sábado, 6 de julho de 2013
Strange - Capítulo 14
POV Letícia on
A minha cabeça ainda estava pesada quando a Diana entrou no quarto do hospital. Eu me sentia cansada e muito sonolenta. Nós conversamos por alguns minutos, eu senti o desespero dela, eu não queria de jeito nenhum ve – la sofrer daquele jeito, chorando por mim. Nós estávamos conversando quando eu vi o Bill espreitar para dentro do quarto. Eu não queria ve – lo , ainda não estava com vontade, nem coragem para olhar para ele e voltar a enfrentar todas as humilhações de novo.
– Letícia, nós só queríamos saber se você está bem? – ele perguntou e eu o ignorei.
Eu não era assim e nunca tinha feito nada assim com ninguém. Eu virei o rosto olhando para a janela. Eu não queria ve – lo mais, nem ter que escutar a sua voz.
– Bill, é melhor você sair. Ela está cansada. – a Diana disse se levantando da cadeira.
– Não, Diana! Eu não quero sair, eu quero conversar com ela.- ele insistiu.
Não! Vai embora, vai! Porque isso agora? Nunca se cansa disso, de me humilhar, de pedir desculpas e depois querer continuar me humilhando.
– Bill, deixa isso para depois. – a Diana, insistiu com ele.
– Não. Letícia, olha para mim. Eu quero falar com você. – ele disse calmo.
Eu virei o rosto para olha – lo.
– Saí! – eu disse, o olhando nos olhos.
Eles me olharam surpresos, sem esperar aquela reação.
– Mas, Letícia. Eu quero falar com você, só um....- ele disse, mas eu o cortei.
Eu só queria que ele me ignorasse, me esquecesse, desde que cheguei aqui só soube tornar a minha vida num inferno.
– Eu quero que você me ignore, me esqueça! Me esquece de uma vez por todas. Eu não quero nunca mais olhar na sua cara, ter que ver esse sorriso idiota e cínico todos os dias. Eu cansei de você e das suas brincadeiras completamente idiotas. – eu disse.
–Letícia...- ele sussurrou surpreso.
– CHEGA! CHEGA, EU NÃO QUERO TE VER! ENTENDE ISSO! ME ESQUECE DE UMA VEZ! – eu gritei e a enfermeira Marta entrou.
– Eu disse, para não a deixarem nervosa. Ela está em recuperação, saiam por favor. Chega de visitas, por hoje. – ela disse, me ajudando a deitar na cama. – Letícia, minha querida, se acalma. – ela disse me aconchegando na cama.
– Amiga, desculpa. – a Diana disse se despedindo de mim.
– Diana, não pede desculpas. Você não teve culpa. – eu disse e ela deu um beijo na minha bochecha.
– Descansa, amanhã eu venho te ver. – ela disse e saiu do quarto com o Bill.
Ele parecia estar chocado com a minha reação, ele era arrastado para fora do quarto pela Diana.
POV Letícia off
POV Bill on
– O que aconteceu lá dentro? Era a Letícia que estava gritando? – o Tom me perguntou e todos me olharam.
– Era ela sim, que estava gritando. – eu respondi sério e ainda chocado com a reação dela.
– O que você fez? – o Fred perguntou me olhando sério.
– Nada. Ele não fez nada, a Letícia só não queria ve – lo. – a Diana disse séria. – A Letícia, ficou muito nervosa, ela precisa descansar. Amanhã, voltamos para ve – la. Ela precisa de paz e muita tranquilidade. Vamos. – a Diana disse me olhando.
Ela nunca tinha falado assim comigo, ela estava completamente machucada comigo. Ela tinha raiva, ódio e até medo de mim, eu vi nos olhos dela. Eu vi ela me olhando com medo, como eu nunca vi antes. As coisas ainda iriam ser mais complicadas do que antes. Eu saí do hospital e fui para o meu carro. Entrei e me sentei. Eu só queria uma chance, uma chance para falar com ela.
– Hey, o que aconteceu com você? – o meu irmão me perguntou.
– Tom, eu não sei. Eu só sei que nunca a vi daquele jeito comigo. Nunca mesmo, em nenhuma das vezes que fizemos aquelas malditas brincadeiras. Dessa vez, ela não quer nem me ver, não quer falar comigo, nada. Ela me ignorou e depois começou a gritar para eu sair. – eu disse suspirando.
– Sério? Bom, você sabe que isso poderia acontecer. Chegaria uma hora que ela iria ter ódio de você, ódio do que você fez com ela. Imagina você no lugar dela! Imagina, o que você sentiria? – o meu irmão me perguntou sério.
– É, você está certo. Eu sentiria ódio, muito ódio. – eu disse baixando o olhar. – Mas eu não queria que ela me odiasse, ficasse daquele jeito comigo. Eu não queria, eu juro. Você não imagina como fiquei aflito quando a vi daquele jeito no banheiro. – eu disse sem o olhar.
– Imagino. Eu estava sentindo tudo. Eu sei que você estava preocupado de verdade. Mas se está tão preocupado com ela e gosta tanto dela que nem está suportando que ela te ignore, admite que você está apaixonado por ela. Ela faz o chão sair dos seus pés, que você fica sem rumo quando a vê. – o meu irmão disse. – Porque com o caminho que isso está levando, eu acho que vou ficar com esse carro novinho! – ele disse rindo.
– Tom! Você não vai ficar com carro nenhum. Esse carro é meu e vai continuar sendo. Se prepara para perder o seu. – eu disse. – Eu não tenho que admitir nada, eu só não gosto que ela me olhe daquele jeito. – eu disse o olhando.
– Nossa, Bill! Você já mentiu melhor que isso. Tá aí morrendo de ciúmes de ve – la com o Mateus, dela estar te ignorando. Ela não te olhar com o carinho e o mesmo amor que você está sentindo por ela. Está morrendo de ciúmes, de não puder te – la nos seus braços, enquanto é o Mateus que a beija todos os dias, que é o namorado dela, que fica cuidando dela. Fica morrendo de ciúmes dela e não mente para mim que isso já está agoniando todo o mundo.– ele disse sério. – Eu posso não ser o cara mais romântico do mundo, mas estou vendo o que está acontecendo com você. Você fica a olhando quando ela não está vendo e fica parado a olhando com carinho. Ao mesmo tempo tá morrendo de medo de admitir que é ela, sim é ela, a sua alma gêmea. Que para você ela é especial e muito. Que por ela você faria qualquer coisa, qualquer coisa. Essas brincadeiras, é o seu jeito de tentar fugir da situação. Admite de uma vez! Você a ama e não está conseguindo mais esconder isso. – ele disse.
– Tom! O que aconteceu com você? Tá apaixonado por alguém? Falando desse jeito! – eu disse rindo. – Você tá com febre? – eu perguntei gargalhando.
– Hey, a conversa não é sobre mim. É sobre você. Eu não estou apaixonado! Eu apaixonado? – ele perguntou gargalhando. – Tá bom, Bill! Pára de brincadeira e não foge do conversa. Você gosta e muito dela. Se não gostasse não teria ficado todo desesperado, quase louco de medo dela poder morrer. – ele disse me olhando.
– Tá bom, eu gosto, eu gosto. Gosto muito dela! Eu a amo. Eu amo a Letícia. Eu fiquei apavorado, morrendo de medo que ela morresse. Eu já não consigo me imaginar sem ela, sem ela me olhando com aqueles olhos azuis que parecem fazer os meus olhos e o meu corpo pegarem fogo. Mas aquele cara, aquele Mateus, está sempre entre nós os dois. Ele está sempre impedindo de me aproximar. Eu não sei o que fazer, o único jeito que eu estava conseguindo me aproximar era com as brincadeiras. Mas dessa vez, deu tudo errado. Tudo errado, eu nunca tive tanto medo! Ela quando fala comigo, parece me entender como ninguém. É delicada, tentando me entender, sem me julgar. Dessa vez, ela disse que queria que eu a esquecesse de uma vez por todas, que ela nunca mais queria me ver. – eu disse sério.
– O Mateus está a protegendo. Eles são namorados, Bill. Com esse comportamento, você só a está afastando, mais nada. – o meu irmão disse.
– Eu sei, mas eu não quero. Eu odeio ve – los juntos, se beijando. Me dá vontade de vomitar e de bater naquele cara com toda a minha força. – ele disse fechando as minhas mãos em punhos.
– A sua única solução, é conquistá – la ou você vai continuar vendo eles se beijando e se pegando todos os dias sem fazer nada? – ele perguntou.
– Claro que não. – eu disse e depois percebi que tinha esquecido o meu celular dentro do quarto dela. – Eu esqueci o meu celular, vou ter que entrar. – eu disse e ele riu.
– No quarto dela? – ele perguntou e eu assenti.
Eu saí do carro, mas eu teria de entrar e passar pela enfermeira Marta. Seria impossível! Eu vi uma escada do lado de fora do hospital, decidi subi – la e consegui entrar no quarto dela pela janela. Com cuidado sem fazer qualquer som, fui entrando no quarto. Ela estava dormindo, com a sua pele ainda mais pálida e suando muito. Alguém deveria estar cuidando dela! Como a deixaram aqui, dormindo assim desse jeito? Agitada, mais pálida que o normal, eu fui me aproximando dela e comecei a acariciar os seus cabelos. Só queria que ela ficasse mais tranquila! Eu me aproximei do rosto dela e beijei a sua testa.
– Fica bem, por favor. – eu sussurrei.
De repente, escutei umas vozes e corri para me esconder atrás do sofá. Caraca, se elas me descobrem, vão me matar e nunca mais me deixam entrar aqui. Eu escutei duas enfermeiras entrando, conseguia ver de longe elas se aproximando da Letícia.
– Ana, ela está com febre e está muito agitada. – escutei uma delas dizer.
Elas deram alguns remédios à Letícia, parecia ser muito fortes. Ela ficou calma em poucos minutos.
– Ela precisa de descansar. Ela está sofrendo, Ana. Ela precisa que cuidem dela. Você viu o garoto de olhos verdes, acho que é namorado? – uma delas perguntou.
– Claro que eu vi, ele estava nervoso e muito preocupado. Super fofo, ele! Mas e o garoto de olhos castanhos, você viu? – uma deles perguntou.
– Vi, o mais alto, né? – uma delas perguntou e houve um silêncio. – Ele está apaixonado por ela, sem qualquer dúvida. Os olhos tristes dele quando ela o expulsou do quarto. Fiquei com pena! – ela disse.
Eu quero cuidar dela, eu quero. Eu sei que não tive as melhores atitudes, mas eu quero estar perto mais que nunca. Como assim? Todo o mundo já percebeu que eu estou apaixonado antes mesmo de eu ter percebido!? Ah, não! Nossa, se aquele Mateus, já percebeu isso, nunca mais me deixa me aproximar dela de jeito nenhum.
POV Bill off
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