POV Gabi on
– Nossa, que garota mais
decidida! – disse Tom que era o único que me apoiava nisso.
– Vai ser demais! – eu disse.
– Você adora isso! - disse o Gustav
sorrindo.
– Tá errado, eu não adoro, eu
amo! – eu disse e eles riram.- Mas é por
uma boa causa!- eu disse
– Uma boa causa? Que causa? – o
Bill disse curioso.
– Ah, isso é segredo! – Disse me
virando de costas para eles.
– Segredo!? Isso não pode
existir, você nunca teve segredos com a gente! Por isso, você vai contar agora!
– Disse o Ge rindo.
– Ah, não! Porque? – Disse
rindo. – Eu posso ter um segredo meu, né!? – eu disse.
– Não, não pode.
Porque…Humm…Porque não pode! – Disse o Gustav pensativo.
– Ah, ok! Gostei da
justificação! – Disse gargalhando.
– Mas que segredo é esse que
você não pode nos contar? Sabe que se você não contar nós vamos te torturar até
você contar! – Disse Tom se levantando.
– Me torturar!? Como!? – disse e
eles se levantaram.
– Ah, é sim! – Disse o Gustav
Eles começaram a correr atrás de
mim como uns malucos, e eu corria como
uma louca pela sala em pijama. Acabei por tropeçar nuns tênis e caí no chão. Me
levantei rapidamente e continuei
correndo pela casa, mas acabei por sair disparada pelo corredor do prédio com
eles correndo atrás de mim, subi as escadas até à cobertura do prédio, onde
havia uma piscina. Me escondi de um monte de cadeiras junto da piscina. Estava começando
a nevar. Me distrai olhando a neve por uns segundos e senti algo quente tocar a minha cintura. Quando virei o rosto,
vi que era o Georg e me assustei.
–
AAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! – Gritei assustada.
– Calma, sou só eu! Agora você
vai ter que nos contar. – Disse ele me olhando.
– Ai, não vou não! – Disse brincalhona.
– Estão aqui! – Disse o Bill
– Ela não quer contar! Acho que
vamos ter que ser mais duros! – Disse o Georg.
– Vocês só podem estar
brincando, né? – Disse
– Não estamos, não! – Disse o
Tom rindo maliciosamente.
Eu estava a tentando me afastar
deles, mas acabei por cair em cima das cadeiras, me coloquei de pé e continuei
a andar de frente para eles, mas dando pequenos passos para trás até que senti
a mão de alguém me empurrando para trás. Acabei por cair dentro da piscina que
estava gelada. Senti a água a gelada a picar o meu corpo, até que voltei à
superfície. A roupa estava pesada e estava me dificultando os movimentos. Sai
da piscina cuspindo água e me encolhi com o frio.
- Agora já acredita? Conta? –
Disse o Gustav se aproximando de mim.
– Agora é que não conto mesmo! Foram maus,
horríveis comigo! – Disse fazendo uma carinha triste.
– Ohhhhhhhhhhhhh! – Disseram os quatro em coro.
– Vamos sair daqui, você vai ficar resfriada desse
jeito. – Disse o Bill.
Saímos dali e entramos novamente em casa. Fui tomar
um banho quente e vesti uma roupa bem quente. Voltei à sala e sentei no sofá
vendo tv.
– Ah, conta! Conta, conta, conta p.f.f.! –
Pedinchou Georg
– Não!
– Porque?
– Porque vocês me jogaram numa piscina gelada e
caindo neve! Não foi engraçado! – Disse emburrada.
– Por acaso, foi engraçado! – Disse Georg
– Foi, não foi? Só foi para vocês, para mim não!
Morri de frio! Mas o que vocês querem saber não é nada de importante. Só não
tenho vontade contar. – Disse pousando a cabeça no braço do sofá.
– Mais uma razão para contar.
– Chatos! Pronto, ok! Essas competições de dança, não
são o que vocês pensam! São competições de dança sim, mas é por dinheiro! O
dinheiro é para ajudar as pessoas que estão na minha equipa. – Disse fazendo
uma pausa.
– Como assim para ajudar? – Perguntou o Gustav
curioso.
– Bem, a minha é equipa é formada por jovens de uma
casa de acolhimento de menores. Muitos deles já foram colocados lá por prática
de crimes graves e eu comecei por fazer voluntariado lá! No início foi difícil
porque eles são pessoas bem fechadas e se metiam em muitos problemas. Eu resolvi intervir e
comecei por fazer amizade com alguns deles. Muitos estavam em gangues que
envolviam droga, tráfico de armas e prostituição. Fora que essas gangues eram
bem perigosas e eu já nem conto as vezes que fugimos de tiroteios, mas deu tudo
certo. Consegui que abandonassem essas vidas e comecei a incentivá – los para a
música e para a dança. O problema é que a casa que os acolhia estava com
dificuldades de dinheiro, e eu acabei por saber destas competições. Propôs que
fizéssemos essas apresentações de dança e assim temos conseguido manter a casa,
apesar de ser uma casa de acolhimento é um lar para eles. Ah, mas vale tanto a
pena! Eles aprenderam que com trabalho honesto pode se conseguir alcançar os
sonhos. Eu aprendi muito com eles, eles me ensinaram a ver a vida de uma forma
diferente. Só de ver que eles largaram aquela vida e dão aqueles sorrisos, já
merece! Mas não é nada de especial. – Disse mais animada no fim.
POV Gabi off
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