domingo, 12 de maio de 2013

Make Me Pure - Capítulo 10



POV Bill on



O que iríamos responder para o David quando estava tão óbvio que tinhamos culpa e que tudo fazia parte de um plano infantil para ela não ir embora!?



– Eu não quero acreditar no que eu tou vendo! – ele disse pegando o frasco de calmante que estava na minha mão e o pano da mão do Gustav. - Vocês a adormeceram! Não podem obriga – la a ficar. Quando ela acordar vai matar vocês! Ela vos protegeu, sabiam!? Eu juro que não consigo acreditar, estão me decepcionando tanto. – ele disse irritado.



– Mas...David! Nós não sabíamos o que fazer! Queríamos que ela fica – se e não fosse embora por nossa culpa. Precisavamos de tempo para pensar alguma coisa para corrigir essa situação. Protegeu!? – eu disse surpreso.



– É, protegeu! Ela não me contou nada daquelas brincadeiras, ela pensava que eu não sabia e não queria vos meter em problemas! – ele disse nervoso enquanto tirava os cabelos dela da frente do rosto.



Nós ficamos surpresos, nem imaginávamos que ela iria fazer uma coisa dessas.



– Nós vamos cuidar dela, prometemos que não vamos fazer mais nada. – o Tom disse arrependido.



– Tom, você só aprende quando as coisas chegam nesse limite. Não entendo, juro! Uma garota dessas, que tem uma história de vida super complicada, que tem que aguentar com cada coisa e vocês a tratam desse jeito. Ela não merece. Se vocês imaginassem só metade daquilo que ela enfrentou e tem que enfrentar, não estariam fazendo essas coisas. – ela disse mais calmo.



– Como assim David!? É aquela história do irmão dela!? – o Gustav disse confuso.



– Isso e não só. Mas eu não vou contar, é a privacidade dela e não tenho direito de fazer isso. – o David disse enquando acariciava o rosto dela.



– Ah, então quer dizer, que para você ela conta a vida dela e para a gente que somos os amigos, não!? – eu disse com raiva.



Eu sou amigo dela e ela nunca me conta nada.



– Bill, ela não me contou nada! Eu descobri antes de ela vir trabalhar com a gente. – ele disse. – Alías, ela é discreta com a vida dela, não conta nada. – ele disse sério.



– Eu sei, mas pensei que tivesse desabafado com você. – eu disse envergonhado.



– Não! Agora vamos deixá – la em paz. E vocês tem coisas para fazer. Todo o mundo saindo daqui, que ela tem que descansar. – ele disse nos expulsando do quarto.



POV Bill off



POV Gustav on



Eu não queria que isso tivesse ido por esse caminho. Eu quero o bem dela, eu vou cuidar dela e pedir desculpas por aquele ataque de ciúmes. Mas eu gosto dela, eu não quero que ela se machuque. Se ela começar a se interessar pelo Tom, é isso que vai acontecer, ela vai se machucar e muito. Só queria protege – la, mais nada.



O meu coração parou quando ela disse que ia embora depois da nossa discussão. Eu tinha que evitar que isso acontece – se, mas não me senti bem quando a obriguei a dormir. Eu só queria ter tempo para pensar em alguma coisa para convece – la que ir embora não era solução. Fiquei com uma sensação de borboletas no estomâgo quando ela adormeceu nos meus braços, com a sua cabeça tombando para trás se apoiando no meu ombro, conseguia sentir a sua respiração batendo no meu pescoço, provocando vários arrepios na minha pele. Os meus olhos não conseguiam desgrudar do seu lindo rosto, ficou tão tranquila, tão calma, linda, com aquele jeitinho puro dela, tão delicado e bravinho ao mesmo tempo. As nossas peles se tocando e me provocando pequenos choques eléctricos tão gostosos me fazendo arrepiar por completo. Sentir coisas que nunca soube o que eram! Estava sendo estranho para mim. Eu não sabia exatamente como gerir tudo isso.



POV Gustav off



POV Tom on



Eu estava estranho, quanto mais a machucava, mais eu a queria perto de mim. Parece coisa de maluco! Os nossos dois beijos não saiam da minha cabeça, a boca dela tão perfeita e sauve. Parecia que ela ficava me pedindo por beijá – la! Eu não sei o que fazer mais, tou muito confuso. Eu não sei o que sinto por ela, por aquela garota que veio tirar todas as minhas teorias do lugar sobre mulheres. O pior de tudo é que se ela fosse embora eu iria ficar infeliz, iria sentir a falta dela. O meu coração apertou de um jeito forte e descontrolado quando ela falou em abandonar o estágio! Ela me enloquece e me confude! Eu não sei mais o que pensar ou como defenir os meus sentimentos.



O que mais me irritou naquele plano, foi eu ter que a provocar! Porque eu!? Não poderia ter sido o Georg ou o Bill! Porque o Gustav tinha que a segurar no seus braços e não poderia ser eu!? Isso me irritou, só sentia vontade de socar o Gustav até ele a soltar.



POV Tom off



Dois dias depois....



POV Bill on



Estes últimos dois dias foram calmos, nós conseguimos pensar no que iríamos fazer para não perder a Julieta. Pensamos em levá – la para um jantar especial, numa boate para dançar, nós só queriamos provar que ela poderia confiar na gente e que não tería que abandonar o estágio por causa das nossas besteiras.



Ela nesses últimos dias dormiu tão profundamente, nós ficavamos vigiando sempre que tinhamos algum tempo livre e a aconchegando nas cobertas.



Eu ia até ao quarto dela, quando o Tom me chamou.



– Bill! – o Tom me chamou.



– Sim!? – eu respondi.



– Você vai ve – la!? – ele disse sem me encarar.



– Vou! Você quer vir comigo!? – eu disse sorrindo.



Meu irmão pensa que me engana.



– Sim, eu quero! – ele disse sorrindo e se levantou.



Nós abrimos a porta lentamente e espreitamos, ela continuava tranquila dormindo.



– Eu acho que demos algo muito forte! Ela tá dormindo à tanto tempo, chega a ser assustador. – o Tom disse preocupado.



– Eu também acho! Tenho medo da reação dela quando acordar e que não a consigamos convencer a não nos abandonar. – eu disse triste.



De repente vimos as mãos dela se mexendo, os olhos dela tentando se abrir ainda com esforço.



– Julieta!? – o Tom a chamou correndo para perto dela.



– Humm....- ela sussurou ainda desorientada.



– Tom, ela ainda tá sob efeito de calmantes. – eu disse acariciando a testa dela.



– Eu...onde!? – ela disse baixinho.



– No onibus da banda, Juli! – eu disse e ela tentou se levantar sem sucesso.



Nós a ajudamos a sentar na cama com calma.



– Julieta, você se sente bem!? – o Tom perguntou apertando os dedos dela com os dele suavemente entrelaçados.



Ele deve pensar que eu sou cego, que eu não tou vendo o que está acontecendo com ele e com o Gustav. Só faltou sairem no braço quando queriam entrar no quarto dela para ver se estava tudo bem.



– Eu....tou....um...pouco....tonta. – ela disse pausadamente, mas aos poucos ela ia ficando mais consciente.



– Juli...nós...queríamos...- eu disse a medo.



– Porque fizeram aquilo!? – ela perguntou agora mais consciente e me encarando.



– Não queríamos que você fosse embora, não sabe como iríamos ficar tristes e abalados se você fizesse isso. Nós gostamos de você e muito. – eu disse baixando a cabeça. – Nós queríamos te levar a jantar num sítio especial.



– Isso tudo para eu ficar!? Até estão me subornando com um jantar! – ela disse séria e arqueando a sombraçelha fazendo um bico fofo. Eu vi o Tom sorrindo discretamente.



– Quer dizer...não é...suborno...,por favor!? – eu disse fazendo aquela carinha irresistível de cachorrinho sem dono.



– Ah, pelo amor de deus! Você ainda vai ficar fazendo essa carinha para mim. Olha só o que eu tenho que aguentar. – ela disse e depois riu baixinho.



– Mas pelo menos o jantar, depois você decide se quer mesmo ir embora! E se quiser nós prometemos não impedir! – eu disse e ela ficou nos olhando com uma expressão de curiosidade.



POV Bill off

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