domingo, 27 de janeiro de 2013

Capítulo 15 - Broken Heart


POV Gabi on

– O que foi meninos!? Agora que tava bom pararam! – Disse brincando.

– Gabi, nós temos uma coisa para te contar! – Dizia Gustav.

– Contem! O que aconteceu? – Disse sorrindo.

– Bem, você sabe que estamos fazendo sucesso e as vendas dos CD’s tem subido! – Disse Georg um pouco a medo.

– Sim, e? Contem de uma vez, mas aconteceu algo de errado!? Estão tão sérios! Tem algum problema? O que posso fazer para ajudar? – Disse já ficando aflita.

Quando demoravam para contar algo é porque alguma coisa não estava bem.

– Não, não estamos com nenhum problema! Eu sei que você nos ajuda sempre, mas nós vamos em turnê durante 6 meses. Agendaram vários concertos pelo mundo fora. –Disse o Bill.

– Sério? Que bom! Não tôo acreditando, que maravilha! Tou tão feliz, que máximo! Uau, a coisa está ficando séria, tão ficando verdadeiros profissionais. Qual é o problema então, não estou entendendo? Isto é tudo o que sonharam sempre! – Disse animada.

– Nós não sabemos bem o que dizer! Você vai ficar completamente sozinha, aqui. Isso é muito tempo. Vamos ficar preocupados com você! – Disse Tom com um sorriso triste.

– O que? Não tôo acreditando, que eu sou o problema!? Galera, eu já sou grandinha e ninguém vai morrer! 
Além disso podem me ligar, falar pela internet, etc… - eu disse e comecei a rir, porque eles estavam tão sérios sem razão para ficar.

Eles olharam uns para os outros, parecendo um pouco mais aliviados.

– Nunca mais façam isso! Vão ficar velhos rapidinho, e me deixar louca! Tanta coisa, por uma viagem de 6 meses! Meu deus! – eu disse e me aconcheguei entre os quarto.

Eu falei aquilo, mas só eu sei o quanto eu vou sentir saudades desses quatro.

– Tenho uma idéia! Podíamos dar uma passeio à praia para nos despedirmos!? – eu disse sorrindo tentando segurar as lágrimas.

– Boa idéia, um passeio! Vamos? – Disse Bill animado.

– Claro. – Disseram os três.

Fomos para a praia, eu na minha moto e eles nos seus carros. Assim que chegamos à praia, tiramos os sapatos e começamos a caminhar na areia macia.

– Estou tão feliz, meninos! Que bom que estão fazendo sucesso! – Disse sorrindo.

– Nós sabemos! E um mergulho, princesa? – Diz o Tom animado.

– É melhor não, Tom! O mar está meio rebelde e já é de noite! – Disse.

– Nossa, Gabi! Isso tudo é medo? Nunca pensei, mas que cobarde! – ele estava me desafiando e começou a tirar a roupa e correu para dentro do mar.

 Eu fiquei olhando e os outros também decidiram entrar. Me sentei na areia a vê - los. Só vi o Ge, o Gust e o Bill saírem da água e sentarem junto de mim. Eu odiava essas brincadeiras do Tom, me dava um aperto no peito, uma agonia. Porque ele não veio!?

– A água estava boa? – Perguntei curiosa.

– Brrrrr! Gelada! – Disse Bill tremendo de frio.

– O Tom? – Perguntei preocupada.

– Acho que ainda está mergulhando no mar. – Disse o Ge que sacudia a água do cabelo.

Comecei a procurá –lo com o olhar e vi uns braços se mexendo desesperados e alguém pedindo ajuda. Era ele, deus ele está se afogando!

– Aquele é o Tom? Ele está se afogando! – Disse aflita, sem pensar comecei a despir a roupa e corri para a água.

Eles ficaram estáticos pensaram que fosse uma brincadeira dele, mas eu sentia que não, acho que o Bill também sentiu isso. Nadei o mais rápido que pude contra a corrente, e comecei a mergulhar procurando por ele. Encontrei – o desacordado dentro de água, coloquei o meu braço em volta do seu peito e comecei a nadar até à praia. Consegui puxá - lo até à areia e os meninos correram na nossa direção. Eu comecei a fazer massagem no peito dele e respiração boca a boca.

– Tom, você está bem? Está escutando? – Perguntei, mas ele continuava inconsciente.

Encostei o meu ouvido junto do nariz dele e ele continuava sem respirar, depois vi que o coração também continuava sem bater. Eu continuei a fazer a massagem no peito dele, e começava a ficar desesperada.

- TOM, ACORDA! – eu gritava desesperada.

Os outros pareciam ter ficado congelados, estavam sem reação. De repente, ele começou a cuspir a água que tinha engulido e abriu lentamente os olhos. A minha primeira reação foi sorrir para ele. O Georg me passou uma toalha. Eu envolvi o corpo dele na toalha para que ele se seca – se e fica – se mais confortável. Pode ver a expressão de alívio em todos.

– Você está bem? Tá doendo alguma coisa!? – Perguntei preocupada, o olhando dos pés à cabeça.

– Estou bem. Não tá doendo nada, mas fiquei um pouco cansado. – Disse com a voz baixa.

– Ok, isso é normal. Só precisa de descanso. – Disse passando a mão na sua testa.

– Gabriela? – o Bill me chamou e eu virei a cabeça para olhá - lo.

– Sim?

– Obrigada, por ter salvo o meu irmão. – Disse mais calmo, mas com a voz chorosa.

– Não tem que agradecer nada. Os amigos são para isso mesmo. – Disse sorrindo para ele.

– Você me salvou? – Disse o Tom surpreso e pegando discretamente a minha mão.

Os meus sentidos pareciam ter ficado presos nele, o calor que começava a aquecer a mão dele, tudo. O meu coração começou a bater forte, mas aliviado ao mesmo tempo por ele estar bem. Eu senti as minhas bochechas começarem a queimar de vergonha.

POV Gabi off

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