POV Gabi on
– O que foi meninos!? Agora que
tava bom pararam! – Disse brincando.
– Gabi, nós temos uma coisa para
te contar! – Dizia Gustav.
– Contem! O que aconteceu? –
Disse sorrindo.
– Bem, você sabe que estamos
fazendo sucesso e as vendas dos CD’s tem subido! – Disse Georg um pouco a medo.
– Sim, e? Contem de uma vez, mas
aconteceu algo de errado!? Estão tão sérios! Tem algum problema? O que posso
fazer para ajudar? – Disse já ficando aflita.
Quando demoravam para contar
algo é porque alguma coisa não estava bem.
– Não, não estamos com nenhum
problema! Eu sei que você nos ajuda sempre, mas nós vamos em turnê durante 6
meses. Agendaram vários concertos pelo mundo fora. –Disse o Bill.
– Sério? Que bom! Não tôo
acreditando, que maravilha! Tou tão feliz, que máximo! Uau, a coisa está
ficando séria, tão ficando verdadeiros profissionais. Qual é o problema então,
não estou entendendo? Isto é tudo o que sonharam sempre! – Disse animada.
– Nós não sabemos bem o que
dizer! Você vai ficar completamente sozinha, aqui. Isso é muito tempo. Vamos
ficar preocupados com você! – Disse Tom com um sorriso triste.
– O que? Não tôo acreditando,
que eu sou o problema!? Galera, eu já sou grandinha e ninguém vai morrer!
Além
disso podem me ligar, falar pela internet, etc… - eu disse e comecei a rir,
porque eles estavam tão sérios sem razão para ficar.
Eles olharam uns para os outros,
parecendo um pouco mais aliviados.
– Nunca mais façam isso! Vão
ficar velhos rapidinho, e me deixar louca! Tanta coisa, por uma viagem de 6
meses! Meu deus! – eu disse e me aconcheguei entre os quarto.
Eu falei aquilo, mas só eu sei o
quanto eu vou sentir saudades desses quatro.
– Tenho uma idéia! Podíamos dar uma
passeio à praia para nos despedirmos!? – eu disse sorrindo tentando segurar as
lágrimas.
– Boa idéia, um passeio! Vamos?
– Disse Bill animado.
– Claro. – Disseram os três.
Fomos para a praia, eu na minha
moto e eles nos seus carros. Assim que chegamos à praia, tiramos os sapatos e
começamos a caminhar na areia macia.
– Estou tão feliz, meninos! Que
bom que estão fazendo sucesso! – Disse sorrindo.
– Nós sabemos! E um mergulho,
princesa? – Diz o Tom animado.
– É melhor não, Tom! O mar está meio
rebelde e já é de noite! – Disse.
– Nossa, Gabi! Isso tudo é medo?
Nunca pensei, mas que cobarde! – ele estava me desafiando e começou a tirar a
roupa e correu para dentro do mar.
Eu fiquei olhando e os outros também decidiram
entrar. Me sentei na areia a vê - los. Só vi o Ge, o Gust e o Bill saírem da
água e sentarem junto de mim. Eu odiava essas brincadeiras do Tom, me dava um
aperto no peito, uma agonia. Porque ele não veio!?
– A água estava boa? – Perguntei
curiosa.
– Brrrrr! Gelada! – Disse Bill tremendo
de frio.
– O Tom? – Perguntei preocupada.
– Acho que ainda está
mergulhando no mar. – Disse o Ge que sacudia a água do cabelo.
Comecei a procurá –lo com o
olhar e vi uns braços se mexendo desesperados e alguém pedindo ajuda. Era ele,
deus ele está se afogando!
– Aquele é o Tom? Ele está se
afogando! – Disse aflita, sem pensar comecei a despir a roupa e corri para a
água.
Eles ficaram estáticos pensaram
que fosse uma brincadeira dele, mas eu sentia que não, acho que o Bill também
sentiu isso. Nadei o mais rápido que pude contra a corrente, e comecei a
mergulhar procurando por ele. Encontrei – o desacordado dentro de água, coloquei
o meu braço em volta do seu peito e comecei a nadar até à praia. Consegui puxá
- lo até à areia e os meninos correram na nossa direção. Eu comecei a fazer
massagem no peito dele e respiração boca a boca.
– Tom, você está bem? Está
escutando? – Perguntei, mas ele continuava inconsciente.
Encostei o meu ouvido junto do
nariz dele e ele continuava sem respirar, depois vi que o coração também continuava
sem bater. Eu continuei a fazer a massagem no peito dele, e começava a ficar
desesperada.
- TOM, ACORDA! – eu gritava desesperada.
Os outros pareciam ter ficado
congelados, estavam sem reação. De repente, ele começou a cuspir a água que tinha
engulido e abriu lentamente os olhos. A minha primeira reação foi sorrir para
ele. O Georg me passou uma toalha. Eu envolvi o corpo dele na toalha para que
ele se seca – se e fica – se mais confortável. Pode ver a expressão de alívio
em todos.
– Você está bem? Tá doendo
alguma coisa!? – Perguntei preocupada, o olhando dos pés à cabeça.
– Estou bem. Não tá doendo nada,
mas fiquei um pouco cansado. – Disse com a voz baixa.
– Ok, isso é normal. Só precisa
de descanso. – Disse passando a mão na sua testa.
– Gabriela? – o Bill me chamou e
eu virei a cabeça para olhá - lo.
– Sim?
– Obrigada, por ter salvo o meu
irmão. – Disse mais calmo, mas com a voz chorosa.
– Não tem que agradecer nada. Os
amigos são para isso mesmo. – Disse sorrindo para ele.
– Você me salvou? – Disse o Tom
surpreso e pegando discretamente a minha mão.
Os meus sentidos pareciam ter
ficado presos nele, o calor que começava a aquecer a mão dele, tudo. O meu
coração começou a bater forte, mas aliviado ao mesmo tempo por ele estar bem.
Eu senti as minhas bochechas começarem a queimar de vergonha.
POV Gabi off
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