sexta-feira, 3 de maio de 2013
Make Me Pure - Capítulo 9
POV Julieta on
Eu respirei fundo e olhei nos olhos do Georg. Coisa que eu nunca fui, foi covarde.Eu sempre enfrentei tudo, por mais perdida que me senti – se.
– Não, Georg. Eu vou falar com o David! – eu disse e ele me olhou curioso.
Eu nunca conseguir mentir, era uma péssima atriz, nunca iria conseguir fingir que a minha vontade de sair dali e de baixar os braços era tão forte.
– Sobre o que!? – ele disse me dando mais atenção.
Ele se virou para me olhar, girando as pernas para fora da mesa, onde estava sentado.
– Vou pedir....eu vou desistir de trabalhar aqui. Vou embora. – eu disse séria e determinada.
– Embora!? Para onde!? Quando você vai embora!? Porque!? – ele disse surpreso e depois olhou para o Tom, que parou o que estava fazendo para me encarar
– Eu vou voltar para o hotel, talvés possa voltar a trabalhar lá. Vou ainda hoje. – eu disse e o Georg se levantou.
– Não vai! Nós gostamos de você aqui! – ele disse se levantando e começando a acariciar o meu rosto.
– Eu vou mesmo! Não se preocupe, encontrarão alguém muito melhor que eu. Que possa vos ajudar e que faça as melhores roupas do mundo. – eu disse e ele negou com a cabeça.
– Mas...Julieta...não queremos outra pessoa! Queremos você! – ele disse sério.
– Georg...Nem tudo pode ser como nós queremos. O meu tempo aqui já terminou faz muito tempo. Mas se precisar de mim, de falar, pode me ligar, eu ajudarei no que você precisar. – eu disse e ele continou negando com a cabeça.
– O que tá acontecendo aqui!? Agora é o Georg!? – o Gus disse irritado.
Meu deus, porque ele está tão irritado comigo!? O Gust é sempre o mais calmo de todos e que é mais carinhoso e agora está assim.
– Gustav, pára! Não é hora para isso! O assunto é sério! – o Tom disse sério com a voz baixa.
– Mas...O que tá acontecendo então!? – ele disse curioso.
– Ela está indo embora! – o Tom disse e o Gus abriu a boca mas não deixou sair nenhum som.
– Isso é verdade!? – ele perguntou incrédulo.
– É! Eu vou embora hoje, assim que terminar de falar com o David. – eu disse o encarando.
– Mas...você não pode ir! E nós!? Você vai nos abandonar!? – ele disse triste.
– Não estou abandonando vocês. É o melhor para todos e vocês sabem disso. Bom, eu vou indo. – eu disse e fui andando até à pequena sala do David. Ele estava ligando para alguém quando me pediu para que me senta -se.
– Oi, Juli! Tudo bem!? O que aconteceu!? – ele disse sorrindo.
Nós sempre nos demos bem, ele era muito simpático comigo. Acho que foi a pessoa que me recebeu com mais carinho e mais atenção. Eu gostava dele, era muito atencioso comigo e merecia o meu respeito.
Eu expliquei toda a situação (mas sem contar nada das brincadeiras dos garotos não queria mete – los em problemas) e ele ficou duas horas dizendo que não iria me deixar ir e... ele é mais teimoso que eu e o Bill juntos.
– Pensa! Pensa um pouco. – ele disse sério.
– David...eu...não quero pensar mais. Eu faço isso à tanto tempo, que... – eu disse mas depois desisti e me arrependi de ter começado aquela frase.
– Que se sente cansada de mais, é isso!? – ele disse me olhando.
– Hum...não vale ler pensamentos, viu!? – eu disse e ele riu.
– Eu não posso lêr ainda. – ele disse rindo. – Mas me escuta, eu sou mais velho e juro que em muito anos de carreira nunca trabalhei com ninguém como você. Com uma cabeça tão decida, tão madura para idade que tem, e sinceramente, acho que deve ser duro para você ter que lidar com tantos problemas sem ter ninguém para te ajudar. – ele disse sério. – Mas não está sozinha, eu sei exatamente o que anda acontecendo! Sobretudo com a sua família, sei também que você é a “ chefe
de família!” que todos os problemas vem parar nas suas mãos, que mesmo distante você cuida de todos como se estive – se perto, mesmo tendo que estar longe. Você é admirável, incrível, e olha que eu já conheci muita gente. Como aguenta tanta pressão!? Todos esperando que resolva sempre todos os problemas e você não vacila nunca. – ele disse segurando as minhas mãos.
– Como sabe disso tudo!? Eu nunca contei para ninguém! – eu disse surpresa.
– Eu sempre faço uma “pesquisa” para saber as pessoas com quem estou trabalhando. – ele disse envergonhado.
– Não tem que se envergonhar, tem mesmo que conhecer quem entra aqui para trabalhar. Eu tenho que aguentar David, eles contam comigo e não posso ceder, não posso mesmo, nem que eu quisse – se. E....as coisas são como são, eu bati muito com a cabeça, levei muito pontapé, tive muitas decpções e isso...não me derruba. Só me fortalece! A minha mãe precisa que eu seja forte, que eu esteja assumindo esse papel. Não tenho outra opção.
Mas tudo bem, eu adorei a conversa, acho que poderia ficar aqui te ouvindo, mas estou te atrapalhando. David, eu adorei conhecer você e eu vou mesmo embora. – eu disse e ele me olhou decpcionado.
– Não! Porque!? – ele disse sério. – Fica mais uns dias, e se você achar que não mesmo outra solução, você vai! E como você vai !? De avião!? – ele disse preocupado.
– Não serão mais uns dias que me farão mudar de ideias. Mas eu agradeço do fundo do meu coração toda preocupação, você foi maravilhoso. Quando as coisas não tem outra solução não é bom de evitar o problema ou adiá – lo. Sinceramente, eu gosto de enfretar as coisas na hora. Eu depois vejo como vou, não se preocupe. Eu dou o meu jeitinho. – eu disse e ele se levantou e me puchou para um super abraço.
– Se precisar de alguma coisa ou quiser voltar, o emprego é seu novamente. Eu adorei ter você aqui. Pode não parecer mas os garotos tavam gostando de você e do seu trabalho. Eu sei que as brincadeiras não ajudaram em nada e eu peço desculpas por isso. – ele disse envergonhado e emocionado.
– Brincadeiras!? – eu disse surpresa, eu não fazia ideia que ele sabia.
– Eu sei! Não precisa protege – los, eu não sou cego. – ele disse.
Eu agradeci a ele e fui até ao meu quarto começar a arrumar tudo, colocando as roupas todas dentro da mala.
– Não há nada que faça mesmo você ficar!? Por favor! Nós fazemos tudo o que for preciso! Nos perdoa pelas bincadeiras. – o Georg disse me olhando envergonhado. Ele estava estranho ao mesmo tempo nervoso e sem graça. Aquilo estava muito esquesito!
– Que sede, eu vou beber água! Own Ge, nesse momento eu já tomei a minha decisão e não vou voltar atrás. – eu disse e ia seguindo para a cozinha quando o Bill me diz que vai buscar a água e para ficar no quarto. Ele me passou o copo e depois o Tom me olhou sério e com raiva.
–Tá fazendo isso para sentirmos pena, é isso!? – ele perguntou debochado.
– Pena de que, garoto!? Tá doido, é!? Eu lá preciso da sua pena, não preciso da sua nem da ninguém. – eu disse irritada.
Eu me levantei para buscar as minhas coisas no quarto de costura, mas senti uma tontura tão forte depois vi uma mancha branca na minha frente. Eu fiquei me debatendo com toda a força que tinha, mas aos poucos senti um sono enorme, sem explicação.
POV Julieta on
POV Bill on
Eu fui pegar o copo de água e coloquei um calmante bem forte. Nenhum de nós queria que ela fosse, não que eu me orgulha – se desse plano. Mas qual era a nossa saída!? Muito menos achava correto ainda adormece – la com um líquido misturado num pano para a dose ser ainda maior.
O Tom iria ter que provoca – la para podermos adormece – la. O nosso medo era que ela resisti – se e de – se tudo errado. Nem sei como o Gustav se lembrou disso! Se o David descobre, nos mata!
Eu entrei no quarto, enquanto o Tom começava a provoca – la e como sempre ela respondia à altura. Ela já estava bebendo e quando se levantou quase caiu. Parecia que aquilo deveria ser forte de mais, rápidamente o Gustav se colocou atrás dela e passou o pano branco pelo nariz e a boca dela, a forçando a respirar aquilo. Estava sendo horrível ver tudo aquilo, ela se debatendo contra o corpo do Gustav em pura aflição, sem entender o que tava acontecendo. Em pouco tempo, ela adormeceu nos braços dele. Nós o ajudamos a colocá – la na cama e começamos a retirar as mochilas com as coisas dela de cima da cama.
Eu me sentia culpado e nada confortável com aquilo que vi. Foi desagradável, completamente bruto, ela poderia ter – se machucado.
– Julieta você esqueceu do cheque! - o David disse entrando no quarto e ficou nos olhando com uma cara estranha.
– David...nós...er... – o Georg disse atrapalhado.
– O que vocês fizeram com ela!? Ela desmaiou!? – ele perguntou se aproximando da cama com uma expressão preocupada. – NÃO CHEGA PARA VOCÊS!? QUAL É VOSSO LIMITE!? – o David gritou nervoso e irritado.
Nós não respondemos, ficamos apenas nos encarando uns aos outros. O que iriamos responder e como iriamos explicar o que ele acabou de ver!?
POV Bill off
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