sábado, 27 de abril de 2013
Strange - Capítulo 7
POV Letícia on
– Não se mexe, o cara vai enlouquecer. – ele disse e nós estávamos a centímetros um do outro.
– Porque!? O que você vai fazer, Mateus!? – eu disse. – Porque está fazendo isso!? – eu disse confusa.
Ele chegou bem perto da minha boca e me beijou pressionando os seus lábios contra os meus. Ele parecia ter cuidado ao me beijar, em poucos segundos ele começou a aumentar a velocidade do beijo. As suas mãos que seguravam o meu rosto com suavidade, mas com firmeza, percorreram os meus braços e pararam na minha cintura, me chegando cada vez mais perto dele. Eu sentia que deslizava pelo banco e ele me prender contra o seu corpo. Ele sugava suavemente os meus lábios, os puxando com ternura sem machucar, até que paramos quando o ar foi necessário. Ele me olhou e baixou o rosto.
– Porque fez isso!? – eu disse baixinho e morrendo de vergonha. Tinha a sensação que todos estavam nos olhando. – Mateus, olha para mim, por favor! – eu disse acariciando o seu rosto.
– Não diz, nada! Me abraça, vamos testa – lo! – ele disse me pegando de surpresa e pressionando o meu corpo contra o dele. Ele deu um beijo junto da minha orelha e passou o seu rosto contra o meu, como se fizesse um carinho. – Finge, que eu não sou seu amigo e que sou o homem da sua vida. Que você está apaixonada por mim, louca por mim! – ele disse e o fiz o que ele disse.
Eu fechei os olhos e o apertei nos meus braços como se mais nada me importasse.
– Você é como uma flor, precisa de ser levada pelas mãos certas, ser cuidada pela pessoa certa. – ele disse sussurrando no meu ouvido. – Olha agora! – ele disse e eu olhei discretamente para trás.
O Bill se levantou da mesa e derrubou o tabuleiro com a comida no chão, com uma fúria. O prato dele, se quebrou em mil pedaços, o suco e a comida se espalharam pelo chão. O rosto dele, a sua pele parecia ter passado de branco para vermelho vivo, meu deus. Ele parecia que ia explodir de raiva! Mas por mim!? Não, isso é simplesmente impossível! Ele sente pena, gosta de me humilhar e mais nada.
– Ele pode até não admitir, usando aquela imagem dele, como se fosse todo poderoso, mas está morrendo de ciúmes de você. E não está aguentando ver que perdeu o controle, ainda mais por você. – o Mateus disse.
Eu o abracei forte pelo pescoço.
– Mateus, eu só quero paz, eu estou tão cansada de ser motivo de brincadeiras e...e... – eu disse e ele me apertou contra o seu peito. – Eu não quero os ciúmes dele, eu só quero paz. – eu disse o olhando.
– Eu sei, minha linda. Eu sei, mas ele tem que entender que nem tudo pode ser do jeito que ele quer. – ele disse acariciando o meu rosto. – Você está com uma carinha de sono, precisa de descanso. O que aconteceu ontem!? Você quer me contar, agora!? Uma coisa que nunca vamos deixar de ser, é amigos. – ele disse, me abraçando apertado. – Você pode contar comigo sempre. – ele disse e eu sorri.
– Posso não falar disso, agora!? – eu perguntei.
– Pode, claro. Não vamos falar mais disso, mas é só hoje, ok! – ele disse e eu sorri.
Ele era meigo e carinhoso comigo. Essa história do Bill estar gostando de mim era tão estranha, poderia ser brincadeira e eu não tinha mais capacidade de sofrer. Poderia ser fingimento, só para me fazer acreditar numa coisa que não existe. Meu deus, eu estou tão confusa! O Bill era diferente do Mateus, mas eu não o conhecia bem, apesar dele parecia mais tranquilo e simpático quando falávamos só os dois, mas quando ele estava com o irmão e os outros, parecia outra pessoa. Os outros pareciam ter um efeito tão negativo sobre ele.
POV Letícia off
POV Bill on
Aquele cara não pode ter beijado ela, não pode. Quem ele pensa que é!? Que ódio!!! A única coisa que consegui fazer foi derrubar o tabuleiro de comida no chão. A raiva parecia me queimar por dentro, como se fossem chamas me queimando por dentro. Era estranho! Eu não estava apaixonado, só estava irritado com aquela cena. Era patético, completamente patético, os dois iriam ser motivos de risos em toda a faculdade. A Letícia não fazia o tipo de nenhum dos caras que andava nessa faculdade, ela não se encaixava com ninguém, eles iam ser o motivo de muitas piadas durante muito tempo. Essa garota também, parece ser burra! Não entende como as coisas são por aqui. Menina idiota!
– O que deu em você, Bill!? Tá gostando mesmo da nerd. Cara, se isso me acontecesse, eu teria vergonha! – o Tom disse e os outros riram.
– Eu não gosto dela, já disse isso! – eu disse irritado. – Você é burro, é!? Já disse que ela para mim, não é nada! É igual ao lixo que anda na rua. – eu disse e a Diana me olhou feio.
– Olhem aqui, os quatro. A Letícia não merece ser tratada desse jeito, não. Ahh, Bill ela mexeu sim com você. E você está mordido, porque não quer admitir, que ela fez aquilo que muitas nunca fizeram! – ela disse irritada me olhando. – Mexeu com você e você ficou morrendo de ciúmes. Tá aí, todo mordido. Tá sendo bobo, idiota, parece um cego. Acorda, antes que seja tarde demais. Você nem conhece a Letícia direito. Se fosse outra pessoa já teria se vingado de vocês, mas não! Ela tentou entender vocês, não fez nada. Ela é especial, como vocês ainda não perceberam isso!? Como podem estar todos tão cegos, só por conta dessa vossa famazinha aqui dentro. Que lá fora, no mundo real não vale nada! Nada! – ela disse séria.
Nós começamos a rir e ela fuzilou o Georg com os olhos. Com certeza, aquilo ia trazer problemas para eles. O Georg parou de rir e puxou a mão da Diana.
– Diana, espera. Amor, não fica brava comigo. – ele disse, correndo atrás dela.
O Tom me olhou e fez um sorriso vingativo.
– Então, prova! Se você não gosta dela como diz, então não irá ser um problema você jogar esse suco nela! – o Tom disse rindo.
Se eu não fizesse aquilo, eles iriam rir de mim até me deixar louco. Por outro lado, a Letícia iria se afastar ainda mais de mim, cada vez mais, ficar magoada. Eu senti um frio na minha espinha, aquilo não era um bom sinal.
– Nossa, não é que ele está preocupado mesmo com ela. – o Gustav disse rindo com o Tom.
– Me dá essa merda de suco! AGORA! – eu gritei irritado e eles me passaram a latinha do suco.
Eu me virei de costas, ela vai me odiar cada vez mais e aquele cara vai se aproximando cada vez mais e eu vou ficando cada vez mais longe. Aquele maldito beijo, parecia não querer sair dos meus pensamentos, a imagem dela beijando aquele cara, parecia rodar na minha cabeça sem parar. Eu caminhei até à mesa daqueles dois e a Letícia me olhou curiosa.
– Oi, Bill! Você está bem!? – ela perguntou de um jeito simpático, até carinhoso.
Aquilo me fez recuar um pouco, mas acabei jogando o suco sobre ela. Eu apenas vi ela ficando toda molhada na frente de todos, na cantina. Ela ficou imóvel, não disse mais nada, mas o peso na minha consciência era grande. Eu preferia que ela me xingasse, fizesse algo, mas ve – la ali de cabeça baixa, sem dizer nada, apenas escutando os risos de todos na cantina, era pior do que eu imaginava. Ela apertou ligeiramente a sua saia comprida branca, que estava toda manchada de suco de melancia.
– Pensei que isso tivesse terminado. – ela sussurrou.
– Eu tava com pena pela foto, mas nunca disse que as brincadeiras tinham acabado. – eu disse, mas ela nem me olhava nos olhos.
Os seus cabelos castanhos pingando de suco de melancia. Ela se levantou e saiu, enquanto todos na cantina não paravam de gargalhar.
POV Letícia off
POV Mateus on
– Cara, você é burro. Muito burro! A Letícia, ela é boa demais com vocês. Ela não merece nada disso. Você é ótimo em afastar as pessoas que você gosta, de você. Ótimo, parabéns! – eu disse. – Espero que esteja muito feliz, você e os seus amiguinhos idiotas. – eu disse sério.
Muito idiota esse cara, eu peguei na minha mochila e me levantei. Espera aí, esse cara vai ver o que é bom realmente, vai provar do próprio veneno. Tava com ciúmes do beijo, agora eu quero ver ele se controlar com o que eu vou dizer.
– Onde você vai!? – o Bill perguntou.
– Procura – la! Deve ter se escondido num canto qualquer aí. – eu disse frio e irritado. Respirei fundo e ganhei coragem. – Eu não consigo ficar calado. Nossa, você é tão idiota. Não sabe o que é ter uma menina como a Letícia. Ela tem um beijo que enlouquece, tem um beijo como eu nunca provei. Muito melhor do que essas garotas que vocês comem por aí. Ela tem um jeito de beijar e de deixar um homem maluco, sem você conseguir pensar em mais nada. Essas aí que vocês que vão para a cama, nem chegam aos pés da Letícia. Nem se elas quisesem, chegariam. – eu disse o empurrando com força. Eu quero ver esse cara aguentar essa. – O beijo dela é tão delicioso e só meu, nossa que pena que você a perdeu para mim. Sorte minha, obrigada cara! Pena que você nunca vai saber como é, é delicioso, carinhoso, nem sei descrever. É, mas fui eu quem a beijou, não você. Aposto que ainda vou beijar aquela boca, muitas e muitas vezes. Essa noite, ela vai para minha casa. Eu vou ter o tempo todo do mundo para ficar junto dela, sentir o cheiro dela, beijar aqueles lábios macios e delicados. Uma delícia! – eu disse baixo só para ele ouvir e saí com um sorriso vitorioso.
Eu só queria que ele se sentisse culpado, bem culpado e com muita raiva. Ele nem deve estar aguentando de tanta raiva. A Letícia vai me matar assim que souber o que eu disse. Agora teríamos que cumprir isso, levar isso adiante. Eu comecei a procurar, mas ela não estava nos corredores em lado nenhum. Até que esbarrei em alguém, quando eu olhei era a Diana.
– Desculpa Diana, não te vi. – eu disse. – Você viu a Letícia!? – eu perguntei.
– Não, tava voltando agora para a cantina. Nossa, que beijo hein! – ela disse sorrindo.
– É, mas agora isso não interessa. Eu tenho que acha – la. – eu disse e ela começou a procurar comigo, mas depois eu me lembrei de procuramos no banheiro.
– O banheiro, isso. – eu disse e nós fomos até lá. – Diana, é melhor você entrar sozinha.
– Tá bom! – ela disse e entrou dentro do banheiro.
POV Mateus off
POV Bill on
Como assim!? Aquele cara não pode ficar com ela! Ela não vai a lugar nenhum essa noite, não vai. Eu não vou deixar, eles não ficar juntos, não vão. Eu tenho que acha – la. E se ele estiver pensando em...ah, não...ah, não! Ele não vai rouba – la de mim, não vai. O meu irmão parou de rir quando de repente começou a me olhar com uma certa confusão. Aquelas palavras daquele cara, estavam me matando por dentro. Eu só acho que ela é muito inocente e ele vai se aproveitar. Só isso! Eu nem me importo tanto assim. Será mesmo!? Cara, eu tou cada vez mais confuso. Eu queria ve – la, ver como ela está e pedir desculpa. A culpa foi minha, eu também poderia não ter jogado o suco em cima dela, eu nem consegui ver o rosto dela depois disso. O meu coração apertou tão forte, cheio de culpa. Mesmo longe, ela tinha a capacidade de fazer sentir essas coisas estranhas. Ela tinha um cheiro delicioso de flores frescas, como se fosse sempre de manhã. Eu podia fechar os olhos e saber quando ela está por perto.
Eu tou ficando maluco só pode, essa menina não!!!! Ela não, nós somos tão diferentes, não temos nada em comum, seria impossível.
POV Bill off
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