costurar todas as roupas. – ela disse sorrindo.
Nós retribuimos o sorriso para ela e ela saiu rápidamente da cafeteria. Era impossível não ver como os homens a comiam com os olhos, olhando para as pernas dela naqueles shorts. O meu irmão ainda diz que ela feia, como é possível!? Para mim aquilo não passa de uma mascara, mas tudo bem. Pior, é que ele acaba me confundindo com aquelas atitudes frias com ela.
POV Bill off
POV Julieta on
Eu comprei tudo o que ia precisar para fazer as roupas novas dos garotos e voltei para o onibus. Assim que entrei, o Gust correu para me ajudar com os sacos. Todos ficaram me olhando entrar sem dizer uma única palavra. Eu fui até ao quarto de costura.
Depois fui até ao meu quarto e troquei de roupa assim que acabei de tomar o meu banho. Quando voltei ao quarto de costura, todos estavam ali depois do Gusstav os chamar como eu havia pedido.
Roupa da Julieta: http://www.polyvore.com/make_me_pure_visual_da/set?id=41053110
– Bom, eu precisava de tirar as vossas medidas. Precisava que tirassem as camisetas e as calças Jeans. – eu disse séria.
– Oba, isso é um strip!? – disse o Bill rindo.
– Não. – eu disse e comecei a rir, ele também começou a gargalhar. – Só por causa disso, o senhor vai ser o primeiro a se despir. – eu disse rindo.
Ele tirou a roupa e retirei todas medidas que precisava. Depois veio o Georg, que ficou fazendo graça tentando me convencer que não tava mais naquelas brincadeiras com o Tom. Eu entendi que ele estava arrependido, era claro como a água. Depois de acabar o meu trabalho com os três, o Tom entrou sem dizer uma única palavra. Começou a tirar a roupa e eu peguei no meu caderno para o ter mais perto para poder anotar todas as medidas.
– Já tou pronto, pode me medir. – ele disse calmo.
Eu comecei a anotar tudo, de repente ele pegou o meu pulso e me puchou contra o peito dele.
– Eu sou assim tão indeferente a você!? – ele disse sério encarando bem fundo nos meus olhos.
– Você...é o meu patrão mais nada. Não é indeferente. – eu disse séria, sem perceber o que tava acontecendo.
Ele apertou a minha cintura com uma das mãos e com a outra mão puchou o meu rosto, começamos a nos beijar, parecia que estavamos com os nossos sentimentos reprimidos. Os nossos instintos estavam completamente descontrolados, era desejo, paixão, necessidade de ter o outro mais perto. As nossas bocas se encontravam num ritmo rápido, uma intensidade louca, sem explicação.
O que eu tou fazendo!? Eu tou beijando o Tom, mas ele....eu não consigo me separar dele. Parece que um íman fica me puchando para os braços dele. Ele me faz mal, me faz desejar não existir, ter um desejo tão intenso de desaparecer, de me transformar em pó. Quando parámos,
eu me virei de costas para ele.
– Desculpe. – eu disse baixo.
Ele saiu e me deixou sozinha. O que deu nele!?
O Gust tava na porta me olhando de um jeito estranho. O que foi agora!?
– Gust, o que foi!? Tá tudo bem com você!? – eu disse assustada.
Ele entrou e me encarou sério.
– COMO É POSSÍVEL!? VOCÊ GOSTA DELE!? – ele me perguntou sério.
– Não, claro que não! Porque está desse jeito comigo!? – eu perguntei preocupada.
– Ele não gosta de você! NÃO GOSTA, OK! – ele disse me encarando nervoso, com as mãos tremendo.
Ele saiu e bateu a porta, saindo de lá sem me dizer mais nada. Meu deus, maldita a hora que eu aceitei trabalhar aqui. Eu tava me sentindo triste e cansada de estar ali. O Bill entrou no quarto com uma cara de confusão. Pelo amor de deus, mais um que quer me enloquecer. Eu quero sair daqui, correr, desaparecer. Eu quero a minha solidão de novo, eu quero me esconder, que todos me apaguem da sua memória.
– Hey, está tudo bem!? O Gustav saiu daqui com uma cara. – ele disse sério.
– Bill, eu tou pensando em desistir. – eu disse olhando para os meus pés.
A minha vontade de não estar ali falava mais alto, muito mais alto, era como se uma voz grita – se dentro de mim para sair dali. Eu só queria desistir daquele trabalho, queria esquecer que alguma vez tinha estado ali naquele onibus, que um dia tinha conhecido aquelas pessoas. Parecia que a minha consciência dizia que essa era a minha vez de desistir, que essa era a minha deixa para sair dali de qualquer jeito.
– Como assim!? Do que voce tá falando!? – ele disse me encarando sério e puchando o meu rosto, me obrigando a olhá – lo nos olhos.
– Eu vou desistir desse estágio. – eu disse tentando não olhar nos olhos dele.
– Porque!? Por causa das brincadeiras do Tom!? Você não gosta de nada aqui!? Não há nada que te faça ficar!? E o contrato!? – ele disse nervoso.
– Eu não consigo mais estar aqui, não consigo. Eu não sou bem vinda aqui e você sabe disso. Não vale a pena insistir nisso. Eu posso perder o ano, mas será o melhor para todos. Eu vou pedir a troca de lugar de estágio e ainda hoje vou arrumar as minhas coisas. – eu disse e ele puchou o meu rosto com uma das mãos.
– Eu não quero que você vá, não faz isso! O que vamos fazer sem você!? – ele disse aflito.
– Bill, você pode me ligar quando sentir saudades. Sabe que eu vou te ajudar no que você precisar. – eu disse sorrindo.
Eu estava me esforçando para sorrir, mas parecia que não passava de um sorriso triste. Um espelho triste, da Julieta forte e determinada.
– Está se esforçando tanto, para me mostrar que não está acontecendo nada e que não está triste que não tá funcionando. – ele disse sério.
– Eu vou falar com o David! Assim que acabar de conversar com ele, eu vou embora. – eu disse e quis abraça – lo, mas ele não quis me abraçar.
– Não vou abraçar você! Não quero me despedir de você! – ele disse cruzando os braços.
Eu me levantei e respirei fundo. Eu ia falar com o David quando passei pela sala e o Tom e o Georg me encaram confusos.
– Onde você vai Julieta!? – disse o Georg sorrindo. – Vai dar um passeio!? Tem um jardim muito legal a uns 500 metros daqui! – ele disse e eu o olhei sorrindo.
Agora eu teria que ser forte de novo e contar a todos que iria embora! De onde eu iria tirar essa coragem!?
Pov Julieta off
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