domingo, 21 de julho de 2013

Strange - Capítulo 15



No dia seguinte...



POV Letícia on



– Não, não os chame, por favor. Eu quero ir sozinha para casa. Eles devem estar ocupados, eu não quero que eles continuem se preocupando tanto comigo. – eu disse à enfermeira que me ajudava a vestir com cuidado.



– Tá bom, Letícia. Mas, não esquece de se cuidar. Você sabe que se alguma coisa acontecer, eu vou ter ligar para eles. Só vou deixar você ir assim, porque não quero você mais nervosa do que está. – ela disse e eu assenti devagar.



– Muito obrigada, muito obrigada por tudo. – eu disse e ela sorriu.



Roupa da Letícia: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=42210644



Eu peguei na bolsa que a Diana tinha me deixado com algumas peças de roupa e mais algumas coisas.



– Mas eu vou chamar um táxi, para te pegar. Você não pode ir andando até à república. – ela disse e eu caminhei até à sala de espera.



Eu me sentei e fechei um pouco os olhos. E agora!? Eu pensei que se desaparecesse, tudo seria mais fácil, nunca mais teria que sofrer, nunca mais teria que mentir aos meus amigos em como essa situação tá me deixando louca. Eu não estou conseguindo suportar aquele garoto o tempo inteiro fazendo da minha vida um inferno. Eu não tenho escolha, porque!? Porque!? Como isso é possível!? Porque tenho que continuar aguentando isso!?



Alguns minutos depois, eu já estava dentro do táxi. Só espero que não esteja ninguém na república. Assim que cheguei na república, entrei dentro de casa tentando não fazer barulho, mas nem nisso eu tive sorte. O Bill estava sentado no sofá, escrevendo alguma coisa numas folhas, pareciam letras de música. Meu deus, isso é muito azar! Porque comigo!? Eu queria me esconder, mas os olhos dele logo se encontraram com os meus. Ele abriu sorriso para mim e eu o ignorei completamente. Não, não, não! Fica sentado, fica. Só espero que ele nem fale nada!



– Letícia! Você chegou!? Pensei que ligariam aqui para a república avisando! Deixaram você vir sozinha ou o...você sabe....foi o....Mateus que foi te buscar!? – ele perguntou e o ignorei.



Mas que droga! Não fala comigo, não! Eu tôo tão cansada de você e desses pedidos de desculpas que não servem para nada.



– Eu estou falando com você! Porque você não fala comigo!? Não quer me responder!? – ele continuou insistindo e eu comecei a subir as escadas para ir para o meu quarto.



Eu abri a porta do meu quarto e quando ia fechar a porta, ele me impediu. Ele colocou um pé entre a porta e a parede. Eu ainda forcei um pouco a porta, não queria machucá – lo, mas ele era muito mais forte do que eu e facilmente ele empurrou a porta. Eu me virei de costas para ele. Qual era o problema dele!? Porque essa insistência toda!? Meu deus! Saí daqui! Saí!



– Eu não vou deixar você se fechar aqui dentro! Não vou! Se o seu namorado não cuida de você direito, eu vou cuidar! Era a obrigação dele, ter ido te buscar no hospital. Mas nem para isso ele serve. Você acabou de sair do hospital, está recuperando. Vai continuar me ignorando!? Tudo bem! Você pode gritar, me ignorar, mas eu vou estar sempre perto de você. Sempre, mesmo que você não queira. – ele disse e eu suspirei.



Ele não iria embora de jeito nenhum, parecia estar sempre em todos os lugares.



– Bill, me deixa em paz! Me deixa, em paz! Meu deus, porque você insiste tanto em ficar perto!? Não se cansou de me humilhar!? Nunca se cansa de machucar os outros, não!? Não me leve a mal, mas você parece estar o tempo inteiro preocupado em qual será a próxima brincadeira que vai me machucar ainda mais!? Não chegou os dias que eu passei no mato sozinha, sem comer!? Na foto que você queimou e que tanto significava para mim! Como se não bastasse, ainda me humilhou na frente de todo o mundo, só porque os meus amigos me ajudaram a mudar de visual! Poxa, me deixa em paz um pouquinho. Eu já entendi que você nunca vai gostar de mim, mas eu não posso mudar isso, pois não!? O Mateus é maravilhoso, você nem tem direito de falar dele assim. Você falando em cuidar de alguém, é estranho! Me desculpe, mas você não sabe cuidar de ninguém, sem ser do seu próprio umbigo e o seu mundinho. Esse mundinho, que tornou tudo à sua volta tão frio e gelado, sem sentimentos de carinho pelos outros. – eu disse séria.



Eu não sabia mais o que dizer para afastá – lo. Quanto mais coisas aconteciam, parecia que mais perto ficávamos, mais juntos. Era estranho demais, o perfume doce dele parecia não sair da minha pele, nem da minha cabeça. Meu deus, eu só posso estar ficando maluca de vez! O que está acontecendo comigo!?



– Letícia, eu sei que você nunca vai me perdoar por essas humilhações e essas brincadeirinhas de mau gosto, mas....eu juro que estou arrependido. Como pode dizer essas coisas!? Eu estou aqui todo preocupado com você, tentando ser simpático, tentando te ajudar e você me diz essas coisas. Eu sei que eu errei, que fiz tudo errado. E como você pode saber o que é carinho, nem tem mais os seus pais vivos!? Você é que não sabe quando estão demonstrando carinho por você! Você é órfã e é você que já não sabe demonstrar carinho pelos outros. Você se fecha no seu mundo, como se só você tivesse direito à dor e a sofrer e a demonstrar carinho pelos outros. Você é arrogante! – ele disse sério e eu me virei de costas.



– Nunca mais, nunca mais se atreva a tocar nesse assunto. – eu disse nervosa com as mãos tremendo.- Saí! Agora! – eu disse, mas ele não se moveu um único centímentro. – Letícia...eu...- ele ia dizer, mas eu o cortei.



– Peço pela última vez, que você saía! - eu disse, mas ele deu alguns passos na minha direção. – Não temos mais nada para conversar!



– Letícia, eu acabei falando demais. Não era nada disso... – ele sussurrou.



– FORA! FORA! Você se comporta se achando um deus-todo-o-poderoso, que diz o que quer, faz o que quer com os outros. Por milagre, acha que tem o direito divino de ser perdoado quando quiser, apesar de machucar os outros de todas as formas possíveis. Me deixa paz! Você não se cansa disso, nunca!? O que eu te fiz para merecer isso!? O que eu fiz!? – eu perguntei quase gritando num tom de voz desesperado. – Nunca mais fale dos meus pais, você não sabe de nada, nada...nada... – até a minha voz começar a desaparecer, com o nó na garganta que se começava a formar.



– Eu não pensei no que estava dizendo, não foi com a intenção de te machucar. – ele disse querendo tocar no meu braço.



– Nunca mais, ouse em me tocar, em me olhar, em falar comigo. Nunca mais! Você perdeu qualquer direito de falar comigo. Eu não quero saber dos seus pedidos de desculpas, que nem são sentidos. Não são pedidos de desculpas verdadeiros. Você acha que basta dizer “ desculpa” , que todos vão te perdoar, chega uma hora que não dá. Para mim, já não tem mais solução. Vive no seu mundo, fica aí entregue ao seu mundo, em que você acha que manda e que os outros devem te obedecer. Eu não vou, nunca! Escuta bem, N – U – N – C - A! Eu cansei de tentar te entender, de ser compreensiva, para depois escutar coisas horríveis como essa! O que você sabe de mim ou dos meus pais!? O que você sabe!? Quem você pensa que é para falar desse jeito e depois tentar se justificar!? – eu disse abrindo a porta do quarto e o olhei nos olhos. – FORA! AGORA! NUNCA MAIS ENTRE AQUI! – eu gritei nervosa e irritada.



– Letícia, eu não queria que isso ficasse ainda pior. Não era essa a minha idéia. – ele disse, mas eu fui o empurrando para fora do quarto aos poucos e fechei a porta, a trancando.



Eu acabei me sentando no chão, com as costas contra a porta. Esse garoto parece ter um coração feito de pedra. Como ele pode ser tão indiferente aos outros, machucar tanto os outros!?



Ele começou a esmurrar a porta com força, pedindo que a abrisse. A única coisa que eu fiz foi fingir que os gritos dele não existiam.



POV Letícia off



POV Tom on



– Cara, o Bill nunca mais aparece. Será que ele esqueceu que vamos ter aquela prova de música!? Eu vou matá – lo! – eu disse irritado.



De repente, escutei o meu celular tocar. Era uma mensagem dele. Quando eu li, nem quis acreditar. A Letícia tinha voltado, ele acabou falando demais e agora parece estar tudo pior do que antes.



– Então, cara!? O que aconteceu!? – perguntou o Ge.



– Ele tá vindo! Teve uma surpresa. – eu disse e o Ge riu.



– Surpresa!? O que foi, alguma gatinha que o vai ajudar a esquecer a dona dos olhos azuis!? – ele perguntou sorrindo.



– Não, a surpresa era mesmo a dona dos olhos azuis. A Letícia! Parece que deu tudo errado! – eu disse e ele ficou sério.



– O que aconteceu!? – ele perguntou.



– Falou demais, acabou falando o que não devia. Discutiram e pelo que eu entendi, foi bem feio. – eu disse.



– Cara, assim vai ser impossível. Ele só sabe afastá – la. – ele disse e eu assenti.



Roupa da Lay: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=42238487



A Lay vinha passando carregada com livros e eu me aproximei dela, deixando o Ge sentado no jardim. Assim que me aproximei, ela chocou comigo e acabou deixando cair os livros no chão. Ela se agaichou furiosa e começou a apanhar os livros. Ela parecia me ignorar e eu peguei na mão dela chamando à sua atenção.



– Garoto, você agora aparece em todo o lugar, credo! Parece assombração! Me deixa apanhar isso e ir embora. – ela disse nervosa.



– Hey, calma! Não precisa me tratar assim, não! Eu ajudo! – eu disse sorrindo.



– Desculpa, tôo nervosa! Vou ter uma prova importante, não queria ter falado desse jeito, não. – ela disse e eu sorri.



– Você está fazendo o quê!? – eu disse curioso, olhando para os livros dela.



– Cinema, eu amo. Mas agora, está me matando. – ela disse sorrindo. – E você!? Pela guitarra, deve ser música, certo!? – ela perguntou enquanto se levantava.



De perto, os olhos dela eram de cor de chocolate derretido, bonitos demais. Os seus olhos castanhos, eram sedutores, muito sensuais.



– Hum...hum...também estou nervoso, também vou ter uma prova e o meu irmão ainda não apareceu por aqui. Ainda, está me estressando mais. Ele tá com a Letícia. – eu disse sem pensar.



Caraca, falei demais.



– Como!? O seu irmão, tá com ela!? Ela já voltou para casa!? Vocês são malucos de deixá – lo lá, sozinho com ela!? Não viram o que aconteceu da última vez, não!? – ela disse irritada.



– O meu irmão não é um monstro, ok. Não precisa ficar assim, não! Você nem o conhece como eu o conheço. – eu disse nervoso.



Eu odiava que ela falasse assim dele, odiava. Ele é o meu irmão.



– Tom, você tá se escutando!? Você também tem culpa em muitas das coisas que fizeram com ela. Não é um monstro, mas pouco falta para parecer um, do jeito como age. – eu não consegui me controlar e acabei acertando um tapa no rosto dela.



Ela não se controlou e acabou puxando as minhas tranças com toda a força que tinha, me fazendo sentir uma dor agoniante.



– Eu não sou boazinha como a Letícia, a próxima vez que você fizer isso, eu juro que arranco o que você tem entre as pernas. – ela disse furiosa, saindo pisando duro.



Eu fiquei olhando ela sair. Nossa, que força que ela tem, as minhas tranças ainda estão doendo. Quem essa garota pensa que é para fazer uma coisa dessas!? O pior é que ela tava certa, eu também tinha a minha dose de culpa, mas parecia ser mais difícil do que eu pensava pedir desculpas e admitir os nossos próprios erros. Mas essa garota parece ter uma personalidade forte, que mexe no meu mundo com uma intensidade tão forte, quase como a de um furação.



POV Tom off

sábado, 20 de julho de 2013

Broken Heart - Capítulo 39



POV Gabi on

As horas passaram, eu estava me sentindo um verdadeiro lixo, sem destino. Eu resolvi voltar para casa, mas quando tentei abrir a porta não dava. Ela estava com trancas, eu bati na porta gritando para eles abrirem, mas nada, nenhuma resposta. Eu me deixei cair pela porta, me sentia sem chão, até que vejo uns sacos pretos do lado da porta, pareciam sacos do lixo. Eu abri os sacos e vi que eram as minhas coisas, as roupas, tudo. Como ele foi capaz? Ainda tinha um bilhete: Nunca mais você será nada minha, prefiro te ver morta. Tom.

Aquilo pareceu mais uma facada no meu coração, me levantei com as lágrimas nos meus olhos e sai dali. Aluguei um quarto numa pensão, numa vila pequena, era um pouco assustador. O tempo ia passando e eu parecia um zombie, sem alma. Entrei no quarto, ele era escuro e apertado, com um aspeto dessarumado, mas era limpo.

Eu me deitei na cama, fiquei muito quieta, sem reagir ao celular que tocava sem parar. Os dias foram passando e eu não tinha forças para nada. Queria me castigar por tudo.

Eu comecei a querer esquecer tudo e fazendo coisas que com certeza eu iria me arrepender, comecei a consumir droga, eu queria ficar anestesiada do mundo, era relaxante, dava a sensação de felicidade e ficava o tempo todo vivendo em outro mundo. Depois a droga deixou de fazer o efeito que eu queria, comecei a me punir com cortes nos pulsos, eu queria parar o tempo, parar tudo. A minha vida tinha ficado sem rumo, eu tinha deixado de ser a Gabi de antes...

Passaram uns 6 meses da nossa discussão, eu estava um trapo humano, olheiras fundas, pele pálida como um fantasma, tão magra que dava para perceber os meus ossos pela pele. Eu não comia nada, não saía do quarto para nada, sem motivação de viver.

Até um dia a dona da pensão bater na minha porta dizendo que tinha uma visita para mim, eu nem me mexi, fiquei quieta como sempre. Mas a dona da pensão abriu a porta e vi um garoto alto se aproximando de mim, era o Bill.

– Gabi! Meu deus, você está… - ele nem conseguiu terminar a frase, os olhos dele se encheram de lágrimas no mesmo minuto.

– Fala comigo, sou eu, o Bill! Você está tão magrinha e pálida. Eu vim pedir para você voltar, eu liguei tantas vezes para você. Tava morrendo de preocupação, você sumiu!!! O meu irmão não sabe o que fez! Ele está muito arrependido, o Leonardo falou com ele, e ele ficou péssimo pelo o que disse para você. – eu não respondia nada, só olhava para ele, sem entender uma única palavra.

– Você está sem reação! Como você deixou se levar!? E que cortes nos pulsos são esses? – ele disse cada vez mais agoniado.

Ele pegou nas minhas roupas, tudo o que era meu e colocou no carro dele. Depois voltou no quarto, me pegou no colo dele e desceu comigo para o seu carro, me colocando no banco de trás.

Ele dirigiu para casa, voltou me carregando nos seus braços, tocou na campainha desesperadamente e logo abriram a porta, era o Tom.

Ele arregalou os olhos ao me ver sem qualquer reação, o corpo muito magro, as olheiras, os cortes nos pulsos, nada conseguia escapar dos olhos dele, era a visão do inferno para ele.

– Bill, ela está…- Parou a frase no meio.

– Sim ela está drogada, e não deve ser de agora. – Disse o Bill me deitando no sofá.

– Amor, desculpa, desculpa, por favor. Eu estava cego de ciumes, me perdoa. Volta para mim, meu bem! Eu prometo que vou cuidar de você, eu não queria falar nada daquilo. Fui tudo da boca para fora! Eu sou um monstro, como fui capaz de te bater. – ele disse chorando, parecia desesperado.

POV Gabi off

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Imagens e frases de fics - Tentativa de reconciliação

Express your love - Capítulo 30



POV Georg on

Ela estava dormindo no meu peito, tão quietinha, me dava uma vontade de a proteger. Eu perdi a conta às vezes que eu senti uma vontade louca de a beijar, quase não conseguia me segurar! Ai meu deus, mas o que tá acontecendo comigo? Eu fico quase louco só de sentir o perfume dela, me deixa com uma vontade de beijar, de ficar com ela só para mim! Tenho que fazer alguma coisa, mas o que? Só de imaginar que outro cara a pode roubar de mim, até me encho de raiva! Eu não vou
permitir que isso aconteça de jeito nenhum, ela vai ser minha, ninguém vai
tocar nela! Nem que eu tenha que ir no inferno!

De repente o meu celular começou a tocar era o Tom, mas aquele cara, não desiste. Eu atendi a ligação.

– Oi! – eu disse

– Oi! Você ainda tá aí com ela? – ele me disse

– Tou, o que você quer? – eu respondi baixinho.

– Georg, porque você tá falando tão baixinho!? – perguntou o Bill.

– Porque ela tá dormindo! – eu disse.

– Ok! Nós queriamos saber como ela tá? Ela falou da gente? – perguntou o Tom curioso.

– Sinto muito, mas ela não falou de vocês, mas está triste com vocês, aliás bem magoada com vocês, se querem saber! – eu disse.

– Sério!? Nossa, não pensei que isso fosse chegar nesse ponto!
– disse o Bill.

– Olhem deixem ela descansar hoje, e depois, vocês falam com ela com mais calma! – eu disse.

– Você acha que amanhã a gente consegue falar com ela!? – perguntou o Tom.

Defenitivamente ele tava nervoso com essa história.

– Acho que sim, mas vão com calma, que ela tá magoada e cansada, ela passou por uma situação bem pesada no escritório dela! – eu disse sem querer.

– O que aconteceu naquele escritório com ela? – disse o Bill.

Eu acabei contando, o que aconteceu porque eles tavam preocupados. Acabei tendo pena.

– Meu deus, mas ela ficou mal? – perguntou o Tom.

– Tá com algumas marcas no pescoço, mas tá bem! – eu disse.

– Eu mato esse cara! – ele disse nervoso.

– Calma, o cara já foi preso! – eu disse.

– Ok! Amanhã a gente vai tentar falar com ela! – disse o Bill.

– Ok! Adeus! – eu me despedi deles.

Ela continuava dormindo nos meus braços, como um anjo! Meu deus, o calor dela, é tão gostoso! Ela fica de um jeitinho super fofo dormindo, e depois fica agarrada na minha camiseta! Eu a peguei no colo e a carreguei até à cama do quarto dela. Eu a coloquei na cama para descansar, e coloquei algumas cobertas nela. Estava quase indo embora quando ouço ela sussurando alguma coisa.

– Georg…Georg…. – ela tava me chamando.

Eu me sentei do lado dela na cama, e fiquei passando a mão no cabelo dela, ela se acalmou e dormiu mais tranquila.

Eu saí de casa dela, e fechei a porta da rua com muito cuidado. Eu senti um friozinho na barriga quando ela me chamou, me derreti todo! Aquela carinha de anjo dormindo e chamando por mim, fiquei com uma cara de bobo olhando para ela.

Pov Georg off

Pov Regina on

Escutei o meu celular tocando às 5h30 da manhã, já é de manhã, mas que saco! Eu acordei sem saber como tinha ido parar na cama. Cadê o Georg? Ah, meu deus, quem querque seja a essa hora me ligando é doido!

– Bom dia! – eu disse ensonada.

– Bom dia! Drª Regina? – disse o meu chefe.

– Sim, sou eu mesma! – eu disse.

– Queria saber se a senhorita poderia me representar numa gala hoje à noite, no palácio da cidade? – ele me disse todo feliz.

Nossa que legal, uma festa de trabalho!

– Claro que posso! Que horas? – eu disse.

– Ás 21h, no palácio da cidade, é bastante formal! Se quiser pode levar algum acompanhante.– ele me disse.

– Ok, muito obrigada, eu pego os convites no escritório! – eu disse.

– Claro, Regina! Parabéns, você foi a melhor advogada que eu contratei até hoje, muito competente, todos querem ser defendidos por você! Porque você acha que eu tou te mandando no meu lugar!? Você é tudo o que a advogada deve ter, bonita e inteligente, aposto que vai fazer sucesso! – ele me disse.

– Ah, muito obrigada! Eu é que me sinto honrada de estar num escritório como o seu! É um prazer poder aprender e ter uma experiência dessas! Muito obrigada pela oportunidade! – eu disse toda feliz.

– Que é isso! Você tem uma qualidade que poucos tem, humildade! Muitos parabéns, você está se transformando numa excelente profissional! Rapidamente ficará reconhecida e fará defesas muito importantes! – ele me disse.

– Vou ficar com vergonha! – eu disse tímida.

– Não fica! Boa sorte para essa noite, então! – ele me disse.

– Ok, muito obrigada! Depois conversamos melhor, para eu contar como foi! Até logo! – eu disse.

– Até logo! – ele me disse e eu desliguei a ligação.

AHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! Que legal! Uma festa de trabalho! Pelo menos nisso, eu tou me saindo bem! Eu até já sei o que eu vou levar e quem eu vou levar! Sorte minha do Ge, ter trazido as minhas coisas, da casa dos meus…ah, vocês me entenderam.

Eu resolvi ligar par o Ge, o celular dele chamou algumas vezes.

– Oi! – ele disse.

– Oi! – eu disse toda feliz.

– Nossa que alegria é essa? – ele me perguntou surpreso.

– Ah, você nem imagina o que me aconteceu! Espero que você fique feliz, pois é a primeira pessoa que eu tou contando! – eu disse rindo.

– Já fiquei feliz, que consideração, você ligou primeiro para mim! Mas me conta tudo, o que aconteceu!? – ele disse curioso.

– Ah, eu fui chamada para uma festa de trabalho super importante! Vou representar o meu chefe, e queria convidar você para vir comigo! Você quer? Mas olha que é uma festa formal! – eu disse feliz.

– Que pena, eu não posso! Nós vamos ter uma festa da banda, sinto muito! – ele disse triste.

– Ok, não se preocupa, fica para uma próxima! Não tem problema, também é trabalho! – eu disse.

– Me desculpa, só não vale ficar triste comigo! – ele disse.

– Não tou triste, não fica pensando nisso, eu compreendo! Bem, mas olha agora eu tenho que correr para o escritório, ok! A gente se fala, beijos. – eu disse.

– Ah, agora você não vai ficar assim comigo? – ele disse sério.

– Assim como? – eu perguntei, não entendendo.

– Chatiada, sem querer falar comigo, assim, ficando quieta comigo, eu não gosto que você fique assim! Promete que não fica assim comigo? – ele me disse suplicando.

– Ge, eu não tou chatiada, eu sou tou com sono, ou seja, o meu chefe me avisou disso às 5h 30 da manhã, eu tou morrendo de sono. Não fica pensando nisso porque não tou minimamente chatiada, ouviu bem!? – eu ri.

– Ok, nossa ele trabalha cedo, hein! Vou então deixar você trabalhar! – ele me disse rindo.

– Melhor mesmo, é o pessoal que tem uma profissão como a minha caí da cama! Eu tou desejando uma cama quentinha! Ah, verdade muito obrigada, por ter cuidado de mim! – eu disse no fim tímida.

– Somos amigos, eu adorei cuidar de você meu bem! – ele disse.

– Olha agora vou ter mesmo que ir, ok! A gente se fala mais tarde! Beijos! – eu disse.

– Me liga mesmo, ok! Beijos! – ele disse e eu desliguei a ligação.

Que pena que ele não pode ir, mas tudo bem! Eu vou ligar a um amigo de infância com certeza que ele vai aceitar, eu queria tanto que o Ge fosse, mas paciência, pelo menos levo um amigo para me fazer companhia, se não eu não aguento aquela gente no meu ouvido.

POV Regina off

POV Bill on

O Georg estava falando com ela no celular e me bateu uma saudade da minha irmã, uma saudade de ouvir ela andando pela casa, conversando com a gente. O meu coração estava apertado, eu queria tanto ver ela de novo, aquela carinha dela, super rebelde, mas muito doce. As vezes que íamos juntos ao shopping, nós ficávamos conversando, comendo sorvete, se divertindo, mas como eu fui bobo, se eu tivesse prestado mais atenção, não estariamos assim, tou com saudade de mais,
dos beijos e dos carinhos que ela ficava fazendo no meu cabelo. Quando eu não conseguia dormir e ela se deitava comigo, e ficava comigo até eu dormir, e não saia de lá, às vezes ela até tinha prova no dia seguinte, mas ela sempre foi super carinhosa comigo. Como eu vou fazer para ela voltar para casa?

Eu pedi para o Georg contar o que tava acontecendo, ele tava meio triste, será que brigaram? Se eles brigaram estamos perdidos, ele é que tá cuidando dela para a gente, vamos ficar sem saber de notícias. Eu nem tava com muita vontade de ir nessa festa de hoje, preferia mil vezes ver a minha maninha, a minha caçulinha.
Saí dos meus pensamentos, e resolvi falar com o Georg, o Tom também tava curioso eu pudia ver isso no olhar dele.

– Ge? – eu disse.

– Sim, Bill! – ele me encarou.

– Era a Re no celular? – eu perguntei curioso, com os olhos do Tom na nossa conversa.

– Sim, era ela sim! – ele disse.

– O que ela queria? – eu tava cada vez mais curioso.

– Queria que eu fosse numa festa com ela, uma festa de trabalho, parece que é importante, ela vai representar o chefe dela nessa festa. Mas é uma pena, mas como a gente não pode, eu tive que recusar. Tou achando que ela vai convidar outro cara no meu lugar para acompanha – la! Isso tá me deixando nervoso. – ele disse um pouco triste.

– Que legal, que ela tá tendo sucesso, fico feliz! Onde é a festa? – eu perguntei.

– No palácio da cidade, ela me disse que era formal. Aposto que vai linda, e eu não vou ver. – ele disse meio triste.

– Calma, quem disse que nós não vamos!? Nós vamos sim, saímos mais cedo da nossa festa, e vamos para lá direto. Vamos resolver essa situação com ela. – disse o Tom mais animado.

– Eu não sei se isso é boa ideia! Vocês tem certeza disso? – ele perguntou receoso.

– Sim! Eu quero ver a nossa boneca, eu tenho saudades, tou morrendo de vontade de abraça – la. – eu disse mais animado.

– Ok! – disse o Ge.

Eu vou ver a minha pequena de novo, tou tão feliz, vou escolher um roupa bem legal, quero que ela tenha orgulho de mim, possa me perdoar e dizer de novo que eu sou o mano dela. Vou caprichar no meu visual, e aposto que o Tom vai caprichar também. Só tenho pena de não poder estar lá para ajuda – la com o vestido, e com a maquiagem, essas coisas, que eu adorava fazer com ela, queria estar lá para arrumar ela como uma princesa. Será que ela vai usar aquele vestido preto que eu comprei para ela?

POV Bill off

Pov Regina on

Já tinha voltado do trabalho e faltava pouco para ir para a festa, tinha que me arrumar. Mas como o meu mano me faz uma falta numa hora dessas? Nossa tenho que parar com esses pensamentos, se não eu vou chorar, e não posso! Eu abri o armário e olhei o vestido que ele tinha me oferecido, era um vestido lindo! Comecei a arrumar o cabelo, fazendo um apanhado bem bonito, e me maquiei bem de leve, dando um destaque nos meus olhos, mas nada de exagerado.

Foi colocar o vestido, e aquilo me lembrava tanto os meus irmãos, mas eu queria esquece – los mas parecia impossível.

Calcei um sapato de salto fino, preto bem alto, e peguei a minha bolsa preta bem discreta.

O Gonçalo chegou para irmos à festa juntos, ele era muito meu amigo, eramos muito ligados um no outro, mas era só mesmo amizade, a gente ainda tentou namorar, mas não deu muito certo. Acabamos descobrindo que só podíamos mesmo ser amigos.

– Oi! Meu deus, mas você está linda, que mulherão! – ele disse abrindo a boca de espanto.

– Obrigada! Vamos então! – eu disse corando de vergonha.

Descemos juntos e fomos em direção ao palácio onde a festa estava acontecendo. A festa até tava legal, todo mundo dançando, se divertindo, e tudo mais. Eu consegui passar uma ótima impressão do escritório de advogados. Eu estava dançando com o Gonçalo, quando sinto alguém tocar no meu ombro.
– Oi! Será que eu podia dançar com a senhorita? – disse alguém nas minhas costas.
Eu me virei e dou de cara com o Tom, o Bill, o Ge, o Gus, o Andreas e o David.
Mas o que é isso? Mas o que eles estão fazendo aqui?

POV Regina off

sábado, 6 de julho de 2013

R.E.M. - Losing my religion


Make Me Pure - Capítulo 15



POV Julieta on



Eu ainda não conseguia acreditar que estava ali sentada, na frente dele. Depois, daquele tempo todo. Eu me sentia mal, mas sempre reagia com frieza quando as pessoas me machucavam.



– Julieta, eu...sei que foi difícil para você. Alías muito difícil, a sua mãe me contou nessa nossa última conversa, e eu nem sei como me desculpar com você, nem com o seu irmão. Eu era muito jovem quando casei com a sua mãe, eu tinha muitos sonhos, vivia muito iludido. Acabei, só fazendo bobagens o tempo todo. Eu deixei a sua mãe e vocês, porque eu queria concretizar meus sonhos, e eu achava que me afastando, eu iria conseguir me realizar. Nós estavamos enganados, o nosso amor já estava ficando um tormento, porque a sua mãe nunca conseguiu se realizar como bailarina e eu como chefe de cozinha. Mas, ter abandonado vocês foi tão ruim, depois meses depois, acabei encontrando a Teresa e tivemos a Joana e o Francisco. Ele é um bebe de 2 anos.

Eu sei que é difícil, você me perdoar, mas filha eu....eu te amo. – ele disse puchando as minhas mãos para junto dele.



– Que fácil, aparecer agora e me contar tudo, nesse momento! Largou tudo para realizar os seus sonhos, e os sonhos do meu irmão e da minha mãe!? Ele era uma criança, UMA CRIANÇA! A minha mãe era apaixonada por você! Fala como se tivesse sofrido com a nossa ausência, com esse seu abandono. NÃO SOFREU! NÃO SOFREU, NEM UM ÚNICO SEGUNDO! EU VI A MINHA MÃE SE DESTRUINDO POR VOCÊ! EU TE ODEIO POR ISSO, POR TUDO ISSO! POR AQUILO QUE VOCÊ FEZ COM ELES! EU NÃO SOU BOAZINHA, NEM COMPREENSIVA, NÃO SOU! CANSEI DAS VEZES QUE OS VI CHORANDO AMARGURADOS PELA SUA AUSÊNCIA E SEM QUE EU PODE – SE ALIVIAR ISSO! – eu gritava desesperada.



As palavras pareciam que tomavam vida pela minha boca, num total descontrolo.



– Meu amor, calma. Eu sei que está sofrendo por isso, mas eu nem esperava te encontrar. Eu precisava há tanto tempo de te ver! Eu compreendo tudo o que você falou e não tiro a minha culpa de tudo isso. Foi um covarde, mas o que eu mais quero é ter a oportunidade de perdão. – ele disse baixando o olhar.



– Mas porque não ligou, porque nunca falou com a gente se se arrependeu!? Porque se afastou esse tempo todo!? Sabe, o quanto a mãe e o Tiago sofreram!? – eu disse baixando o olhar.



– Eu posso imaginar, por aquilo que o seu irmão me disse. Você sempre foi forte, como ele me disse. Uma mulher de coragem! Eu tenho muito orgulho de você, no que você se tornou! Filha, você está uma linda mulher. Esses olhos verdes enormes, essa expressividade que você nunca perdeu. Me perdoa!? Me perdoa, por favor; por favor, por favor. Eu imploro pelo seu perdão, eu mudei, a vida me obrigou a mudar! – ele me pediu com as lágrimas descendo pelo seu rosto.



– Eu não sei! Eu te odiei por tanto tempo, por tanto tempo, que não sei se consigo te perdoar. Eu sei que pode parecer orgulho ferido. Também é um pouco, mas não só. – eu disse séria. – O meu irmão, como ele ficou!? – eu perguntei preocupada.



– Ele me perduou e ficou com vontade de conhecer os seus irmãos. Ele me contou que se apaixonou. Mas também me disse uma coisa. O seu irmão me disse que você nunca mais falou sobre mim desde que eu fui embora, só quando o seu irmão falava ou a sua mãe dizia alguma coisa. Outra coisa que eu reparei, foi que você nunca fala de você ou que você tá sentindo. Filha, você tá muito focada em proteger o seu irmão e sua mãe. Eles reparam nisso também, estão preocupados com você. – ele disse e eu desviei o olhar.



– Eu sei me cuidar e eles sabem disso! Eu não preciso de nada, nem estou demasiado focada em nada, eu estou bem. E vivi muito bem sem a sua preocupação esse tempo todo. – eu disse cruzando os braços.



– É disso que eles estão falando, você está muito na defensiva, filha! Tá há demasiado tempo tentando se proteger de todo o mundo. E aqueles garotos são seus amigos!? Algum, é o seu namorado!? – ele disse fazendo um bico.



– São meus patrões, nenhum deles é meu namorado. – eu disse seca.



– Mas aquele loiro de óculos e o outro de tranças estão interesados em você. Se eles te fizerem mal, eu acabo com eles! – ele disse fazendo uma carinha de ciúmes até engraçada.



– Engano seu, não estão interesados. Porque se interesariam por mim, quando são uma banda famosa e tem todas as garotas aos seus pés!? Você está errado! – eu disse decidida.



– Não estou. Você é diferente, tem um brilho especial, é forte, é determinada, sabe o que quer, não deixa ninguém mandar em você. Eles estão atraídos por você, por você ser tão desafiante. Por ser tão original, lutadora e linda. – ele disse sorrindo.



– Pára, tá fazendo isso para me amolecer. Não vai conseguir! Já teve a sua oportunidade, já conversamos. – eu disse séria.



– Te incomoda, que eu te conheça tão bem!? – ele disse e eu parei a meio do caminho enquanto tentava ir para a saída. – Eu era exatamente assim, como você. Impulsivo, determinado, mas você tem a mistura da personalidade da sua mãe. Eles estão apaixonados por você e você não quer perceber isso. – ele disse e eu ia abrir a porta quando ele me lança outra pergunta.



– É assim, que as coisas vão ficar!? Nunca mais vamos nos ver, Ju!? – ele disse com a voz vacilante.



– Eu...não sei. Eu preciso de pensar. Eu não confio em você, eu confiava e você quebrou isso. Mas nunca mais, acho impossível. O meu irmão te perduou e eu não posso impedir, que ele te veja. – eu disse.



– Entendo. Quanto tempo você, ainda vai ficar aqui!? – ele disse.



– Mais uns 4 dias. – eu respondi.



– Se você quiser me ver, eu estarei de braços abertos, meu amor. – ele disse.



Eu saí pela porta da cozinha e a Teresa e a Joana me olharam, o Francisco também tava lá. Ele era um bebe lindo, com as suas bocheichas rosadas, poderia ver muitas semelhanças com a Teresa até uma mistura com os traços do me pai.



Roupa da Teresa:

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Naquele momento, eu só queria sumir, a minha cabeça rodava com tanta informação em uma só noite. Eu tava a ponto de explodir! Eu não sabia o que fazer, que decisão tomar. A minha cabeça girava com tanta informação. Eu acenei para elas como um gesto de despedida e elas retribuiram.



Eu saí e fui andando pela calçada sem qualquer rumo, eu nem sabia que caminho tava tomando. Quando eu vi que mais ninguém me observava, simplesmente as lágrimas começaram a cair. A cair sem parar, o cansaço começava a ficar insuportável, eume sentei num muro junto de uma praia, que tinha ali perto.



Acabei me lembrando que tinha ficado de ligar para os garotos, peguei no meu celular, respirei fundo e enguli o choro.



Eu tentei ligar para todos mas ninguém me atendeu, devem estar se divertindo. Eu preciso de um banho e cama. Preciso de descansar a cabeça! Voltei a caminhar, mas dessa vez em direção ao ônibus. Depois de 30 minutos, eu consegui chegar, mas a porta estava trancada, pior de tudo era muito tarde! Era impossível, eu não tinha como entrar. Eu liguei para todas as pessoas que poderiam me abrir a porta, mas ninguém me atendeu. Hoje, não é a minha noite de sorte, com certeza!



Eu desisti de tentar e fui caminhando até um parque que era próximo dali. O parque estava vazio, aquele silêncio me acalmava, com o vento soprando lentamente e fazendo os meus cabelos esvoaçarem. Apesar de estar morrendo de frio, o meu corpo tremia de frio, eu me sentia mais confortada ali, do que em outro lugar.



Algum tempo depois, começou a chover, com a chuva as minhas lágrimas começaram a ser lavadas juntamente, como o meu corpo. A roupa começou a ficar molhada e encharcada. Naquele momento, eu senti uma falta enorme daquele abraço de conforto e daquelas palavras de consolo que nos dizem quando tudo parece perdido. Mas acho que eu nunca encontrei isso, eu sempre que fiz isso com todo o mundo! Isso me fez lembrara dos poucos momentos doces, que eu tive, mas que valiam mais do que qualquer tesouro! Acabei desistindo e dormindo ali na grama
do jardim.



POV Julieta off



POV Tom on



Nós seguimos para uma boate nova, que nos tinham convidado, depois de toda aquela situação no restaurante. Apesar de tudo, até que a noite estava sendo divertida. Mas eu estava preocupado, ela não estava bem quando nós a deixamos lá sozinha! Eu tenho a certeza que não estava, o olhar dela ficou diferente, triste, mais triste que o normal.



Com as bebidas que começei a tomar, os meu pensamentos acabaram ficando confusos e sem qualquer sentido.



Todos estavamos aproveitando, dançamos muito, todos conhecemos umas garotas bem interessantes. Esquecemos da vida completamente.



No dia seguinte, quando eu acordei no ônibus, eu estava nu, com uma garota do meu lado. Logo, tratei de mandá – la embora, não era ela que eu queria ali do meu lado.

Tomei o meu duche e me vesti. Assim que peguei no celular, eu vi que havia muitas chamadas perdidas da Julieta! JULIETA! Eu fui até à sala e encontrei todos tomando café da manhã.



– Bom dia! Alguém sabe da Julieta!? – eu perguntei preocupado.



– Caraca, nunca mais me lembrei! – o Bill disse arregalando os olhos. Assim que pegou o celular, ficou paralisado.



– Tenho um monte de chamadas perdidas dela! O que será que aconteceu naquela conversa!? Será que ela tá dormindo!? Eu vou ver no quarto dela! – o meu irmão disse.



Todos o seguimos até ao quarto dela e vimos a cama feita. Ela não tinha dormido em casa.



– Ela não está aqui! Merda, merda, merda.... – o Georg disse aflito.



– O que foi!? – o Bill disse o encarando.



– Quando nós viemos com aquelas meninas para cá, eu fechei a porta do ônibus. Seria impossível, ela entrar aqui. – o Ge disse envergonhado.



– Vamos procura – la agora! – eu disse sério.



Nós escutamos um barulho e eu automáticamente corri para a porta do ônibus. Era ela! Toda molhada! Linda! Aquele vestido colado no corpo dela, defenindo as curvas do seu corpo. Ela me tirando do sério sem saber, me descontrola com o seu movimento de quadris, das suas pernas delineadas e torneadas. Aquele olhar lindo, aquele verde tão profundo, faz os meus pés quererem sair do chão.



– Julieta! – disse o meu irmão a abraçando forte. – Você está toda molhada! O que aconteceu!? – ele disse preocupado.



Ela nem reagiu ao abraço dele, ficou imóvel.



– Nada, não aconteceu nada. Eu vou tomar um banho e me trocar. – ela disse com o olhar tão vazio. Aquilo me preocupou e muito, não parecia ela. Ela saiu e foi para o seu quarto.



– Não gostei disso. – o meu irmão disse. – Isso não tá certo. Aconteceu alguma coisa, muito séria! – ele também estava preocupado.



Ela voltou pouco tempo depois.



Roupa da Julieta: http://www.polyvore.com/13/set?id=41075726



– Vou sair. – ela disse e eu me coloquei na frente dela.



– Onde você vai!? Como foi, a conversa com o seu pai!? Você vai continuar trabalhando com a gente ou vai mesmo embora!? O que aconteceu com você!? O que aconteceu, ontem!? – eu disse preocupado.



– Não aconteceu nada, foi apenas uma conversa. Eu tou igual. – ela disse me encarando.



– Não está, não! Tá estranha, muito estranha. Desculpa, nós esquecemos a porta fechada. – disse o Gus preocupado, franzinho o cenho.



Mas porque ele se mete na minha conversa com ela!? Que coisa chata, era comigo que ela estava falando! Fica sempre se metendo, isso tá começando a me irritar! Parece que faz de propósito!



POV Tom off

Frases - Quem ama cuida