quarta-feira, 29 de maio de 2013
Make Me Pure - Capítulo 13
POV Julieta on
– Meu amor, não fica assim! Eu tou bem, muito bem! Você vai lutar para entrar na faculdade, se preocupar em estudar e namorar muito! Do resto, eu posso cuidar por você! Ah, verdade, você já viu algumas faculdades!? Eu vou te enviar umas informações de umas faculdades que eu gostei e acho que você vai adorar! Você escolhe a que você gostar mais e depois me diz qual você quer frequentar para vermos os dias das provas! – eu disse sorrindo.
– Mana, eu já sei qual é a que eu quero ir! Será que você poderia depois olhar aquelas músicas novas que eu fiz!? Você se importaria!? – ele disse envergonhado.
– Claro, que eu te ajudo! As aulas de violão, você tá gostando!? – eu disse animada.
– Muito, muito! Eu amo tocar! Sabe que eu também tou aprendendo a tocar guitarra e bateria!? O Nando tá me ensinando! Ele é muito legal! Mana, vou desligar depois eu vou te enviar as músicas! Muitos beijos, minha anjinha! – ele disse animado.
Assim que ele desligou, eu coloquei as mãos na cabeça. Eu nem queria acreditar naquela ligação, tudo estava se resolvendo. Um peso saiu das minhas costas, depois senti alguém passar a mão nas minhas costas.
– O que aconteceu!? – disse o Bill me encarando.
– Eu devo tar enloquecendo! A minha mãe vai - se casar, o meu irmão largou aquele grupo do Pedro e tá namorando! Até, a faculdade, ele já escolheu! Isso foi a ligação mais estranha de todos os tempos! – eu disse surpresa.
– Que legal! Mas que foi estranho, concordo! – disse o Ge.
– Escutei, você falar de violão! Ele vai fazer música!? – disse o Tom curioso.
– É! Ele tá tendo umas aulas de violão, mas o noivo da minha mãe tá ensinando ele a tocar bateria e guitarra! – eu disse ainda completamente surpresa.
O Bill e o Georg começaram a explodir em gargalhadas. Eu ainda nem tinha processado aquela ligação, quanto mais o porquê do Georg e do Bill estarem rindo daquele jeito.
– Mas que coisa mais louca, eu nem consigo acreditar nessa informação toda até agora! – eu disse séria.
– Chegamos! – disse o Bill sorrindo.
Descemos do carro e fomos para o restaurante. Fomos até à mesa que os meninos tinham reservado e nos sentamos. O garçon apareceu e se virou para mim com um sorriso enorme. Que é isso!? Nem me conhece, já está sorrindo desse jeito!? Meu deus, o que será que esse vestido tem!?
– Bom noite, senhorita! O que vai querer!? – ele me perguntou e ignorou completamente os garotos.
– Bom, nós vamos querer....! – disse o Gustav sério.
O Bill segurava o riso e eu dei um cotovela nele.
– Isso não tá tendo graça! Nunca mais uso esse vestido! – eu sussurei para ele.
– Não! Você tem que usar, aliás o problema não é o vestido, é você! Com esses olhos verdes enormes. Chamam à atenção de qualquer homem! Não é possível você esconder isso. – ele disse rindo baixo.
Todos fizeram os seus pedidos e eu acabei mergulhando nos meus pensamentos. Será que devo ficar e continuar estagiando aqui!? E se essa não é a opção certa!? E se eles voltam a brigar e a banda acaba se destruindo! Mas e se eu voltar para o hotel, como eu vou conseguir outro estágio!? Eu vou perder o último ano de faculdade! Além disso, como eu
vou continuar pagando as despesas do meu irmão mais as da minha mãe. Apesar de ela trabalhar, sou eu que pago quase as despesas todas! Ela não pode parar de fazer terapia, não pode! Tenho que aproveitar essa chance do Nando ter entrado desse jeito na vida dela para conseguir tira – la dessa depressão. E o meu irmão, isso facilitaria muito a vida dele! Com certeza que esse processo não tem sido fácil para ele também.
– Julieta!? Julieta!? – eu escutei alguém me chamar.
– Desculpem! – eu disse sorrindo.
– Mas tava longe mesmo! – disse o Gus acariciando timidamente a minha mão, mas depois senti o Tom fazer o mesmo com a minha outra mão livre. Eu me soltei dos dois e me levantei.
– Onde você vai!? – disse o Ge curioso.
– Ah, sabe como é! Eu vou falar com aquele garçon super gato que teve aqui! – eu disse e vi o Tom quase ter um treco com a coca cola que ele estava bebendo. – Que pergunta é essa, garoto!? Onde você acha que eu vou!? Sair pelas traseiras e me amassar com o garçon!? Vou ao banheiro, isso nenhum de vocês pode fazer por mim! – eu disse rindo e eles riram.
– Você não tem jeito! – disse o Bill gargalhando.
– Olha que vocês só tão vendo uma versão bem levinha! Se fosse a pesada já tinham tido um ataque! – eu disse rindo.
Eu fui caminhando calmamente, é porque ainda tou treinando nessa coisa chamada salto alto! Afffffffffffff!
Quando de repente, um garçon choca comigo e deixa cair os pratos todos no chão se estilhaçando tudo em mil cacos. Eu me agaichei para ajudá – lo a pegar tudo que estava no chão.
– Desculpe, milhões de desculpas! Eu não a vi! – ele disse nervoso, as mãos dele tremiam de nervoso.
– Fica, calmo! – eu disse sorrindo, enquanto eu o ajudava a catar tudo. – Sabe que isso já me aconteceu um montão de vezes. Você tá começando a trabalhar aqui!? – eu disse sorrindo para o acalmar. – Sérgio, é isso!? – eu perguntei e ele assentiu. – Hey, isso acontece sempre nos primeiros tempos, é normal.
– Obrigada, pela ajuda! Foi muito legal da sua parte. – ele disse mais calmo, pegando na bandeja.
– Não tem que agradecer! Eu já tive desse lado e dá aquele nervoso no estomâgo! – eu disse e ele riu fraco.
–É, eu tou tendo quase um treco de nervoso. São muito exigentes! E esse é só o meu segundo dia aqui. – ele disse com um sorriso fraco.
– Com o tempo melhora e você fica profissional. Não inclina tanto a bandeja, o truque é esse. Nos primeiros tempos sugura mesmo com as duas mãos. – eu disse e ele assentiu.
– Muito obrigada, você é muito simpática.
O Gerente apareceu lançando um olhar furioso ao Sérgio. Coitado, ele ficou branco! Aquele emprego deveria ser muito importante.
– Desculpe, senhorita! Prometo que isso não irá acontecer nunca mais! – o gerente fuzilou o Sérgio com os olhos.
– Não tem que se desculpar, Bernardo! – eu disse sorrindo e o gerente sorriu para mim. – Eu que esbarrei no seu emprego! Que alías foi muito educado comigo! Ele deixou cair as coisas por minha culpa! Eu que peço muitas desculpas! Alías, quanto é o estrago que eu causei!? – eu perguntei sorrindo e o gerente retribuiu novamente.
– Não é nada, senhorita! Isso pode acontecer com qualquer um! Nós sempre somos muito exigentes com a escolha dos nossos empregados. Não se preocupe! – ele disse e eu me retirei com educação.
Eu fui até ao banheiro e me retoquei calmamente. De repente escuto um barulho da porta batendo, quando vou ver o que é, simplesmente me surpreendo!
POV Julieta off
POV Gustav on
Todos estavamos sentados na mesa esperando a Julieta, quando o meu olhar se cruza com uma cena que me deixa furioso, aquele garçonzinho dando em cima da Julieta! Não me basta o Tom ficar sempre perto dela, ainda tenho esse cara babando em cima dela. Que ódio! Vou acabar com essa festa agora! Bebo todo o vinho que tinha no copo para ganhar coragem! Porque sempre tem que tirar o que eu quero!? Eu vi ela seguindo para o banheiro e a segui.
Eu cheguei no banheiro, já um pouco alterado do vinho e um calor invadiu o meu corpo, eu estava um pouco descontrolado. Mas eu precisava de um pouco de coragem, só um pouco!
POV Gustav off
POV Julieta on
– Gustav!? – eu disse surpreendida. - Eu já estava indo!
Ele se aproximou silêncioso e me empurrou contra a parede do banheiro.
– É isso que você gosta!? De ser tratada, desse jeito!? É desse jeito que o Tom te trata!? – ele disse apertando a minha coxa e a enrolando na cintura dele.
Ele estava me assustando muito. O Gustav não é desse jeito!
– Gustav, me solta! Me solta! O Tom não me trata de jeito nenhum, nós não temos nada! Ele só é o meu patrão, assim como você. – eu disse tentando me debater contra o corpo dele.
– Não me parece! Você adora nos ter todos aos seus pés, não é mesmo!? Ainda agora mesmo estava se deliciando com o mole que o garçon estava te dando, não foi Julieta!? – ele disse começando a apertar mais a minha coxa e começando a descer a mão para a parte interna da minha coxa.
– Pára! PÁRA! – eu gritei nervosa, até que ele se assustou.
Nesse tempo, como eu estava perto da torneira da pia, eu aproveite e a abri. Ele tava descontrolado, eu tinha que tentar pará – lo. Eu comecei a jogar água no rosto dele, e ele colocou as mãos no rosto para se proteger.
– Ah, pára! Entrou água no meu olho! – ele disse desesperado se virando de costas para mim.
– Me deixa ver! – eu disse pegando um lenço da minha bolsa para o ajudar.
Quando eu me aproximei dele, eu senti um cheiro intenso a álcool.
– Você bebeu! Gustav, para quê foi isso!? – eu disse enquanto o tentava ajudar.
– Desculpa, eu só queria perceber porque você não olha para mim!? Só quer saber dos outros! Eu só queria que você me nota – se! – ele disse envergonhado.
– Bobo, eu te noto sim, eu me preocupo com você! Precisava de agir desse jeito e pior de tudo beber feito louco!? – eu disse fazendo um bico.
Nós estavamos sentados no chão do banheiro e ele me abraçou forte.
– Está brava comigo!? Ju...eu...pensei que você gostava das coisas desse jeito! – ele disse baixinho no meu ouvido.
Ele começou a fazer uma cara estranha, me olhando aflito.
– Gustav, anda, vem! – eu o puchei ainda a tempo de vomitar no vaso.
Assim que ele parou, eu limpei o rosto dele e ele ficou me olhando triste.
– Desculpa, eu não queria estragar a nossa amizade por uma bobagem! Mas é que eu não tou sabendo lidar com esses sentimentos novos. Não faz com que isso estrague tudo, não toma a decisão errada, não vai embora por minha culpa. Não vai, não vai! – ele disse implorando com o olhar.
– Shhhhhhhhhhh, tá tudo bem! Afinal o que aconteceu aqui!? Eu nem lembro! Você sabe!? Vamos jantar! Você não tem fome!? Eu tou morrendo de fome! – eu disse sorrindo para o acalmar.
– Vamos! Obrigada, por ser desse jeito! – ele disse baixo sem conseguir me encarar.
Saimos do banheiro e voltamos a nos sentarmos na mesa com os meninos.
– Como demorou, hein! – disse o Tom emburrando.
– O que foi aquilo com o garçon!? – disse o Georg rindo.
Ah, graças a deus! Ainda bem, que o Ge me salvou!
– Ah, você sabe! É muito charme numa só pessoa, acabo causando esses acidentes! Brincadeirinha! – eu disse rindo. – Coitado, ele tá inseguro! Primeiros dias nesse restaurante, sempre acontece! Eu era muito desastrada no início! – eu disse rindo.
O Sérgio se aproximou com mais segurança e começou a servir os nossos pratos.
– Muito obrigada, se você não tivesse assumido a culpa por mim, eu taria ferrado a essa hora. Ele teria me demitido num piscar de olhos! Se eu perdesse esse emprego, nem sei como faria! A minha namorada está grávida e nós precisamos desse dinheiro e muito. – ele disse enquanto colocava os pratos.
– Sério!? Muitos parábens! Menina ou menino!? – eu disse sorrindo.
– Menina! – ele disse todo babado.
– Own, muita sorte papai! – eu disse e ele riu baixinho.
Ele se retirou e só depois eu percebi que tava tudo muito silêncioso. Eu levantei a minha cabeça e vi os garotos me encarando Ok, o que eu fiz agora!? Tá todo o mundo me olhando de um jeito, esquesito no mínimo!
– Você não existe sabia!? Ninguém faria isso! Assumir a culpa, só para ele não ser demitido, ainda mais num lugar desses. – disse o Ge surpreso.
– Eu não fiz nada de mais! Aliás, eu já tive exatamente no mesmo lugar que o dele e não iria permitir ele perder o emprego por uma besteira dessas. Só por uns poucos copos e pratos quebrados! As pessoas dão importância de mais a esse tipo de coisas. – eu disse.
– Ok, você a pessoa mais estranha que eu conheço. – disse o Bill rindo. - Você não vai me esconder nada! Alguma coisa aconteceu, o Gus tá muito estranho, ainda nem abriu a boca! – o Bill sussurou para mim.
Eu tentei disfarçar, mas sabia que o Bill na primeira oportunidade voltaria ao assunto.
– Hey, eu não sou estranha! Diferente sim, estranha não! - eu disse rindo.
– Julieta, nós tamos curiosos com algumas coisas sobre você! – disse o Tom rindo.
Poxa que alívio, não tá mais emburrado! O que eu pensei, mesmo!? Eu preocupada com o Tom!? Ok, eu devo estar doente! Mas ele fica sorrindo daquele jeito e.......se concentra, não é hora para isso! Além disso, ele foi muito idiota comigo! Foco, foco, foco!
– Nossa, eu sou misteriosa desse jeito!? Que interessante! Podem perguntar, mas digo já, só vão escutar a verdade! Mesmo que não gostem. – eu disse e eles assentiram.
– Bom, porque você saiu tão jovem de casa e porque nunca fala do seu pai!? – o Tom disse me encarando.
POV Julieta off
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