POV Regina on
– Oi,
Deb, tudo bem?- eu disse e estranhei a voz dela, meio chorosa. – Como? Onde? Eu
já tôo indo para ai! –Disse séria deixando o copo que tinha na mão cair no chão,
se partindo em mil pedaço.
As
minhas mãos estavam tremendo.
–
Beijos, calma, já estou indo.
Desliguei
e eles me olhavam esperando que eu responde - se. Eu saí disparada pela porta
sem dar qualquer justificação e entrei no carro correndo. Dirigi até um bar no
meio da cidade, e nas traseiras desse mesmo bar, a Deb, estava lá estendida no
chão, toda coberta de sangue e com as roupas rasgadas, tinha sido assaltada.
Ela me pediu para irmos para minha casa.
Ela se
apoiou em mim e eu a levei para o carro, ela chorava sem parar. Eu a levei para
minha casa, eu ia cuidar dela. Eu sai com ela apoiada em mim, e entrei em casa,
onde os meus irmãos nos olharam preocupados, vieram logo junto de nós e nem
fizeram perguntas.
Eles me
ajudaram a levá – la para cima para o quarto de hospedes. Dei algumas roupas e
dei um copo de água com um calmante para ela ficar mais tranquila. Algum tempo depois,
ela conseguiu dormir e eu desci para conversar com eles, contei o que lhe tinha
acontecido, eles nem queriam acreditar naquela violência toda.
No dia
seguinte ela já estava melhorando, ficou mais uns dias em minha casa, e os meus
irmãos sabiam anima – la como ninguém. Acabou por voltar para casa, mais
tranquila.
Os
meses foram passando e eu já estava formada, agora sim, era uma advogada! O
Georg insistia comigo, mas nós sempre brigávamos e nunca passava disso mesmo, o
Gus e os meus irmãos se
divertiam com as nossas brigas. Eu estava num escritório de advogados trabalhando, já tinha alguns casos, mas por fora, ajudava pessoas com menos recursos, que como pagamento, me davam comida, e esse tipo de coisas.
divertiam com as nossas brigas. Eu estava num escritório de advogados trabalhando, já tinha alguns casos, mas por fora, ajudava pessoas com menos recursos, que como pagamento, me davam comida, e esse tipo de coisas.
–
Manos, tôo saindo. – Disse já indo em direção à porta.
–
Espera, chegou essa carta para você! – Disse o Tom que olhava para Bill com uma
certa cumplicidade.
– Hum,
ok, me deixa ver! – eu olhei com alguma atenção o envelope.
Eu
conhecia aqueles envelopes de algum lado. Abri a carta, e li, mas que coisa!
– Vocês
querem que vos represente num caso!? - Disse séria.
– Sim,
nós pagamos bem! – Disse Bill sério.
– Eu
não quero dinheiro, eu só quero saber qual de vocês os quatro, eu vou representar!
– Disse olhando para eles.
– O…o
Georg. – Disse Tom a medo.
– Humm…
o que ele fez?
– Está
sendo acusado de ter estuprado uma garota, mas ele não fez nada. Coitado, ele
está se sentindo horrível. – Disse Bill baixando o olhar.
– Vou
pensar, mais tarde dou uma resposta! Beijos. – Disse saindo
– Ok,
mas pensa com carinho. – Disse Tom.
– Vou
pensar! – Disse já na porta.
Sai, e
fiquei pensando, estupro? Nossa, coitado, se não fez mesmo nada. Bem, ok, eu
vou representa – lo, nós brigamos, mas ele é amigo dos meus irmãos, e isso também
pode prejudicá – los. Além disso, eu não quero que nada de ruim aconteça com
ele. O dia ia passando lentamente, já não estava aguentando ficar ali, olhando
para o vazio, resolvi ir beber um cafezinho para me ajudar. Havia um café
simpático ali perto, entrei, e quando pedi o café alguém chocou comigo,
derramando o café na minha blusa, a pessoa não parava de pedir desculpas.
–
Desculpe, desculpe, eu não fiz com intenção. – Dizia atrapalhado, limpando a
minha blusa com um pano.
– Não tem
problema, não se preocupe! Eu depois lavo, não foi nada! – Disse com calma.
– Posso
compensar, aceita tomar um café comigo? – Disse ele, que agora o olhei e vi era
o Georg.
– Georg? Por aqui? – Disse surpresa.
– Desculpa, Re! – Disse ele triste.
– Não tem problema! - Disse simpática.
Pedi dois cafés e nos sentamos os dois, nós nos olhamo
nos olhos e ele parecia tão triste, tão para baixo, cortou o meu coração. Ah,
ele não pode ficar assim nessa tristeza, eu não vou deixar, ou eu não me chamo
Regina Kaulitz! Quando eu quero, sou muito persistente! Eu vou animá – lo, de
qualquer jeito e aquela garota que o acusou de estupro, ah eu vou arrancar os
cabelos dela um por um!
Vai - se arrepender de ter cruzado o meu caminho e do
garoto que eu…ah deixa para lá, já tou pensando bobagem! De onde é que isso
saiu!? Já tou ficando maluca! Se concentra, eu não gosto dele, eu não gosto
dele, eu não gosto dele! Mas eu não gosto dele mesmo, porque estou me tentando
convencer disso? Mas que confusão! Ele vai ser meu cliente, e eu não me envolvo
com clientes, eu sou profissional! Eu vou arrasar na minha argumentação, ah se
vou, ela vai desejar nem ter nascido! Eu sai dos meus pensamentos, e vou
começar a operação “ Animar o Ge!”.
– Ge, não fica assim desse jeito! Os meus irmãos me
contaram, o que aconteceu! – eu disse olhando nos olhos dele.
– Contaram? Você acha que dá para me defender? – Disse
ele com a cabeça baixa.
– Mas claro que sim, que eu te vou defender! Mas
aquela garota que se prepare que vou detonar ela naquele tribunal! Ah, mas ela
nem imagina do que Regina Kaulitz é capaz! Vou te ajudar, nós vamos ganhar o
caso, você vai ver! – eu disse confiante e sorrindo.
– Você acha mesmo? – Disse ele, me olhando surpreso.
– Sim, claro! Eu vou fazer o meu melhor. Não só o meu
melhor, eu vou me superar, vou dar o meu sangue, suor e lágrimas, nós vamos
ganhar de qualquer jeito! – Disse sorridente e decidida.
– Eu vou pagar bem, pelos seus serviços, prometo! -
Disse ele me olhando.
Mas ele não tá mal, ele tá péssimo, ainda nem me
provocou, nem sorriu nada! Mas que droga! Eu não vou desistir, ele vai sair
daqui mais animado!
POV Regina off
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