sábado, 6 de julho de 2013
Make Me Pure - Capítulo 15
POV Julieta on
Eu ainda não conseguia acreditar que estava ali sentada, na frente dele. Depois, daquele tempo todo. Eu me sentia mal, mas sempre reagia com frieza quando as pessoas me machucavam.
– Julieta, eu...sei que foi difícil para você. Alías muito difícil, a sua mãe me contou nessa nossa última conversa, e eu nem sei como me desculpar com você, nem com o seu irmão. Eu era muito jovem quando casei com a sua mãe, eu tinha muitos sonhos, vivia muito iludido. Acabei, só fazendo bobagens o tempo todo. Eu deixei a sua mãe e vocês, porque eu queria concretizar meus sonhos, e eu achava que me afastando, eu iria conseguir me realizar. Nós estavamos enganados, o nosso amor já estava ficando um tormento, porque a sua mãe nunca conseguiu se realizar como bailarina e eu como chefe de cozinha. Mas, ter abandonado vocês foi tão ruim, depois meses depois, acabei encontrando a Teresa e tivemos a Joana e o Francisco. Ele é um bebe de 2 anos.
Eu sei que é difícil, você me perdoar, mas filha eu....eu te amo. – ele disse puchando as minhas mãos para junto dele.
– Que fácil, aparecer agora e me contar tudo, nesse momento! Largou tudo para realizar os seus sonhos, e os sonhos do meu irmão e da minha mãe!? Ele era uma criança, UMA CRIANÇA! A minha mãe era apaixonada por você! Fala como se tivesse sofrido com a nossa ausência, com esse seu abandono. NÃO SOFREU! NÃO SOFREU, NEM UM ÚNICO SEGUNDO! EU VI A MINHA MÃE SE DESTRUINDO POR VOCÊ! EU TE ODEIO POR ISSO, POR TUDO ISSO! POR AQUILO QUE VOCÊ FEZ COM ELES! EU NÃO SOU BOAZINHA, NEM COMPREENSIVA, NÃO SOU! CANSEI DAS VEZES QUE OS VI CHORANDO AMARGURADOS PELA SUA AUSÊNCIA E SEM QUE EU PODE – SE ALIVIAR ISSO! – eu gritava desesperada.
As palavras pareciam que tomavam vida pela minha boca, num total descontrolo.
– Meu amor, calma. Eu sei que está sofrendo por isso, mas eu nem esperava te encontrar. Eu precisava há tanto tempo de te ver! Eu compreendo tudo o que você falou e não tiro a minha culpa de tudo isso. Foi um covarde, mas o que eu mais quero é ter a oportunidade de perdão. – ele disse baixando o olhar.
– Mas porque não ligou, porque nunca falou com a gente se se arrependeu!? Porque se afastou esse tempo todo!? Sabe, o quanto a mãe e o Tiago sofreram!? – eu disse baixando o olhar.
– Eu posso imaginar, por aquilo que o seu irmão me disse. Você sempre foi forte, como ele me disse. Uma mulher de coragem! Eu tenho muito orgulho de você, no que você se tornou! Filha, você está uma linda mulher. Esses olhos verdes enormes, essa expressividade que você nunca perdeu. Me perdoa!? Me perdoa, por favor; por favor, por favor. Eu imploro pelo seu perdão, eu mudei, a vida me obrigou a mudar! – ele me pediu com as lágrimas descendo pelo seu rosto.
– Eu não sei! Eu te odiei por tanto tempo, por tanto tempo, que não sei se consigo te perdoar. Eu sei que pode parecer orgulho ferido. Também é um pouco, mas não só. – eu disse séria. – O meu irmão, como ele ficou!? – eu perguntei preocupada.
– Ele me perduou e ficou com vontade de conhecer os seus irmãos. Ele me contou que se apaixonou. Mas também me disse uma coisa. O seu irmão me disse que você nunca mais falou sobre mim desde que eu fui embora, só quando o seu irmão falava ou a sua mãe dizia alguma coisa. Outra coisa que eu reparei, foi que você nunca fala de você ou que você tá sentindo. Filha, você tá muito focada em proteger o seu irmão e sua mãe. Eles reparam nisso também, estão preocupados com você. – ele disse e eu desviei o olhar.
– Eu sei me cuidar e eles sabem disso! Eu não preciso de nada, nem estou demasiado focada em nada, eu estou bem. E vivi muito bem sem a sua preocupação esse tempo todo. – eu disse cruzando os braços.
– É disso que eles estão falando, você está muito na defensiva, filha! Tá há demasiado tempo tentando se proteger de todo o mundo. E aqueles garotos são seus amigos!? Algum, é o seu namorado!? – ele disse fazendo um bico.
– São meus patrões, nenhum deles é meu namorado. – eu disse seca.
– Mas aquele loiro de óculos e o outro de tranças estão interesados em você. Se eles te fizerem mal, eu acabo com eles! – ele disse fazendo uma carinha de ciúmes até engraçada.
– Engano seu, não estão interesados. Porque se interesariam por mim, quando são uma banda famosa e tem todas as garotas aos seus pés!? Você está errado! – eu disse decidida.
– Não estou. Você é diferente, tem um brilho especial, é forte, é determinada, sabe o que quer, não deixa ninguém mandar em você. Eles estão atraídos por você, por você ser tão desafiante. Por ser tão original, lutadora e linda. – ele disse sorrindo.
– Pára, tá fazendo isso para me amolecer. Não vai conseguir! Já teve a sua oportunidade, já conversamos. – eu disse séria.
– Te incomoda, que eu te conheça tão bem!? – ele disse e eu parei a meio do caminho enquanto tentava ir para a saída. – Eu era exatamente assim, como você. Impulsivo, determinado, mas você tem a mistura da personalidade da sua mãe. Eles estão apaixonados por você e você não quer perceber isso. – ele disse e eu ia abrir a porta quando ele me lança outra pergunta.
– É assim, que as coisas vão ficar!? Nunca mais vamos nos ver, Ju!? – ele disse com a voz vacilante.
– Eu...não sei. Eu preciso de pensar. Eu não confio em você, eu confiava e você quebrou isso. Mas nunca mais, acho impossível. O meu irmão te perduou e eu não posso impedir, que ele te veja. – eu disse.
– Entendo. Quanto tempo você, ainda vai ficar aqui!? – ele disse.
– Mais uns 4 dias. – eu respondi.
– Se você quiser me ver, eu estarei de braços abertos, meu amor. – ele disse.
Eu saí pela porta da cozinha e a Teresa e a Joana me olharam, o Francisco também tava lá. Ele era um bebe lindo, com as suas bocheichas rosadas, poderia ver muitas semelhanças com a Teresa até uma mistura com os traços do me pai.
Roupa da Teresa:
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Naquele momento, eu só queria sumir, a minha cabeça rodava com tanta informação em uma só noite. Eu tava a ponto de explodir! Eu não sabia o que fazer, que decisão tomar. A minha cabeça girava com tanta informação. Eu acenei para elas como um gesto de despedida e elas retribuiram.
Eu saí e fui andando pela calçada sem qualquer rumo, eu nem sabia que caminho tava tomando. Quando eu vi que mais ninguém me observava, simplesmente as lágrimas começaram a cair. A cair sem parar, o cansaço começava a ficar insuportável, eume sentei num muro junto de uma praia, que tinha ali perto.
Acabei me lembrando que tinha ficado de ligar para os garotos, peguei no meu celular, respirei fundo e enguli o choro.
Eu tentei ligar para todos mas ninguém me atendeu, devem estar se divertindo. Eu preciso de um banho e cama. Preciso de descansar a cabeça! Voltei a caminhar, mas dessa vez em direção ao ônibus. Depois de 30 minutos, eu consegui chegar, mas a porta estava trancada, pior de tudo era muito tarde! Era impossível, eu não tinha como entrar. Eu liguei para todas as pessoas que poderiam me abrir a porta, mas ninguém me atendeu. Hoje, não é a minha noite de sorte, com certeza!
Eu desisti de tentar e fui caminhando até um parque que era próximo dali. O parque estava vazio, aquele silêncio me acalmava, com o vento soprando lentamente e fazendo os meus cabelos esvoaçarem. Apesar de estar morrendo de frio, o meu corpo tremia de frio, eu me sentia mais confortada ali, do que em outro lugar.
Algum tempo depois, começou a chover, com a chuva as minhas lágrimas começaram a ser lavadas juntamente, como o meu corpo. A roupa começou a ficar molhada e encharcada. Naquele momento, eu senti uma falta enorme daquele abraço de conforto e daquelas palavras de consolo que nos dizem quando tudo parece perdido. Mas acho que eu nunca encontrei isso, eu sempre que fiz isso com todo o mundo! Isso me fez lembrara dos poucos momentos doces, que eu tive, mas que valiam mais do que qualquer tesouro! Acabei desistindo e dormindo ali na grama
do jardim.
POV Julieta off
POV Tom on
Nós seguimos para uma boate nova, que nos tinham convidado, depois de toda aquela situação no restaurante. Apesar de tudo, até que a noite estava sendo divertida. Mas eu estava preocupado, ela não estava bem quando nós a deixamos lá sozinha! Eu tenho a certeza que não estava, o olhar dela ficou diferente, triste, mais triste que o normal.
Com as bebidas que começei a tomar, os meu pensamentos acabaram ficando confusos e sem qualquer sentido.
Todos estavamos aproveitando, dançamos muito, todos conhecemos umas garotas bem interessantes. Esquecemos da vida completamente.
No dia seguinte, quando eu acordei no ônibus, eu estava nu, com uma garota do meu lado. Logo, tratei de mandá – la embora, não era ela que eu queria ali do meu lado.
Tomei o meu duche e me vesti. Assim que peguei no celular, eu vi que havia muitas chamadas perdidas da Julieta! JULIETA! Eu fui até à sala e encontrei todos tomando café da manhã.
– Bom dia! Alguém sabe da Julieta!? – eu perguntei preocupado.
– Caraca, nunca mais me lembrei! – o Bill disse arregalando os olhos. Assim que pegou o celular, ficou paralisado.
– Tenho um monte de chamadas perdidas dela! O que será que aconteceu naquela conversa!? Será que ela tá dormindo!? Eu vou ver no quarto dela! – o meu irmão disse.
Todos o seguimos até ao quarto dela e vimos a cama feita. Ela não tinha dormido em casa.
– Ela não está aqui! Merda, merda, merda.... – o Georg disse aflito.
– O que foi!? – o Bill disse o encarando.
– Quando nós viemos com aquelas meninas para cá, eu fechei a porta do ônibus. Seria impossível, ela entrar aqui. – o Ge disse envergonhado.
– Vamos procura – la agora! – eu disse sério.
Nós escutamos um barulho e eu automáticamente corri para a porta do ônibus. Era ela! Toda molhada! Linda! Aquele vestido colado no corpo dela, defenindo as curvas do seu corpo. Ela me tirando do sério sem saber, me descontrola com o seu movimento de quadris, das suas pernas delineadas e torneadas. Aquele olhar lindo, aquele verde tão profundo, faz os meus pés quererem sair do chão.
– Julieta! – disse o meu irmão a abraçando forte. – Você está toda molhada! O que aconteceu!? – ele disse preocupado.
Ela nem reagiu ao abraço dele, ficou imóvel.
– Nada, não aconteceu nada. Eu vou tomar um banho e me trocar. – ela disse com o olhar tão vazio. Aquilo me preocupou e muito, não parecia ela. Ela saiu e foi para o seu quarto.
– Não gostei disso. – o meu irmão disse. – Isso não tá certo. Aconteceu alguma coisa, muito séria! – ele também estava preocupado.
Ela voltou pouco tempo depois.
Roupa da Julieta: http://www.polyvore.com/13/set?id=41075726
– Vou sair. – ela disse e eu me coloquei na frente dela.
– Onde você vai!? Como foi, a conversa com o seu pai!? Você vai continuar trabalhando com a gente ou vai mesmo embora!? O que aconteceu com você!? O que aconteceu, ontem!? – eu disse preocupado.
– Não aconteceu nada, foi apenas uma conversa. Eu tou igual. – ela disse me encarando.
– Não está, não! Tá estranha, muito estranha. Desculpa, nós esquecemos a porta fechada. – disse o Gus preocupado, franzinho o cenho.
Mas porque ele se mete na minha conversa com ela!? Que coisa chata, era comigo que ela estava falando! Fica sempre se metendo, isso tá começando a me irritar! Parece que faz de propósito!
POV Tom off
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