quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Capítulo 13 - Express your love


POV Regina on

– Garota, esse nervosismo é todo por me ver? – Disse o Ge rindo.

– Georg, pára! – eu disse quase num sussurro.

– Nossa, eu devo ser mesmo importante, está quase derramando o café todo! – ele disse rindo.

Foi a última coisa que me lembro de escutar ele falar, eu senti perder a força nas
mãos, as xícaras caírem delas. Parecia que estavam tirando o chão dos meus pés, a dor de cabeça aumentou e muito, vi tudo escurecendo, rodando e destorcido como se a minha vista fica – se baça.

Pov Regina off

Pov Gustav on

Eu ia me levantar para ajudá – la a trazer as xícaras, pois ela estava derramando tudo. Alguma coisa está muito errada aqui! O Georg não parava de provocá – la e o mais estranho é que ela não respondia. Depois foi tudo muito rápido, as mãos dela estavam tremendo muito, ela deixou cair as xícaras no chão e caiu no chão completamente apagada. Ela não se mexeu mais, eu estava ficando nervoso. Mas nem isso deteve o Georg de continuar provocando.

– Pára com isso! Acha mesmo que nós estamos acreditando nesse show? – ele disse rindo.

– Ge, eu acho que isso não é show,cara! Ela não tá se mexendo! – eu disse
nervoso.

– Calma, Gus! Ela tá de brincadeira com a nossa cara! Deve achar que nós somos bobos para cair numa coisa dessas! – ele continuava rindo.

– Ge, eu não sei! Re, por favor, se isso é brincadeira, pára com isso! Isso não tá tendo graça! – eu disse quase gritando.

Algo me dizia que aquilo era tudo menos brincadeira!

– Bem, ela merece um óscar por essa atuação! – ele continuava rindo debochado.

– Georg, acho que isso é sério de verdade! – eu disse começando a ter medo.

Ela não se mexeu nem um milimetro, parecia que estava mesmo desmaiada. Eu conheço a Re, ela não iria brincar com um assunto sério desses.

– Ai é! Vai lá mexer nela, vê se ela tá respirando e mede o pulso dela. Aposto que tá melhor de saúde do que nós os dois juntos! – ele disse cínico.

Eu fui junto dela e me ajoelhei, o pior foi quando eu comecei a perceber, que
aquilo era tudo menos fingimento. Eu coloquei o meu ouvido junto do nariz dela e mal conseguia ouvir ela respirando, aquilo estava me assustando. Depois peguei no pulso dela, mas quase não conseguia sentir a pulsação dela, estava muito fraca.

– Merda! Isso não é mentira Georg! Ela tá mal de verdade! – eu disse gritando.

– Ãh? Não, ela tá fingindo, isso é só para ela me assustar! Você não deve ter medido certo esse pulso, eu vou medir chega pra lá! – ele disse vindo na minha direção e eu me afastei do corpo dela.

Ele pegou no pulso dela, eu vi a expressão dele mudar completamente, o sorriso dele se apagou completamente e ficou sério até com a expressão preocupada. Depois vi ele confirmando no pescoço dela com os dedos, como estava a pulsação dela, ele ainda ficou mais sério. Depois chegou perto também do nariz dela e ele tava preocupado de verdade, a expressão dele ficou carregada.

– Eu por acaso medi errado? – eu perguntei quase berrando.

– Não, cara! Ela tá mal de verdade, merda! Chama uma ambulância rápido, o pulso mal se sente, a respiração também está fraca de mais! – ele disse em pânico.

Eu já estava tirando o celular do bolso para a chamar a ambulância, e rapidamente dei as indicações todas e desliguei.

– O Tom e o Bill vão nos matar! – eu estava muito nervoso.

O Georg não a largou mais, ele estava com o coração apertado de ter pensado que ela estava fingindo. Ele pegou ela, a aproximou do peito dele completamente desorientado, a aconchegando nos seus braços e beijava repetidamente o rosto dela na esperança de um sinal, as lágrimas corriam sem permissão pelo rosto dele. Ele estava muito assustado, pensando que
ia perde - la, por ter achado que aquilo não passava de mais uma brincadeira.

– Porque eles vão vos matar? – Perguntou o Andreas que entrou pela porta dos fundos.

Ele largou os jornais e as revistas que trazia nas mãos no chão, e foi correndo para junto da Re.

– O que aconteceu? Porque ela não se mexe? Ela não tá respondendo! Já chamaram uma ambulância!? – ele também estava visivelmente preocupado.

Nós explicamos que aconteceu e ele quase nos matava com o olhar.

– Vocês são malucos? Piraram de vez, foi? Ela não ia fazer uma brincadeira
dessas! – ele gritou com a gente.

– Pára de discutir com a gente, e trás umas cobertas, ela está muito fria! – o Georg gritou em pânico a apertando mais contra o peito dele.

– Por favor, me perdoa! Resiste, por mim! Não me abandona, por favor! - ele repetia no ouvido dela.

A porta da casa se abriu e eram o Bill e o Tom carregados de coisas para o café da manhã. Eles vinham conversando animados, iam - nos matar quando perceberem o que aconteceu na realidade.

POV Gustav off

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