sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Capítulo 17 - Broken Heart


POV Gabi on

– Nossa, que garota mais decidida! – disse Tom que era o único que me apoiava nisso.

– Vai ser demais!  – eu disse.

– Você adora isso! - disse o Gustav sorrindo.

– Tá errado, eu não adoro, eu amo! – eu disse e eles riram.-  Mas é por uma boa causa!- eu disse

– Uma boa causa? Que causa? – o Bill disse curioso.

– Ah, isso é segredo! – Disse me virando de costas para eles.

– Segredo!? Isso não pode existir, você nunca teve segredos com a gente! Por isso, você vai contar agora! 
– Disse o Ge rindo.

– Ah, não! Porque? – Disse rindo. – Eu posso ter um segredo meu, né!? – eu disse.

– Não, não pode. Porque…Humm…Porque não pode! – Disse o Gustav pensativo.

– Ah, ok! Gostei da justificação! – Disse gargalhando.

– Mas que segredo é esse que você não pode nos contar? Sabe que se você não contar nós vamos te torturar até você contar! – Disse Tom se levantando.

– Me torturar!? Como!? – disse e eles se levantaram.

– Ah, é sim! – Disse o Gustav

Eles começaram a correr atrás de mim como uns malucos,  e eu corria como uma louca pela sala em pijama. Acabei por tropeçar nuns tênis e caí no chão. Me levantei  rapidamente e continuei correndo pela casa, mas acabei por sair disparada pelo corredor do prédio com eles correndo atrás de mim, subi as escadas até à cobertura do prédio, onde havia uma piscina. Me escondi de um monte de cadeiras junto da piscina. Estava começando a nevar. Me distrai olhando a neve por uns segundos e senti algo quente  tocar a minha cintura. Quando virei o rosto, vi que era o Georg e me assustei.

– AAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! – Gritei assustada.

– Calma, sou só eu! Agora você vai ter que nos contar. – Disse ele me olhando.

– Ai, não vou não! – Disse brincalhona.

– Estão aqui! – Disse o Bill

– Ela não quer contar! Acho que vamos ter que ser mais duros! – Disse o Georg.

– Vocês só podem estar brincando, né? – Disse

– Não estamos, não! – Disse o Tom rindo maliciosamente.

Eu estava a tentando me afastar deles, mas acabei por cair em cima das cadeiras, me coloquei de pé e continuei a andar de frente para eles, mas dando pequenos passos para trás até que senti a mão de alguém me empurrando para trás. Acabei por cair dentro da piscina que estava gelada. Senti a água a gelada a picar o meu corpo, até que voltei à superfície. A roupa estava pesada e estava me dificultando os movimentos. Sai da piscina cuspindo água e me encolhi com o frio.

- Agora já acredita? Conta? – Disse o Gustav se aproximando de mim.

– Agora é que não conto mesmo! Foram maus, horríveis comigo! – Disse fazendo uma carinha triste.

– Ohhhhhhhhhhhhh! – Disseram os quatro em coro.

– Vamos sair daqui, você vai ficar resfriada desse jeito. – Disse o Bill.

Saímos dali e entramos novamente em casa. Fui tomar um banho quente e vesti uma roupa bem quente. Voltei à sala e sentei no sofá vendo tv.

– Ah, conta! Conta, conta, conta p.f.f.! – Pedinchou Georg

– Não!

– Porque?

– Porque vocês me jogaram numa piscina gelada e caindo neve! Não foi engraçado! – Disse emburrada.

– Por acaso, foi engraçado! – Disse Georg

– Foi, não foi? Só foi para vocês, para mim não! Morri de frio! Mas o que vocês querem saber não é nada de importante. Só não tenho vontade contar. – Disse pousando a cabeça no braço do sofá.

– Mais uma razão para contar.

– Chatos! Pronto, ok! Essas competições de dança, não são o que vocês pensam! São competições de dança sim, mas é por dinheiro! O dinheiro é para ajudar as pessoas que estão na minha equipa. – Disse fazendo uma pausa.

– Como assim para ajudar? – Perguntou o Gustav curioso.

– Bem, a minha é equipa é formada por jovens de uma casa de acolhimento de menores. Muitos deles já foram colocados lá por prática de crimes graves e eu comecei por fazer voluntariado lá! No início foi difícil porque eles são pessoas bem fechadas e se metiam  em muitos problemas. Eu resolvi intervir e comecei por fazer amizade com alguns deles. Muitos estavam em gangues que envolviam droga, tráfico de armas e prostituição. Fora que essas gangues eram bem perigosas e eu já nem conto as vezes que fugimos de tiroteios, mas deu tudo certo. Consegui que abandonassem essas vidas e comecei a incentivá – los para a música e para a dança. O problema é que a casa que os acolhia estava com dificuldades de dinheiro, e eu acabei por saber destas competições. Propôs que fizéssemos essas apresentações de dança e assim temos conseguido manter a casa, apesar de ser uma casa de acolhimento é um lar para eles. Ah, mas vale tanto a pena! Eles aprenderam que com trabalho honesto pode se conseguir alcançar os sonhos. Eu aprendi muito com eles, eles me ensinaram a ver a vida de uma forma diferente. Só de ver que eles largaram aquela vida e dão aqueles sorrisos, já merece! Mas não é nada de especial. – Disse mais animada no fim.

POV Gabi off

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