domingo, 21 de abril de 2013

Make Me Pure - Capítulo 6



Pov Julieta on



Eu entrei no quarto e tranquei a porta. Eu conseguia escutar as gargalhadas de todos na sala, mas se preparem que agora vão ter que lidar com a minha fúria! Sou um amor de pessoa, mas quando pucham pelo meu lado negro eu viro outra pessoa! O que mais me irritava era como o Tom conseguia virá – los todos contra mim, até o Bill! Pensei que ele era meu amigo, mas afinal não, era apenas uma falsa amizade, ou uma miragem no meu pensamento.



O meu celular começou a tocar era o Jamie, meu melhor amigo. As saudades começaram a apertar no meu coração, senti o meu estomâgo se revirar e uma vontade enorme de voltar correndo para casa, para a casa que não via há mais de 5 anos, que não sentia o seu cheiro, o cheiro das pessoas daquela casa, da comidinha da minha mãe. Até podia imaginar a minha mãe me dizendo “ Filha, como você está magrinha!”. Eu sorri com o pensamento e com imagem do rosto da minha mãe sorrindo naqueles fins de tarde tão quentes. Eu sai do pensamento e atendi o celular. Rápidamente limpei as pequenas lágrimas que se formaram no meu rosto.



– Jamie, tou com tantas saudades de você! – eu disse.



– Amor, o que foi!? Que vozinha é essa!? – ele disse preocupado.



– Nada, só saudades. E você!? Como está!? – eu disse rindo baixo, enquanto me sentava no chão do banheiro.



– Eu tou bem e você!? Não me parece, que você esteja gostando do seu novo trabalho!



O que aconteceu!? – ele era a pessoa que mais me conhecia. Que só de escutar a minha voz sabia tudo o que estava acontecendo.



– Eu tou gostando, sim! Alías se prepara porque eles vão conhecer a minha fúria! E você sabe como eu posso ser implacável! – eu disse e ele riu.



– Agora, até eu tou com medo de você! – ele disse rindo.



Nós estivemos mais algum tempo conversando e depois eu desliguei! Aquele silêncio me fazia bem, aos poucos fui – me deitando no chão. Eu escutei baterem na porta do quarto, mas acham que eu ficar com medo de enfrentá – los!? Claro que não, eu queria olhar na cara de cada um deles, nos olhos, e mostrar que não estava nem aí para aquelas palhaças! Nunca fui de fugir das coisas, não era agora que iria fazer isso!



Eu abri a porta rápidamente e olhei para o rosto do Bill que estava na minha frente com a mão levantada, preparada para bater de novo na porta do quarto.



– Então como é!? Vão ficar aí plantados na minha porta ou vão dizer o que querem!? Não tenho tempo para brincadeiras de gente palhaça! Se enchem de ar para se acharem grandes homens, e agora estão aí plantados sem dizer nada! Façam - me um favor! – eu disse fria em tom de deboche, encarando os quatro. Eles pareciam bastantes desconfortáveis com as minhas afirmações.



– Juli...foi só... – o Bill ia dizer mas eu o cortei.



– Uma... – eu comecei a gargalhar – brincadeira!? Juli!? Alguma vez eu disse que você podia me chamar assim!? Disse!? – eu disse quase gritando.



– Não! – ele disse envergonhado.



– Não finga ser meu amigo, quando não é! Não é, escutou bem!? – eu disse e virei as costas a eles.



Eu fechei a porta violentamente, eu sempre me deixava levar, sempre acabava me arrependendo de fazer amizade com alguém, porque acabava sofrendo. Eu me sentei no chão e passei as mãos na minha pele tentando tirar toda aquela tinta nojenta do meu corpo, eu queria arrancar a minha pele de qualquer jeito. Eu pensei que com esse novo trabalho tudo fosse simplificar, melhorar, mas só piorou e eu acho que ainda vai piorar mais, muito mais.



Eu tomei o meu banho e limpei o quarto. Abri a porta novamente, já com o meu pijama vestido e preparei o jantar deles sem dirigir uma única palavra.

Pijama: http://www.polyvore.com/pijama_da_juli/set?id=41275836



– Vai ficar sem falar com a gente!? – disse o Tom num tom debochado.



– Julieta, eu queria falar com você. Será que... – o Bill disse baixo querendo tocar nos meus cabelos, eu me desviei antes que ele me toca – se.



– Sobre trabalho!? – eu perguntei o encarando.



– Não. Sobre o que aconteceu! – ele disse sério.



– Então, não! Não vou falar com você, me desculpe! – eu disse olhando nos olhos dele séria.



– Porque é tão dura comigo!? Foi só uma brincadeira! – ele disse irritado.



– Olha aqui, você fixa bem estas palavras” É Guerra!”. Eu não vou perdoar fácilmente, nem pensar, além disso não havia nenhuma clausula no meu contrato que me obriga – se a falar com você, sem ser sobre trabalho! Você acha o que!? Que pode fazer essas brincadeiras, que ninguém vai ficar bravo!? – eu disse séria colocando as mãos na cintura. - Pronto, o jantar está feito. – eu disse colocando as últimas coisas na mesa.



– Vai, Juli! Não fica assim! Foi só uma brincadeirinha! Só para dar boas vindas! – disse o Gus sorrindo para mim.



Agora esse gordinho de óculos também tá querendo me tirar do sério!? Affffffff!!!! Tá fazendo de propósito, eu odeio quando fazem isso de propósito.



– Nossa, que brincadeira legal! – eu disse sorrindo diabólicamente. – Me chamem na próxima para participar ou fazer uma participação especial! – eu disse gargalhando.



– Me dá uma cerveja agora! – disse o Tom em tom de ordem. – E vê se cala essa boca, eu tou cheio de você, da sua voz Julieta! – ele disse me encarando e se aproximando de mim.



– Tá cheio!? Eu que tou cheia! Cheia de você, da sua prepotência, arrogância! Se acha superior mas não é! NÃO É! – eu disse irritada.



– Você quer ter a vida que a gente tem, mas nunca terá! Tá se roendo de inveja e não admite! – ele disse quase com o rosto a centímetros de mim.



– Inveja!? Você não é amado por ninguém! Você tem uma imagem falsa na frente das suas fãs, elas amam um cara que não existe! Você quer que eu tenha inveja de você!? Eu sou autêntica, verdadeira, eu digo o que penso! Eu sou assim, não me escondo e não tento fingir o que eu não sou! Os meus amigos são verdadeiros, as pessoas que me amam, me amam pelo o que eu sou, não por uma pessoa que eu criei. – eu disse irritada.



– CALADA, AGORA! ME DÁ ESSA CERVEJA AGORA! – ele gritou completamente vermelho de raiva de mim.



Ah, garoto, é agora! Se prepara para conhecer a doce vingança da Julieta, ou será mais salgada!? Ahahahahah, se preparem que agora eu vou me vingar.



Eu peguei um copo e coloquei a cerveja, depois coloquei uma quantidade de sal misturada. Querem infantilidade, eu também sei ser infantil! Eu dei a cerveja a ele e ele sorriu satisfeito.



– Muito melhor agora! Tá vendo como você fica muito mais bonitinha assim, caladinha! Ainda bem que você entendeu como as coisas funcionam por aqui! – ele disse sorrindo vitorioso.



Eu rolei os olhos, e sorri por dentro. Eu tava morrendo de curiosidade para saber como ele reagir. Tadinho, ele tá achando que venceu essa parada, bem pode ficar esperando sentado. Acho que vou comprar um banquinho para ele se sentar.



– É, Tom! Eu entendi perfeitamente! – eu disse e os outros me olharam surpresos. Assim, que ele começou a beber cuspiu tudo na cara do Georg e eu comecei a rir.



– Tava boa a cevejinha!? Fresquinha ou será mais salgadinha!? Quer alguma coisa para acompanhar!? – eu disse rindo sem parar.



– Eu posso sugerir, vadias para prato principal! Você gosta, né!? Seu prato favorito! – eu disse com a barriga doendo de tanto rir.



– Você não deveria ter feito isso! – ele disse irritado e indo à geladeira pegar água.



Só que a água também tava contaminada, tadinho! Contaminada com laxante! Aquele garoto vai morrer, hoje! Vai morrer no banheiro, eu coloquei um laxante super forte! Nunca, que esse garoto sonhou que encontraria uma adversária à altura dele. Ele bebeu e correu até ao banheiro que nem um louco.



– Nunca se meta comigo, vai perder sempre! – eu disse rindo.



O Bill me olhava furioso.



– Qual é, pensava o que!? Que eu era alguma garota boba, que caí aos vossos pés e fica implorando pela vossa atenção! Se olhem ao espelho primeiro! – eu disse e o Bill me olhou feio.



– Porque fez isso com ele!? – o Bill disse.



– Achou que a tinta e o tapa iam ficar sem troco!? – eu disse irónica.



– Não gosto desse seu lado! – ele disse surpreso.



– Bill, você tava do lado deles! Não fez nada, quando o seu irmão começou com essas idiotices. Agora, eu é que sou a culpada!? – eu disse o encarando.



– Mas... – ele disse baixando a cabeça.



– Não pense que você tá perdoado, porque não está! Eu pensava que era meu amigo, mas agora, pode esquecer. Ficou do lado deles, vai se ferrar igualzinho a eles. – eu disse cínica.



– Julieta, não! Isso não pode ficar nesse clima! – ele disse segurando o meu braço quase implorando com o olhar. Eu tirei a mão do meu braço.



– Pode e vai ficar! Se prepare, porque ninguém me humilha e fica por isso mesmo! Eu sou muito boa, mas não tragam a minha raiva à flor da pele, porque sempre se arrependem. Quando é guerra, é guerra! – eu disse saindo e indo para o meu quarto.



Antes de eu entrar no meu quarto, o Bill voltou a segurar o meu braço muito forte.



– Me solta! – eu disse me debatento.



– Não faz isso, nós tavamos ficando amigos. – ele disse me olhando. – Eu não quero perder a sua amizade.



– Exato, passado, estavamos, não estamos mais. Melhor, não somos mais amigos! – eu disse e ele começou a segurar o meu rosto forte com as suas mãos.



– Somos, sim! Porque você mudou de repente!? Ficou fria, vingativa. – ele disse me encarando.



– Me deixa em paz, eu não tenho que responder a nada para você. Eu sou desse jeito mesmo, se não gosta não posso fazer nada. – eu disse olhando nos olhos
dele.



– Não é, você mudou por causa dessas brincadeiras. – ele disse me olhando sério.



O Tom entrou na sala, com uma cara de agonia, ele não parecia muito bem. Ok, agora eu fiquei preocupada com aquele idiota ambulante.



– Tom, está tudo bem!? – o Bill perguntou preocupado.



– Eu tou um pouco agoniado. – ele disse baixando a cabeça.



O pior de tudo, eu tenho coração de manteiga e me arrependo logo. Eu até posso querer me vingar, mas tenho um defeito gigante, me preocupo mesmo com os idiotas. O Bill sorriu para mim.



– O que foi!? – eu disse.



– Eu sei que vai ajudá - lo – ele disse sorrindo.



Eu dei de ombros e fui pegar um remédio. Preparei o remédio e fui até ao Tom.



– Você não merece, mas toma isso! Você vai melhorar, eu prometo! – eu disse e ele me olhou desconfiado. – Pode tomar, eu juro! – eu disse passando o copo com o remédio para ele.



Ele tomou devagar. Eu fiz uma sopa de galinha, para ele melhorar. Assim que terminei, eu servi e dei a ele. Ele comeu, parecia que tava melhorando.



– Obrigada, eu tou me sentindo melhor! – ele disse um pouco abatido. – Desculpa, eu exagerei muito.



– Que bom! – eu disse. – Você tá com frio!? Quer alguma coberta!? – eu disse e ele sorriu.



– Se você não se importar! Gostei da sua pantufa de pinguim! – ele disse sorrindo e eu retribui.



– Sabia que você não era assim! – o Bill disse querendo me abraçar.



– Não quero abraços, me solta! – eu disse.



– Não fica zangada comigo, vai! Você é muito bravinha! – ele disse me seguindo até ao quarto. – Quem usa pantufa de pinguim, não pode ser tão bravo assim! – ele disse rindo.



– Uff, você não vai desistir pois não!? - eu perguntei enquanto procurava algumas cobertas num armário.



– Não, nunca! Nunca tinha visto ninguém assim, tão sincero! Tão expontânea nas suas reacções que não fica rindo das nossas piadas porque sim! Que é tão autêntica! Que reage, tudo no minuto, com uma intensidade assustadora! – ele disse e eu ri.



– Você é mau! Tá me amolecendo e sabe disso! Sorte sua de ser bom com as palavras tou quase, quase amolecendo! – eu disse e ele riu.



Nós voltamos à sala, e eu cobri o Tom carinhosamente, ele frágil daquele jeito me fazia amolecer um pouco apesar de tudo o que ele tava fazendo.



Ele segurou a minha mão e ficou me olhando nos olhos de um jeito estranho, eu não conseguia decifrar o olhar dele. Era diferente de todos os olhares que já tinhamos trocado, não era ódio nem nada semelhante.



POV Julieta off



POV Tom on



Assim que eu toquei a mão dela, mil e uma sensações percorreram o meu corpo, os meus pêlos se arrepiaram por completo. Quando eu vi, os nossos rostos estavam muito próximos, quase colados, eu eliminei os poucos milímetros que nos separavam. Eu cedi, cedi ao desejo que estava me consumindo como se fosse um fogo. O perfume dela era como um fogo para os meus sentidos, ele me queimava de desejo, mas o mais complicado era admiti – lo para mim mesmo e nunca iria conseguir admitir
isso para ninguém.



Os nossos lábios se movimentavam loucamente, as nossas línguas batalhavam por espaço na boca um do outro, era uma batalha louca. Não havia como parar, o gosto dela tava me enloquecendo, era diferente, era um vício que eu não podia deter, era como se o meu sangue, as minhas veias, todo o meu corpo grita - se por mais uns minutos daquele beijo maravilhoso. As minhas mãos puchavam a nuca dela para perto enquanto as mãos dela apertavam a minha camiseta e a coberta que ela tinha colocado sobre o meu corpo.



Quando nos separamos por falta de ar, ela me encarou nervosa e confusa. Parecia que tava com medo do que viria depois.



– Você tá melhorando, eu vou para o meu quarto! – ela disse me virando as costas.



Como!? Ela tava me deixando ali sozinho!? Isso nunca aconteceu! Sempre fui eu, que deixei as garotas, não eram elas que me deixavam. Isso tá tudo errado! Eu tou esquesito, as coisas que estão acontecendo desde que essa garota entrou na minha vida, os meus sentimentos, as minhas prioridades estão todas trocadas.

POV Tom off

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