sábado, 9 de fevereiro de 2013

Capítulo 14 - Express your love


POV Gustav on

O Bill vinha na frente e deixou cair as compras no chão quando começou a entender o que estava acontecendo, o Tom ficou branco e em pânico. Eles correram para junto dela, desesperados.

– Re, fala com a gente! – Disse o Bill que a tirou de junto do Georg.

– Pelo amor de Deus, acorda, abre os olhos! – Disse o Tom passando a mão no rosto da irmã.

– Porque a ambulância nunca mais chega? – Disse Bill quase gritando.

– Já está chegando! – eu disse com a voz baixa.

– Como isso aconteceu? – Disse o Tom nervoso.

Nós começamos a contar, pois o Andreas não parava de nos fuzilar com os olhos, para continuarmos contando cada vez que parávamos de contar. O Tom se levantou e os olhos dele estava cheios de ódio e raiva.

– Ficou maluco, foi? A minha irmã nunca iria brincar com uma coisa dessas! Ela pode estar morrendo por terem demorado tanto tempo a chamar o socorro! – ele começou a sacudir o Georg com violência.

– Calma, Tom! Ele não fez com intensão! – eu disse.

 E você? Como deixou isso acontecer? – ele disse nervoso.

– Eu espero que ela fique bem! Se acontecer algo sério, eu juro que vos mato! – disse o Bill gritando, enquanto mantinha a cabeça dela no colo dele.

A ambulância chegou, a colocaram numa maca e colocaram com a máscara de oxigênio e a levaram para dentro da ambulância.

Pov Gustav off

Pov Bill on

Eu fiquei desesperado, estava quase louco, eu queria ir na ambulância com ela. Eu queria saber o que estava acontecendo, porque ela não acordava de jeito nenhum, já estava a tanto tempo desacordada. Um enfermeiro acabou permitindo que eu fosse na ambulância com ela.

Eu fiquei segurando na mão dela, e a acariciando, estava com muito medo do que estava acontecendo. Eu sabia que alguma coisa estava errada com ela hoje de manhã, porque eu sai? Eu deveria ter ficado em casa! Nós chegamos no hospital, seguiram com ela pelos corredores e nós tivemos que ficar esperando numa pequena sala.

Ficamos esperando mas eu não conseguia ficar sentado de jeito nenhum, o meu irmão não parava quieto, ele estava tão agoniado quanto eu. Nós estávamos muito nervosos, mas o Andreas, o Gustav e o Georg também estavam muito tensos. Ao fim de aquele tempo todo, apareceu um médico na sala que se aproxima de nós.

– São familiares da Regina Kaulitz?

– Sim, nós os dois somos os irmãos. Ela vai ficar bem? Ela está bem não está? – Disse Tom nervoso.

– Eu tenho pena mas não tenho boas noticias, ela está em coma hipoglicemico. – disse o médico que estava sério.

Aquilo caiu que nem uma bomba, como assim? Coma? Hipoglicemico? O que isso significa?

– O que isso significa? – Perguntei sério.

– Isso significa que ficou em coma por falta de açúcar no sangue! Ela tem hipoglicemia, devia tomar injeções de insulina todos os dias e não toma! Por isso, os tremores e etc… - Disse ele tentando manter a calma.

– Mas ela vai ficar bem,não vai? Quando ela vai acordar? – Perguntou Tom ansioso.

– Esperemos que ela fique bem, mas as próximas 24 horas vai ser fundamentais para o desenvolvimento do quadro clínico dela. Ela precisa que os níveis de açúcar estabilizem e voltem ao normal. Ela pode acordar a qualquer momento, isso depende da aceitação que ela tiver ao tratamento. – disse o médico.

– Mas como isso aconteceu? – disse Tom preocupado.

– Essa crise aconteceu agora, porque ela teve mais tempo sem comer nada, e então os níveis de sangue baixaram muito rapidamente. Pior foi que demoraram de mais para traze – la para cá, ela podia não ter sobrevivido. Ela estava com os níveis de açúcar mesmo muito baixos. – ele disse nos encarando.

Eu e o Tom automáticamente olhamos para o Ge e o Gus que baixaram a cabeça.

– Bem quando ela acordar, vai precisar de fazer tratamento para a diabetes, tem hipoglicemia, falta de açúcar no sangue. Se não da próxima pode não ter tanta sorte, e não sobreviver. – Disse o médico sério.

Nós fomos comer alguma coisa, mas a comida não descia, a única coisa que descia eram as lágrimas pelos meus olhos, eu tinha um nó na garganta. Estava um silêncio que parecia ensurdecedor.

Ninguém saiu do hospital, nós ficamos dormindo na sala de espera, durante uns 3 dias, ainda não havia melhoras dela, não sendo significativas, pelo menos os níveis de açúcar estavam estabilizando aos poucos. Estávamos todos exaustos apenas íamos em casa para trocar de roupa e mais nada.

Pov Bill off

Pov Georg on

Eu não acredito no que está acontecendo! Como eu fui tão estúpido, ao ponto de não acreditar que ela tava passando mal de verdade! Agora ela não acorda, eu estou me sentindo um verdadeiro monstro, a culpa me persegue! Eu prefiro mil vezes que ela me provoque e a ver vermelha de raiva pelas minhas provocações, do que naquela cama de hospital sem reação. Isso está me torturando, me matando. Eu quero ver aqueles olhos verdes me encarando de novo, aquele sorriso maravilhoso que ela tem, o riso dela, eu tou com saudades do cheiro dela, dos gestos dela, de tudo, eu quero sentir os lábios dela nos meus, eu tenho saudades dos nossos beijos. Eu quero ela bem e de volta! Eu nunca pensei, mas recebemos imensas flores dos amigos dela, as pessoas vinham nos apoiar, os pais dos gémeos estavam de rastos. A Dona Simone só chorava de desespero de não haver evolução, o tal de Rafael também apareceu aqui e me contou que aquele namoro era de mentira, que ela só fez isso para me tirar do sério. Ele até que era legal, mas percebi que passávamos demasiado tempo nos provocando.

Quanto mais tempo essa tortura vai continuar? Eu não estou aguentando mais isso! Eu nunca chorei tanto por estar sentindo a falta de alguém como estou sentindo a dela.

Pov Georg off

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