POV Regina on
– Ainda bem, que você já não está tão pouco receptiva a essa
mudança! Não me dá um beijo de despedida? Agora é assim que se faz ao mano? –
Disse ele cruzando os braços.
– Ah, ok, ok, desculpa! Vem cá! – Disse enquanto ele se aproximava
de mim e eu dei dois beijos no rosto e ele fez o mesmo.
– Muito melhor agora! – Disse sorrindo para mim.
– Te amo! Vou indo então, beijos! – Disse saindo.
-Também te amo! Boas aulas! – Disse Bill indo para a cozinha.
Nos dia seguintes eu já estava me acostumando com a minha
rotina. No sábado, eu tive uma idéia para compensar os meus irmãos de tudo o que
tinha acontecido e definitivamente depois desses dias eles precisavam de uns
carinhos. Saí de casa para comprar o nosso café da manhã, trouxe bolos, doces,
pão quente, só coisas gostosas. Voltei para casa e preparei uma mesa cheia,
eles ainda dormiam. Fui até ao quarto de cada um deles, o Bill e o Tom dormiam,
mas já era tarde e eu decidi acordá – los.
– Tenho uma mesa lá em baixo cheia de
coisas gostosas que vocês adoram. – Disse sorrindo para eles que estavam me
seguindo no corredor.
– Sério? Saiu para ir preparar o nosso
café da manhã? Mas você já devia ter comido! – Disse Bill.
– Sim, claro que sim! Mas eu comi algo
antes de sair! Agora vou comer de verdade com vocês, vamos? – Disse para eles.
– Como consegue? – Disse Tom do nada.
– Consigo o quê? – Disse sem entender
nada.
– Ser tão doce com a gente? – Disse ele.
– Não há hipótese de não ser! Eu adoro
vocês de mais! –Disse sorridente.
– Vamos, comer então! Estou morrendo de
fome. – Disse o Tom
Descemos e comemos, os olhos deles
brilhavam como se fosse natal, eu fiquei tão feliz, aqueles pequenos momentos
com eles, eram tão gostosos.
– Estavam com fome, hein!? Parece que
não comiam há seculos! – Disse rindo.
– É mesmo, estávamos morrendo de fome!
Aquele último pedaço de bolo de chocolate é meu! – Disse Tom.
– Não é não! É meu! – Disse agarrando o
pedaço, mas Tom se apressou a correr atrás de mim, eu ia subir as escadas, mas
ele prendeu a minha perna e eu cai ficando deitada nas escadas segurando o bolo
na mão. Ele me olhava como se fosse me matar pelo bolo, eu ri e esborrachei o
bolo na cara dele, só eu e o Bill riamos que nem loucos. Estávamos todos sujos
de chocolate, eu dei beijos pequenos na bochecha dele tirando o chocolate, que
ainda restava, rindo.
– Essa foi a sua sentença, mano! – Disse
a rir.
– Você é má! – Disse Tom fazendo bico.
– Pronto, pronto! Já sabia que você ia
ficar desse jeito pelo bolo, mas se eu só tão má assim, porque é que eu trouxe
outro bolo de chocolate que está na cozinha! – Disse
– Mesmo? – Disse ele me olhando e
querendo dar um beijo no rosto.
– Sim, não quero beijos seus, eu sou má
esqueceu?! – eu disse agora fazendo bico.
– Ohhhhhhhhhhhh, Billl! Bill, preciso de
ajuda! Ela não quer me dar beijinhos, porque a chamei de má! Qual é o castigo
para quem não faz o que os manos querem? – Disse Tom.
Eu o olhei confusa, sem entender nada,
quando os dois começam um ataque de cocegas. Ok, eu tive que dar beijos no Tom
e no Bill se não eles não paravam.
– Vou tomar um bom banho, estou toda
suja! – Disse rindo ainda.
– Eu também! – Disseram Bill e Tom ao
mesmo tempo.
De repente a campainha da porta toca e
eu fui abrir mesmo toda suja de chocolate. Nem imaginam quem era, o Georg. Será
que ele vai continuar sendo legal, ou vai sair me provocando!?
– Oi, Bom dia! – Disse para ele.
– Bom dia, Re! Está com um aspecto
delicioso! – Disse ele lambendo os lábios em tom de provocação.
– Tava demorando, não é!? Estou, não estou?
Pois é, mas não é para o seu bico! – Disse rindo e virando as costas.
Ele agarrou o meu braço e me olhou nos
olhos com uma profundidade muito estranha.
– Me solta! Os meus irmãos estão ali, se
é com eles que você quer conversar. – Disse séria.
– Não te vou soltar, nunca! – Disse num
tom de desafio me apertando cada vez com mais força.
– Ge, pára! Tá maluco garoto!? Tá me
machucando! – Disse gritando com ele.
Até que ele parou,
ficou assustado, com o meu grito, eu sai dali e fui tomar banho. Fiquei ali
dento de água sem me mexer, imóvel, com medo, ele tinha me assustado, com
aquele “Não te vou soltar, nunca!”. Mas eu não me deixar que ele provoque medo, nunca, ele que
se prepare que eu nunca vou cair na conversa dele. Tinha as marcas dos dedos no
meu braço, estava vermelho da força que ele fez. Afinal, quem ele pensa que ele
é?
POV Regina off
Enquanto na sala…
POV Bill on
– Ficou louco? Agarrar a minha irmã assim! – Disse fora de mim.
– Eu não quis assustá – la! Só estava
brincando! – Disse ele baixando o olhar.
– Nunca mais faz isso! Não vai conquistá
– la assim, só a vai afastar de você, é melhor desistirmos dessa aposta, foi
uma estupidez! –Disse Tom
– Não, vamos desistir, nada! Nós
apostamos e vamos até ao fim! – Disse Georg irredutível.
– Georg…- eu disse tentando que ele
volta - se atrás antes que fosse tarde de mais.
– Nem Georg, nem meio Georg, nós vamos
até ao fim e acabou! –Disse ele
– Eu não aguento mais isso, eu vou ver
ela, está demorando muito. – Disse subindo as escadas.
Eles ficaram na sala sentados em
silêncio, sem dirigir uma única palavra.
– Re? Posso entrar? – eu disse batendo
na porta.
– Claro, que pode, entra. – Disse ela.
Eu entrei no quarto dela e me sentei do
seu lado, na cama.
– Desculpa. – eu disse baixando a
cabeça.
– Pelo que? – ela disse levantando a
minha cabeça com a mão dela.
– Por não ter feito nada quando ele fez
aquilo. – Disse triste.
– Ei, não tem que se desculpar. Mano, eu
sei que ficou surpreso com aquilo, para além disso, ele é seu amigo, eu entendo.
– Disse ela fazendo carícias no meu cabelo.
– Mas, olha a marca no seu braço, está
vermelho dos dedos dele. – eu disse passando a mão na zona avermelhada.
– Não faz mal, aposto que ele também não
fez por mal. – Disse ela sorrindo triste.
– Desculpa, desculpa, desculpa…. – eu
disse a abraçando.
Eu não tava pedindo apenas desculpas por
aquilo, mas por não conseguir quebrar aquela aposta de jeito nenhum, apesar
dela nem imaginar isso!
– Pára com isso, se não vou mesmo ficar
chateada com você. – Disse séria e depois fez um sorriso amigável para mim.
– Ok, já parei. Quer descer comigo? –
Disse pegando na mão dela.
– Ok, vou descer com você. – Disse ela.
Descemos de novo à sala, e estava o meu
irmão mais velho, sentado numa ponta do sofá e o Georg noutra ponta, sem
falarem uma única palavra.
Pov Bill off
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