Dois dias depois...
POV Gabi on
Eu ia sair de casa quando os garotos me interromperam.
- Bom dia, Gabi! Como você está se sentindo!? – o Tom perguntou,
sorrindo triste para mim.
- Bem, eu acho. – eu disse, sem o olhar.
- Onde você vai!? – o Bill perguntou.
- Eu vou me despedir do meu irmão, vou ve – lo a última vez. – eu
disse, colocando os óculos de sol.
- Meu anjo, não fica assim, com essa carinha. Eu sei que é muito
injusto, que está doendo demais. Mas essa carinha me corta o coração. – o
Gustav disse e me abraçou.
Eu retribui, o apertando no meu abraço e escondendo o meu rosto.
- Que bom, que eu tenho vocês. Que vocês estão aqui, tão perto. –
eu disse me segurando para as lágrimas não saírem.
- Me deixa ir, com você! – o Tom disse sério se aproximando e
apertando a minha mão.
Ele sabia o que eu ia responder. Os olhos dele ficavam pedindo
para eu deixar ele ir comigo. Eu baixei o olhar, sem conseguir olhar nos seus
olhos.
- Não quero te ver desse jeito, sozinha, num momento como esse. –
ele disse apertando mais a minha mão.
- Não se preocupa, eu estou bem. Eu prefiro ir sozinha. – eu disse
sorrindo triste.
- Mas você vai voltar, não vai!? – o Bill disse me olhando
preocupado.
- Claro que sim, Bill! Porque essa pergunta!? – eu disse, ele
parecia adivinhar a minha vontade de sair correndo e nunca mais voltar.
- Não sei, fiquei com uma sensação ruim no peito. – ele disse, me
olhando preocupado.
- Tá tudo bem, Bill. Não fica preocupado, o pior já passou. – eu
disse o abraçando com carinho.
Eu saí de casa e senti uma sensação de desesperante de ver o meu
irmão de olhos fechados e morto. Ele assim sem vida, eu senti uma dor forte no
meu peito. Eu tentei ser forte, mas era impossível. As lágrimas invadiam os
olhos sem parar, mas eu tentava limpar o mais rápido possível.
Duas horas depois...voltei para casa de moto...
Eu entrei em casa, completamente imunda, eu estava suja de terra e
toda molhada. Eles ficaram me olhando, sem saber o que dizer.
- Gabi, como foi!? – o Gust me perguntou.
- Nem sei, triste é o melhor que eu posso dizer. Eu vou para o meu
quarto, tôo tão cansada. Eu lamento, mas não consigo jantar. – eu disse
tentando sorrir.
- Gabi, come um pouquinho. Só um pouquinho. – o Tom insistiu.
- Obrigada, lindo. Mas eu não consigo, parece que tenho um nó na
garganta. – eu disse saindo para o meu quarto.
POV Gabi off
POV Tom on
Uma semana depois…
- Eu não tôo aguentando mais isso. Ela não vai ficar todos os dias
dentro do quatro! – eu disse nervoso.
- Temos que ajudá – la! Ela tá precisando de nós, do nosso
carinho. Ela não come nada, não vai à faculdade, não fala nada. Fica o dia todo
dentro do quarto. Eu tôo muito preocupado. – o meu irmão disse.
Ele tava sentindo, como eu estava nervoso. Eu odiava vê – la daquele
jeito. Ela era especial para mim, uma amiga carinhosa. Era a única, que me
entendia e me aceitava como eu realmente sou. Ela conhece o verdadeiro Tom, não
só o guitarrista. Ela me vê de um jeito tão diferente. De um jeito que só o meu
irmão, consegue me ver. Ela sempre me ajudou, em tantos momentos difíceis.
- Eu vou tirá – la daquele quarto e é agora! - eu disse determinado, me levantando da
mesa.
Eu bati na porta, tantas vezes...Tava me agoniando só escutar
silêncio...
- Que estranho, não consigo escutar nada. – disse o meu irmão.
Passaram muitas coisas pela minha cabeça, medo e pânico. Eu estava
ficando mais preocupado do que antes.
- Me ajuda! – eu disse e o meu irmão assentiu.
Nós derrubamos a porta com força e eu comecei a procurar com os
olhos quase desesperado. Eu só queria ver que ela estava bem. Eu vi ela
sentada, toda encolhida no próprio corpo. Os seus olhos se encontraram com os
meus, eu conhecia aquele olhar. Aquele olhar assustado, que ela fica quando não
quer que descubram que está sofrendo. Ela teve chorando e tava sofrendo, mas
com medo de dizer que estava sofrendo e muito. Ela tinha emagrecido e o rosto
estava mais pálido do que antes.
POV Tom off
POV Gabi on
- Meu deus, Gabi! Porque você não abria a porta!? Eu tava tão
preocupado! – o Tom disse e o Bill também se aproximou.
Eles se sentaram cada um do meu lado e senti aquele abraço
carinhoso que só eles sabiam dar. Era o melhor abraço do mundo, parecia que a
minha segurança estava toda ali.
- Que bom que vocês estão aqui, junto de mim. Estão com umas
carinhas tão preocupadas. – eu disse limpando as lágrimas.
- Gabi, como não vamos nos preocupar!? Poxa, nós gostamos tanto de
você. É impossível, não ficarmos preocupados. Você está mal e nós vamos cuidar
direitinho de você. – o Bill disse, sorrindo carinhoso.
- Sem desculpas, agora você vai comer direitinho. Não come
direito, faz quase uma semana. Não quero ver você doente, meu anjo. – o Tom
disse enlaçando as nossas mãos com carinho e sorriu daquele jeito especial para
mim.
- Tá bom, mas eu tôo sem fome. Eu não posso engordar, Tom. Eles me
matam na faculdade se eu engordar. – eu disse colocando a minha cabeça no ombro
dele.
- Como assim!? Que história é essa!? – o Bill disse curioso.
- Garotos, não precisam ficar preocupados. São as regras da
faculdade. Eu só tenho que perder, no mínimo 5 quilos até à próxima
apresentação, só isso. – eu disse.
- Como!? Gabi, você tá linda assim, não precisa perder peso, meu
anjo. – o Tom disse me olhando preocupado.
- É que eu recebi uma carta da faculdade, em que dizia que eu
reprovei o ano anterior porque estava gorda. – eu disse.
- Isso é coisa de gente louca. Você vai ficar doente se perder
mais peso do que já perdeu. – o Bill disse me olhando.
- Eu...eu...- nossa, tava vendo tudo ficar tão estranho, como se
tivesse desaparecendo. Eu apertei com a força que eu tinha a mão do Tom. Ele me
olhou e ficou com o rosto tenso e preocupado.
POV Gabi off
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