quarta-feira, 12 de junho de 2013

Make Me Pure - Capítulo 14



POV Julieta on



– A história é um pouco longa, mas eu vou tentar resumir. Eu saí de casa há mais ou menos 5 anos, como vocês já sabem! Bom, eu saí 6 meses depois de o meu pai desaparecer e nos abandonar. – eu contava enquanto os encarava. Isso parecia que era estranho para eles. – Ele saiu e eu comecei a assumir o papel de “ Chefe de famíla!”, eu consegui arranjar trabalho naquele hotel e entrar na faculdade! A minha mãe ficou mal, afinal era apaixonada por ele! Eu consegui convencer a minha mãe a fazer consultas de terapia.

Esses 6 meses entre eu sair de casa e ir trabalhar para o hotel, acho que foram os mais difíceis de todos. Eu assisti a duas tentativas de suicídio da minha mãe, consegui sempre chegar a tempo de impedir. Quando eu soube que tinha sido aceite pela faculdade e no hotel também, pedi a uma tia para tomar conta da minha mãe e do meu irmão pelo menos até ela melhorar um pouco. Eu não iria deixa – los sozinhos, claro que não! Eu sempre fico sabendo notícias e ajudando.

Eu nunca falo dele porque eu o acho um cobarde, um nojo de homem, um rato! Ele nos deixou e para mim ele nem merece que eu gaste os meus pensamentos com ele. Que espécie de homem deixa a sua mulher e dois filhos ainda pequenos!? Odeio homem que não sabe honrar as calças que veste, que não tem carácter nem espírito de sacrífio para assumir as suas responsabilidades.

Bom, acabou por não existir outra oportunidade e tive que sair de casa para poder arranjar um emprego que pudesse ajudar a minha mãe com as despesas de casa, mas também não poderia perder a opurtunidade de estudar. – eu disse séria.



Eles ficaram me encarando envergonhados.



– E como foram essas tentativas de suícidio!? – o Bill perguntou.



– Da primeira vez, a minha mãe tentou se esfaquear e eu passei a deixar todos os objetos cortantes guardados, numa gaveta trancada à chave em que só eu tinha acesso. Da segunda vez, ela tentou se enforcar, mas ainda cheguei a tempo de impedir. – eu disse e eles ficaram tensos.



– O seu imão sabe dessas tentativas!? – disse o Gust.



– Não, eu não quero que ele saiba. Se eu puder protege – lo disso, eu vou protege – lo. Ele só iria sofrer, por uma coisa que já passou. – eu disse.



– Mas e você!? – o Ge me perguntou.



– Eu!? Como assim!? – eu disse confusa o encarando.



– É, você! Você, quem te protegeu!? Quem cuidou de você!? Quem se lembrou de você quando toda essa história começou!? Afinal, pelo que percebemos, você cuidou de todo o mundo, se preocupou com todos! – disse o Ge.



– Sinceramente, não tenho resposta para essas perguntas. Eu cuidei de mim e de todos, alguém tinha que tomar uma decisão, seguir em frente, tomar a frente da situação. Eu não iria ficar me lamentando o resto da minha vida por uma pessoa, que quis sair da vida da minha mãe e da do meu irmão sem ao menos dar uma explicação. Não merece respeito! Não merece! Não esperava pena, nem cuidados de ninguém! Eu tinha uma ideia do que me esperava, afinal ir viver sozinha para uma cidade grande sem ninguém, é difícil! Mas pena, não! Isso não admito a ninguém, pena, nunca! Eu tinha onde comer, onde dormir e onde trabalhar e estudar, era tudo o que eu precisava. Não havia razões para ficar me
lamentando. Ah, verdade o mais importante, os amigos que eu fiz. Não tenho o que lamentar ou me arrepender. Foi a melhor decisão que eu tomei. – eu disse sorrindo.



– Estou arrepiado! – disse o Bill passando as mãos nos braços.



– Tá bom!? Acabei com todo o mistério e matei toda a curiosidade!? – eu perguntei rindo.



– Não, eu tenho mais uma pergunta! – disse o Bill. – Uma pergunta desafiante.



– Ah, é!? Eu adoro desafios! Que pergunta!? Amantes, perguntas sexuais e tudo sobre a minha vida romântica, aumenta o preço da entrevista. – eu disse rindo e eles riram se libertanto da tensão que tinha ficado à 5 minutos atrás.



– Ah, pow! Eu queria perguntar sobre isso. – ele disse rindo.



– Pode perguntar, não tenho nada para esconder mesmo. – eu disse rindo.



– Namorados, você foi muito namoradeira!? – ele disse e eu ri.



– Claro que fui! - eu disse e o eles me encararam surpresos. - Brincadeirinha, peguei vocês! Não, eu tive uns 2 namorados. – eu disse sorrindo.



– Boa noite! Eu sou o chefe... – alguém disse quando os meus olhos se cruzaram, eu não queria acreditar no eu que estava vendo.



– Filha!? Julieta!? – ele disse.



Meu pai! Meu pai, aqui!? Depois desse tempo todo!?



– Você!? Então foi aqui que você se encondeu esse tempo todo!? Foi por isto que você nos trocou!? – eu perguntei o encarando e me levantei.



Quando me levantei, apareceu uma mulher se pendurou no pescoço do meu pai.



– Amor, eu e as crianças viemos te fazer uma visitinha! Você gostou!? Nós tivemos que deixar o Fredy na cozinha! Aquele cachorro, adoro ele! Amor, obrigada! – ela disse toda dengosa.



Ela me olhou dos pés à cabeça, me analisando.



– Amor, quem é ela!? – a mulher disse.



Ele baixou os olhos sem conseguir me encarar.



– Cobarde, rato! É, quem sou eu!? Não vai falar para ela. Se não falar, eu vou falar! – eu disse séria o encarando.



– Ai, que garota mais mal educada! – ela disse.



– Teresa, fica no seu lugar! Não fala assim com, a Julieta! É, a minha filha! – ele disse envergonhado.



– Sua filha, com aquela mulher que te pediu a separação!? – a Teresa disse surpresa.



– Olha bem, como você fala da minha mãe! – eu disse nervosa.



– Filha, eu preciso falar com voce! Você não sabe como eu tinha saudades suas e do seu irmão! Eu queria... – ele disse querendo me abraçar.



– Não! Eu nunca tive saudades suas! Eu não quero, nem vou falar com você! A minha mãe te pediu a separação, ela sabe dessa palhaçada toda!? Sabe que você tem outros filhos e outra mulher!? – eu perguntei respirando fundo.



– Ela soube à pouco tempo e como se vai casar, ela pediu a separação! Ela ia te contar, não briga com eles. – ele disse sério.



– Ainda bem, que ela pediu separação! Não nos abandonou por isso, então desaparece de novo! Some da minha vida, tava muito bom do jeito que tava. – eu disse nervosa.



– Filhota, calma! Eu sei que...eu fiz tudo errado, mas me dá uma chance. – ele disse sério.



– Não há chance para ninguém! Eu não vou te dar nada, você nos deixou, a minha mãe e o meu irmão sofreram de mais e você quer uma chance!? Você pensou em nós, antes de sair de casa!? Não, pois não!? – eu disse sentindo o meu sangue ferver.



– Filha, eu me arrependi! Eu... – ele disse segurando o meu braço.



– Pai, quem é essa moça!? – disse uma menina com uns 4 anos, muito parecida comigo.



– Filha, essa é a Julieta! Ela é....a sua irmã. Aquela, que eu falei para você, que é muito igual a você.



– Ah, eu lembro. Oi! - ela disse timída.



A menina tinha os cabelos cabelos castanhos claros e os olhos verdes, enormes como os meus.



–Oi! Como você se chama, princesa!? – eu perguntei mais calma.



– Eu me chamo, Joana! Você é muito bonita! Quem são os seus amigos!? – ela disse assustada com tanta gente.



– Eu trabalho com eles e são meus amigos também, Joana! Você tem um nome muito bonito. – eu sorri para ela e ela retribuiu.



– Eu vou embora daqui. – eu disse pegando a minha bolsa.



– Espera, Julieta! Seu pai se arrependeu muito quando se afastou de vocês, deixa essa raiva de lado, dá pelo menos uma oportunidade. Só para conversarem! – a Teresa me encarou séria.



– Me desculpa, sei que está sendo delicada, mas eu não consigo fazer isso. – eu disse respirando fundo.



– Filha, só essa vez! Uma última conversa, se você não quiser eu depois nunca mais falo com você. – ele disse e agora o seu rosto estava coberto por lágrimas.



Eu tinha tanta raiva dele, tanta raiva que nem chorar eu conseguia, minha mente gritava muito mais alto para ser dura, implacável, fria, para nada me fazer ceder.



– Uma última conversa, mas só isso, mais nada! – eu disse séria e ele sorriu.



– Eu não demoro, garotos! Desculpem, por isso! – eu disse sorrindo envergonhada.



– Não, claro que não! Não tem que se desculpar nós entendemos. – disse o Gus dando um sorrisinho.



– Nós vamos esperar o tempo que for preciso, não se preocupa. – disse o Tom.



– Não, não é preciso. Eu volto para onibus assim que acabar a conversa. Aproveitem, vão se divertir! É uma ordem, não um pedido. – eu disse e eles riram.

– Tá bom, então. Mas assim que acabar a conversa você nos liga. – disse o Bill arqueando a sombrançelha.



– Ligo, fiquem tranquilos. – eu disse.



Eles se despediram de mim e sairam pela porta do restaurante. O meu pai me guiou até à porta da cozinha e os empregados ficaram nos olhando. Ele pediu para que se retirassem e depois ele me fez sentar num banco alto e ele se sentou de frente para mim.



POV Julieta off

sábado, 1 de junho de 2013

Descoberta de Segredos

Strange - Capítulo 13

POV Bill on



Eu estava ligando o mais rápido que conseguia para o hospital, a ambulância tinha que chegar o mais rápido possível. Ela não podia ter feito nada daquilo, nem muito menos pensado em acabar com a vida dela. A culpa é minha, só minha! Eu nunca deveria ter rasgado a blusa dela, a humilhado na frente de todo o mundo. Assim que atenderam a minha ligação, eu expliquei tudo o que estava acontecendo.



Eu estava preocupado, muito preocupado! Ela não pode morrer, isso não. Eu não iria suportar isso, nunca. Nunca! Como ela foi fazer uma loucura dessas? Eu nunca imaginei que isso chegasse nesse ponto. Eu voltei a entrar no banheiro, morrendo de medo de ver que era tudo real, que ela estava daquele jeito no banheiro. O Mateus acariciava os cabelos dela com carinho. Os olhos dele estavam vermelhos do choro, ele estava preocupado e com o rosto agoniado. Assim que ele me olhou, os seus olhos pareciam queimar de ódio e raiva, o seu rosto ficou completamente tenso.



– Se ela morrer, eu te mato, seu filho da mãe. A culpa disso, é sua e dos seus amigos. Felizes? – ele perguntou sério, me olhando. – VOCÊ FICOU SURDO? ESTÁ FELIZ DE VÊ – LA DESSE JEITO!? TÁ GOSTANDO DE VÊ – LA PERDER A VIDA POR VOSSA CULPA!? – ele gritou com raiva.



Eu não respondi, ele estava certo. O que eu iria responder? Que não, que estava odiando vê – la pálida e sem vida no chão daquele maldito banheiro. Que nunca imaginei que ela pensasse numa loucura dessas. Nunca imaginei que isso pudesse mesmo acontecer.



– O QUE FOI, SEU FILHO DA MÃE? PARA HUMILHAR A LETÍCIA, VOCÊ NÃO PERDIA TEMPO! AGORA, NEM CONSEGUE FALAR! – ele gritou irritado.



– Mateus, calma. Agora, não é a melhor hora para isso. – a Diana disse entre as lágrimas. – Tragam uma coberta, rápido. Eu preciso de uma coberta, nós temos que conseguir mante – la quente. – ela disse e o meu irmão correu para dentro do quarto para procurar uma. A Diana e o Mateus a cobriram tentando mante – la o mais quente possível.



– Meu deus, como estão demorando. Letícia, pelo amor de deus, fica aqui. Fica com a gente! – a Diana sussurrou.



Dez minutos depois...



Enquanto, eu dirigia sozinho no meu carro para o hospital. A minha máscara caiu, as lágrimas molhavam o meu rosto. A máscara de calma que eu tentava mostrar enquanto estava na república, estava completamente impossível de continuar. Ela não pode morrer, não pode. Eu deveria ter impedido, desconfiado que ela iria tentar fazer uma coisa dessas. Você tem de resistir! Tem que resistir! Eu nunca vou me perdoar se ela morrer, nunca.



– Você não pode me deixar! Não pode! – eu sussurrei desesperado para mim mesmo.



Eu limpei as lágrimas do meu rosto e entrei no hospital. Estavam todos numa salinha de espera branca e pequena. Eu me sentei, mas de repente apareceram a Lay, o Diogo e o Fred correndo preocupados. A Lay assim que me viu, começou a me bater com a sua bolsa no meu ombro.



– Seu idiota, seu idiota! Ela nunca fez nada contra você, mas eu vou fazer. – ela disse e me acertou um tapa com toda a força no meu rosto.



Eu senti o meu rosto arder de tanta força que ela tinha feito. O Tom a puxou pelo braço a afastando de mim sem fazer muita força.



– Lay, vem comigo. Calma. – ele disse calmo.



– Você é outro, fez a minha amiga sofrer, ainda me diz para ter calma. Se vocês não tivessem feito nada com ela, não estáriamos no hospital. Por uma tentativa de suicídio, SUICÍDIO! – ela fez questão de dar mais força na última palavra. – Vocês são os culpados. São os cul...pa...dos. Seus cínicos! Idiotas! – ela disse e saiu da sala de espera.



O meu irmão a seguiu preocupado e eu me sentei num canto esperando por notícias. Eu só queria notícias, que nos dissesem qualquer coisa. Era completamente desesperante aquele silêncio, aquela espera, os olhares de todos em cima de mim. Todos me culpando por aquilo que tinha acontecido.



POV Bill off



POV Lay on



Eu ainda não conseguia acreditar que ela tinha feito uma coisa daquelas. Aqueles idiotas dos Kaulitz, me pedindo calma. A Letícia está ali naquele hospital e eles me pedem muita calma, só podem estar brincando. Só pode ser uma piada de mau gosto.



– Hey, espera! – era a voz grossa e masculina de alguém.



Eu não dei importância e fui caminhando pelo jardim do hospital. Eu não queria escutar ninguém, só queria pensar um pouco sozinha.



– Espera, Lay! Estou falando com você. – eu escutei de novo a mesma voz.



Eu não estava com cabeça para falar mais sobre isso. O dono da voz me puxou pelo braço e me virou de frente. Era o Tom, os seus olhos castanhos e amendoados olharam diretamente nos meus.



– O que foi? – eu perguntei puxando o meu braço.



– Calma, eu sei que nem eu, nem o meu irmão temos qualquer moral para falar, mas...- ele disse, mas eu o cortei.



– Exatamente, vocês nem deveriam estar aqui. Não deveriam estar perto da minha amiga. Vocês foram uns idiotas com ela. O que ela fez para vocês? Nada, que eu saiba. – eu disse séria.



– É, nós fomos uns idiotas mesmo. Mas você precisa entender que... – ele ia se justificar, mas eu suspirei irritada e sem paciência.



– Nada justifica, o que vocês a fizeram passar. Se fosse com o seu irmão? Se fosse o seu irmão que estivesse ali? – eu cuspi as palavras furiosa.



– Garota, calma. Se acalma, a Letícia vai recuperar. Isso nunca mais vai acontecer. Nós vamos cuidar dela, para ela ficar bem. Eu juro! O meu irmão...ele...nunca pensou que isso chegasse nesse limite. – o Tom disse sério.



Eu me sentei no banco do jardim cansada de escutar todas aquelas desculpas.



– Pára! Pára, de se justificar! Você sabe melhor que ninguém que nada justifica o que vocês fizeram. Ela poderia ter falado comigo, me pedido ajuda. – eu disse limpando o rosto.



– Desculpa, desculpa! Eu juro que nunca pensei que isso fosse ficar desse jeito. – ele disse, mas eu nem conseguia olhar na cara dele.



– Reza, para ela ficar bem. Reza, para que ela sobreviva. – eu disse me afastando dele e entrei dentro do hospital.



POV Lay off



POV Bill on



A espera estava sendo tão torturante, parecia me deixar ainda mais louco de preocupação. Todos me olhavam com desprezo e um certo ódio. Eu saí do hospital e vi uma pequena igreja, algo me dizia para entrar. Eu entrei e me sentei num dos bancos da igreja. As lágrimas saíam do meu rosto sem parar. Eu senti uma mão tocar o meu ombro suavemente.



– Meu filho, você está bem? – o padre disse me olhando.



– Eu...eu...me desculpe. – eu disse envergonhado, me levantando.



– Não, espera. Você não entrou porque queria alguma paz, certo? Algum consolo? – ele disse me olhando compreensivo.



– Eu queria, eu só queria que ela ficasse bem. Eu não queria que ela ficasse assim, eu não queria. – eu disse soluçando, colocando a minha cabeça entre as mãos.



– Você quer falar? Quer me contar o que está acontecendo? – ele me perguntou e eu assenti.



Eu contei toda a história desde que eu a conheci, ele não me julgou nada, só me escutava.



– O que você quer fazer agora? – ele me perguntou.



– Eu queria pedir por ela, sei lá rezar. Mas eu não sei, fazer isso. – eu disse o olhando.



– Pede com o coração, pede com toda a sua força. – ele disse me deixando sozinho.



Eu me concentrei e pedi com toda a minha força. Eu pedi para ela voltar a ficar bem de novo, eu queria ver aqueles olhos azuis, muito intensos, me olhando profundamente. Os olhos dela parecia querer tocar a minha alma, o meu ser. Eu queria sentir o cheiro dela, o seu cheiro a flores. Assim que eu saí da igreja, voltei a entrar no hospital. O ambiente parecia exatamente o mesmo, até um médico aparecer na salinha de espera. O médico parecia analisar a salinha e tentar ganhar alguma coragem para começar a falar.



– Familiares da Letícia Gonzalez? - um médico disse e todos nos levantamos.



– Somos os amigos dela, quase família. – o Mateus disse. – Eu sou o namorado. – ele disse sério e preocupado.



Ele parecia tão ou mais ansioso que os outros por notícias.



– Os pais? Eu gostaria de falar com eles! – o médico disse procurando com os olhos.



– Eles já morreram, ela não tem mais família. Nós agora somos os responsáveis por ela. – o Diogo disse sério.



– Muito bem! Nós limpamos o estômago dela de todo o remédio que ela tomou. Teremos que esperar para o efeito que já está no sangue passar completamente. Ela ainda está frágil, ela terá que ficar em observação essa noite. – o médico disse olhando uns papéis na sua mão.



– Mas, ela está bem, não está? Nós ainda conseguimos salva – la a tempo, não foi? – a Lay perguntou preocupada.



– Ela está recuperando, podem ficar mais tranquilos. Ela está com o pulso ainda um pouco fraco, assim como os batimentos cardíacos, mas o pior já passou. – ele disse e ela sorriu de leve aliviada.



– Quando vamos poder ve – la? – o Fred perguntou. – É que nós estamos um pouco ansiosos, para vê – la, doutor. – ele disse.



– Amanhã, venham depois do almoço. Tenho certeza, que ela também irá querer ver vocês. Essa noite, quer dizer, madrugada, ela ainda estará dormindo. Esse remédio era muito forte. Algum de vocês sabe onde ela conseguiu uma coisa dessas? – ele perguntou preocupado nos olhando.



– Não! Encontramos isso, no banheiro com ela. Já ela tinha tomado todo o remédio. – a Diana disse se aconchegando nos braços do Georg.



– Que estranho. Esse remédio, é um dos mais fortes para dormir. Ela ainda tomou uma dose muito grande, foi por muito pouco. Mas vocês chegaram bem, a tempo. – ele disse sorrindo aliviado.



Eu olhei para o teto e sorri. Ela está bem! Ela está bem! Eu escutei os suspiros de alívio e o ambiente ficar bem mais tranquilo do que antes.



– Você não precisa de vir amanhã. Eu e os outros vamos cuidar dela. Ela está bem, não precisa que você venha para humilhá – la. – o Mateus disse me empurrando com o ombro.



– Você não é ninguém para me dizer se eu posso ou não vir vê – la. – eu disse irritado.



Quem era aquele cara, para me dizer o que eu posso ou não fazer? Muito idiota, esse cara!



– Sou, sou o namorado da Letícia! Eu vou continuar a protege – la de você e das suas monstruosidades. – ele disse nervoso.



– Mateus, chega! – o Diogo disse o segurando. – Estamos num hospital, vamos para casa. - ele disse insistindo com o amigo.



– Namorado? – eu repeti rindo. – Namorado, que é um idiota! Que não cuida direito dela. Você nem sabe cuidar dela! Ela merecia melhor do que isso. – eu disse apontando para ele com raiva.



– Cala boca, seu filho da mãe! Foi por sua culpa que isso aconteceu, ou você é burro o suficiente para ainda não ter percebido? – o Mateus perguntou.



– Burro? Eu? Burro? Você... – eu ia dizer, mas dessa vez foi a Lay que me interrompeu.



– Parem, os dois! Isso não vai levar a lugar nenhum. Vamos para casa, e amanhã voltamos para ve – la. – ela disse séria nos repreendendo com o olhar.



POV Bill off



No dia seguinte...



Roupa da Diana: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=42180986



Roupa da Lay: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=42130767



POV Bill on



Eu acordei eram umas duas horas da tarde, estava cansado da noite anterior. Eu corri para o banheiro, eu tinha que chegar no hospital primeiro que aquele idiota. Quando já estava descendo as escadas pronto para sair de casa, eu vejo a Diana saindo de casa com o Georg.



– Bill, você tem certeza que quer vir? – a Diana perguntou arqueando a sobrancelha desconfiada.



– Tenho, certeza absoluta. Eu quero ir. – eu disse sério abrindo a porta.



No hospital...



– Como assim? – eu perguntei surpreso.



– É, verdade! Lamento, mas a Letícia não quer ver ninguém. – a enfermeira nos disse.



– Mas, eu sou amiga dela. Me deixe vê – la, enfermeira Marta. Me deixe, entrar. – a Diana disse. – Eu quero ver a minha amiga, agora. - ela disse nervosa.



– Diana, calma. Ela pediu para não ver ninguém. Ela está um pouco sonolenta ainda, parece estar machucada. Ela está se fechando, fica olhando para a janela sem falar nada, Diana. Eu lamento, mas vão ter que ir embora. – a enfermeira disse suspirando.



– Não, nós não vamos embora. – a Lay disse. – Somos os amigos dela, sabemos o que é melhor para ela. Não é ficar na cama de um hospital, olhando o vazio. Eu vou entrar de um jeito ou de outro. – ela disse determinada.



– Calma, então vamos fazer assim. Eu vou deixar entrar um de cada vez, se a reação dela for boa, vocês vão entrando. Se não, vocês tentam falar com ela amanhã, mas por favor, não a cansem. Ela está muito sensível, ainda está muito sonolenta. – ela disse e nós assentimos.



A primeira a entrar foi a Diana e nós ficamos esperando ela voltar.



POV Bill off



POV Diana on



Eu abri a porta do quarto dela lentamente e espreitei. Eu caminhei para dentro do quarto dela. Ela estava com os olhos um pouco sonolentos, olhando para a janela. Até que ela me viu e tentou se sentar.



– Diana? – ela perguntou lentamente. – Eu... – ela ia dizer, mas eu a cortei.



– Shhhhhh, você não pode se cansar, nem ficar nervosa. Eu vim te ver, eu insisti muito para te ver, todos insistimos. Não nos nega isso, nós queremos o seu bem, gostamos tanto de você, tanto, mas tanto. – eu disse e ela sorriu timidamente.



– Fica aqui, perto. – ela pediu baixinho.



Eu puxei a cadeira que estava no canto do quarto e me sentei com calma.



– Porque? Porque você nos deu um susto desses? – eu perguntei sentindo algumas lágrimas queimarem o meu rosto.



– Diana, você tá....chorando. Não...chora, por favor! Eu também gosto tanto de você, mas eu não estava aguentando mais essa situação todos os dias. Estava sendo muito desesperante. Eu estava cansada de estar enfrentando aquelas humilhações, eu não queria sentir mais dor, não queria. Eu queria apagar toda a dor que eu estava sentindo, eu não estava aguentando mais isso. – ela disse e eu vi sinceridade no olhar dela.



O olhar dela, era sempre muito verdadeiro, sincero, meigo com as pessoas. Mas no fundo daquele azul, vi um desespero quase louco, sofrimento...muito sofrimento.



– Eu não consigo. Eu não consigo parar de chorar, quando eu vejo você sofrer desse jeito. Eu sabia que estava sendo difícil, mas nós estamos todos do seu lado. Ficamos todos tão preocupados. Os meninos também, ficaram muito preocupados. – eu disse e ela me olhou confusa.



– Estão todos aí? – ela perguntou.



– Todos, a Lay até bateu no Tom com a bolsa dela. – eu disse limpando o rosto e nós rimos.



Até que escutamos baterem à porta. Era o Bill, o Bill espreitou para dentro do quarto curioso, nos procurando com o olhar.



– Desculpa, Diana. Mas estamos todos preocupados e queríamos saber como...- ele disse, mas depois as palavras sumiram da sua boca quando os seus olhos se encontraram com os da Letícia. Ele parecia ter perdido a voz e ter esquecido do mundo completamente.



POV Diana