Nota da autora: Oi, gente! Nossa, tá tão ruim assim!? Vocês não deixam nem 1 review. Isso me deixa bem triste. Eu ia adorar se vocês comentassem. Bjs e espero que se animem. :D
POV Gabi on
– Podem vir, mas eu continuo irritada, já vou avisando. – Disse abrindo a porta de casa.
– Tudo bem. – Disse Tom.
Eles me seguiram até à audição. Me sentei esperando da minha vez e eles se sentaram ao meu lado sem dizer uma palavra. Até que passou mais uma hora e eu fui chamada para fazer o teste. Eu tentei para cantar mas não conseguia me lembrar da letra, acho que era do nervoso, a melodia da guitarra também não estava bem, eu tropecei e acabei caindo no chão. Assim que o teste acabou, eu sai dali e fui me sentar nas escadas da saída da faculdade. Já sabia que não tinha ficado aprovada de certeza, o meu sonho foi destruído outra vez, mais outro ano assim. A culpa foi minha, mas tudo bem eu ia dar a volta por cima. Fiquei quieta com os meus pensamentos, com os joelhos encostados ao peito e a cabeça escondida entre as pernas. Só precisava me acalmar. Eles foram à minha procura, e o Gustav me viu ali sentada acabando por chamar a atenção dos outros.
– Olhem! Ela está ali! – Disse ele apontando para as escadas.
– Vamos lá! – Disse Georg.
Eles se aproximaram de mim e se sentaram ao meu lado e eu ainda não tinha dado pela presença deles. Até que senti um peso no corpo, e vi que eles estavam abraçados a mim. Eu retribui o abraçado em cada um. Encostei a cabeça na parede sem dizer nada.
– Não fica assim! Acontece. – Disse Bill passando as mãos no meu cabelo.
– Ah, tudo bem. Isto também não era assim tão importante. – Disse tentando não dar importância ao assunto.
– Não é bem assim. Nós sabemos que era muito importante para você. Não precisa de esconder isso, como faz com tudo. Deixa de tentar ser sempre forte, o tempo todo. Isso não faz bem. – Disse o Bill olhando nos meus olhos.
– Eu prefiro assim, é melhor para mim. Não quero piedade de ninguém, entende isso. Eu odeio isso você sabe. – Disse para ele, com os olhos fixos nos dele.
– Não é uma questão de piedade. É uma questão de deixar que entrem no seu mundo, não só naquilo que é bom, mas deixar que te ajudem no que é ruim. Você ajuda os outros, porque não deixa que os outros te ajudem!? – Disse Tom tentando seguir o raciocínio do Bill
– Eu sou assim e se não o fosse, eu não teria aguentado tudo o que já tive que aguentar. Eu não quero falar mais disso, ok? – Disse desviando o olhar.
– Não, não pode. Você nunca fala disso, se escondes, se fecha de um jeito tão duro. Não pode ser desse jeito! Não fala da morte dos seus pais, nem do seu irmão, não falou quando acabou com o seu namorado, não falou o ano passado da audição que não conseguiu e agora não quer falar do que aconteceu hoje! Se abre um pouco! Nem com a gente que somos os seus melhores amigos, você não fala! Só escuta os nossos problemas e os dos outros, já pensou um pouquinho em você para variar? – Disse Tom me olhando sério.
– Olha eu não vou ficar escutando isto! Eu sei que você tem boas intensões, e que querem me ajudar, mas eu sou assim! Eu prefiro ficar com os meus sentimentos bem lá no fundo! Não quero falar, não gosto de falar sobre essas coisas, portanto acho que vamos fechar o assunto por aqui, ok? – Disse seria.
– Não! Não vai se fechar mais uma vez, nós não vamos deixar. – Disse autoritário para mim.
– Me deixem em paz! Que chatos, me deixem ficar assim! – Disse me levantando e pegando na minha bolsa.
– Não, já disse que não! – ele me segurou com força, me fazendo olhar para ele.
A minha expressão era dura e de raiva. Eu não queria falar nada, eu queria sofrer sozinha, com sempre!
– Me solta! Se eu disse que não falo, não falo e acabou! – Disse o empurrando.
O ambiente era muito tenso.
– Por você ser assim é que ninguém te aguenta! Nem os seus pais, nem o seu irmão te aguentaram. Tudo o que está perto de você, morre ou se afasta! Nem o seu ex – namorado te aguentou, nem sei como nós te aguentamos. Nunca vai ser feliz assim. – Disse ele.
Eu fiquei imóvel, e acertei um tapa nele. O rosto dele ficou muito vermelho, com a força que eu fiz, e sai dali correndo como senão houvesse amanhã. Já longe dali as lágrimas escorriam pelos meus olhos. Eu queria sumir, não ser mais encontrada. Será que ele tava certo!? Caminhei sem destino, já era de noite e eu continuava caminhando. Não tinha feito mais nada, se não andar horas sem parar. Tava morrendo de dor de cabeça de tanto chorar, eu estava sofrendo, só achava que não tinha que fazer os outros sofrerem com os meus problemas. Me sentei num banco de jardim e fiquei dormindo lá, pois acabei sendo vencida pelo cansaço, e já nem sabia onde estava.
Será que teria coragem para voltar para casa? Depois do que aconteceu eu não ia ter vontade de discutir com o Tom de novo. Agora começava a entender que nós os dois tínhamos perdido a razão. Mas eu fui uma idiota com ele e não queria ter batido nele. E agora? Iria perder a amizade dele para sempre? Só espero que não, eles são todos tão importantes para mim! Acho que tinha que aprender a confiar mais, mas será que seria capaz!? Já tinha sofrido demais. A minha cabeça dava mil voltas.
Enquanto que em casa…
– Será que ela está no quarto? Será que ela voltou? – Disse Gustav preocupado.
– Tom, você foi um idiota com ela! Eu sei que você tava certo, mas no fim exagerou, quando falou dos pais e do irmão! Você sabe que ela só tem a gente e você faz uma coisa dessas! – disse o Bill.
POV Gabi off
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