terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Capítulo 13 - Broken Heart



POV Tom on

– Eu sei, já me arrependi mil vezes disso! Só queria ajudar e acabei piorando as coisas! Droga, ela também me deu um tapa! – eu disse irritado com o que aconteceu.

Enquanto isso o Gustav voltou do quarto dela…

– Galera, as roupas e as coisas dela estão todas no mesmo lugar! Ela não veio a casa ainda! Já é de noite e ela ainda não apareceu! – ele gritou nervoso.

– Merda! Será que ela não vem dormir em casa? E se ligássemos para as amigas dela? – disse o Georg.

– Boa idéia, vamos fazer isso! – Disse Bill com esperança.

Bill foi buscar a agenda dela e acabou por cair um papel, parecia um recadinho que dizia: “ Um dia eu quero desaparecer de vez, que a dor que sinto me mate de vez, para sempre! Estou cansada de sofrer, o meu peito doí tanto, qualquer dia eu não vou aguentar mais”.

Bill engoliu em seco, quando leu. E se ela fizesse alguma estupidez? Será que esse desaparecimento dela, ela tinha feito alguma loucura?

– Bill, o que foi? – eu disse para o irmão.

– Lê isso! – ele me entregou o papel.

Eu fiquei assustado também, eu tava começando a ficar com medo. O Ge e o Gus também leram e também ficaram assutados com aquele papel.

– Meu deus! Será que…? – eu disse e o Ge me interrompeu.

– Não, ela não ia fazer isso, né? – ele disse nos olhando.

– Não, claro que não! – Disse Gustav.

– Se ela fez alguma coisa, eu não vou me perdoar! Eu não queria faze ela sofrer! – eu comecei a chorar com medo que aquele silêncio fosse a resposta que eu não queria ter.

– Calma, vamos perguntar às amigas dela! Pode não ter acontecido nada! – Disse Bill tentando se manter calmo.

Ligamos para todas as amigas dela, mas ninguém sabia dela.

– Ninguém sabe de nada. E agora? – Disse Georg assustado.

– Vamos separar – nos e procurá – la! – Disse Gustav pegando nas chaves do carro.

– Vamos. O primeiro a encontrá – la liga para os outros. – Disse Georg.

Saímos de casa, e foram para cada carro, tentando encontrá – la. Mas não a encontramos ,já era de manhã e nem sinal de vida dela. Decidimos voltar para casa.

Enquanto no jardim…

Eu acordei com o corpo doendo e resolvi ir para a praia mais próxima dali. Precisava de escutar o mar e pensar em tudo o que tinha acontecido. Acabei por me sentar na areia e ficar bem quieta escutando o mar, eu sabia que ele tinha alguma razão no que me disse, mas como ele foi capaz de colocar os meus pais e o meu irmão na nossa conversa. O meu celular já tinha umas 50 ligações deles, mas eu não tinha capacidade de conversar com eles agora. Fiquei lá todo o dia  já eram umas 22:00h e ainda continuava ali sentada, sem me mexer. Agora estava frio e começou a chover sem parar. Mas eu não ia sair dali, estava cansada, o meu corpo estava cansado, eu não comia há quase 2 dias.

Em casa…

– Isso está começando a ficar muito estranho! Mesmo quando ela briga com a gente, ela não fica tanto tempo fora de casa! – Disse Gustav sentado no sofá.

– Mas onde ela se meteu ? Nem atende, nem manda nenhuma mensagem! Ainda por cima está a chovendo muito! A nossa menina, eu quero ela de volta! – Disse Bill muito nervoso e as lágrimas caindo pelo rosto.

– Espera! Tive uma idéia! Já sei onde ela pode estar! – eu disse de repente.

– Onde? Diz logo! – Disse Georg olhando sério para mim.

– Na praia! Ela gosta de praia quando está triste! Lembram daquela praia no norte da cidade, ela gosta de lá! – Disse ele mais animado.

– Vamos para lá! – Disse Bill ficando também mais animado.

Na praia…

Eu me deitei na areia e a chuva caia sobre mim. Eu comecei a me sentir cansada e acabei pegando no sono. Era um sono pesado que me envolvia numa escuridão e num monte pesadelos. Eles chegaram à praia e se dividiram a praia era grande, de forma a serem rápidos para me procurarem.

Depois de 30 minutos, Bill viu um vulto deitado na areia e decidiu se aproximar apesar de com medo. Quando começou a ficar mais perto, reconheceu aquelas roupas e percebeu que tinha a encontrado, começou a correr para verificar se era ela. Ao chegar perto dela, uma sensação de alivio percorreu o corpo dele, as lágrimas saíram involuntariamente pelos seus olhos. Ele passou as mãos no cabelo dela, e começou a chamá – la.

– Gabriela? Gabriela? – Bill chamou.

Eu não respondia, estava tão cansada que pensei que estava sonhando.

– Gabriela!? Gabriela!? Está me escutando? – Disse ele um pouco aflito.

Eu comecei a perceber que não estava sonhando e comecei a me mexer e a levantar.

– Ãh? – Disse ainda atordoada.

– Ai, meu deus! Você está bem? – Disse olhando para mim.

Eu me assustei e comecei a me afastar dele.

– Calma, sou eu! Não te vou fazer mal! – Disse se aproximando de mim.

– Desculpa, deixei vocês preocupados! Desculpa, desculpa. Eu não fiz por mal, desculpa! – Disse o abraçando muito nervosa e tremendo muito.

– Calma, está tremendo! Nós também não estivemos bem, nos desculpa também! – Disse ele retribuindo o abraço.

Eu baixei a cabeça.

– Vamos, os outros vão ficar felizes por te verem. Você precisa de um banho e comida. Está muito molhada. – Ele disse.

Nos levantamos da areia e seguimos juntos até ao carro dele. Ele colocou uma toalha no banco de trás do carro e eu me sentei. Ele ligou os outros dizendo que tinha me encontrado. Passado algum tempo eles apareceram.

Será que eu e o Tom nos vamos entender!? Eu estou com medo do que vai acontecer! Somos os dois demasiado teimosos para cedermos, eu conheço demasiado bem!

– Meu deus! Você está bem!? Ficamos tão preocupados preocupados! – Disse Georg se aproximando de mim e passando a mão no meu rosto.

– Nunca mais faz isso! – Disse Gustav me abraçando e eu o abracei carinhosamente.

– Tom? Desculpa, eu não queria ter feito aquilo! – Disse com lágrimas nos olhos.

– Ai, não! Mas fez! – Disse seco para mim

– Eu entendo que você não queira falar comigo! Aliás, eu só vou a casa buscar as minhas coisas e me mudar hoje para outro sitio. Não precisa mais me ver , ok! – Disse para ele muito triste.

Não acredito que a nossa amizade vai acabar assim!

– Não! Não, não faz isso! – Disse ele se aproximando de mim.

– Porque? Você não precisa de viver com quem você não quer! Eu não quero que sofra! – Disse com a cabeça baixa.

POV Gabi off

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